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Discussões Pé torto congênito

Questão Pé torto congênito 001

Discussão:

O fulcro da correção pela técnica de ponseti é a cabeça/borda lateral do tálus, que se encontra facilmente palpável na borda lateral do pé.
O primeiro a ser corrigido é o cavo, através da supinação do antepé, elevando a cabeça do primeiro MT. Isso é realizado no primeiro gesso e dá a impressão de que piorou a deformidade.
Em seguida, realiza-se uma série com 4 a 6 gessos para correção do Mediopé (talonavicular). Corrigem-se o varo e o aduto. O calcâneo roda sob o talus, ,e o aspecto posterior do calcâneo se afasta da fíbula, esticando o fibulocalcâneo. Deve-se tomar cuidado para não pronar o antepé.
No último gesso, deve-se ter alcançado 70 graus de abdução e 15 graus de dorsiflexão. Neste ponto, faz-se uma tenotomia de aquiles, se necessário, e um gesso é mantido por 2 semanas, colocando-se em seguida a órtese de Dennis Browne, que é usada 24h por dia por 3 meses, e em seguida 16-18 horas por dia, até os 3-4 anos.

Questão Pé torto congênito 002

Discussão:

Ligamento calcaneonavicular plantar, ou ligamento mola, é importante estabilizador da talocalcaneonavicular e pode representar um obstáculo à redução do PTC. Encontra-se encurtado com fibras causando deformidade em varo e supino do retropé.

Questão Pé torto congênito 003

Discussão:

O PTC idiopático é mais comum. Muitos são posicionais, outros associados a síndromes como Freeman-Sheldon e artrogripose. Ocorre em 0,6/1000 asiáticos, 6,8/1000 nos havainanos/polinésios. 2 a 4 vezes mais comuns em meninos, 50% bilaterais, apresentando herança dominante com penetrância reduzida ou herança multifatorial. Parentes de primeiro grau com PTC: 17X mais chance; 2º grau: 6x.
Anatomia: o navicular apresenta-se luxado medial e palantarmente à cabeça do talus. O talus é encurtado, com desvio medial da cabeça e deformidade do colo; o eixo longo, porém, é desviado lateralmente. A bainha do tendão do TP e o ligamento calcaneonavicular são encurtados e grossos, contribuindo para a deformidade medial. Há também deformidade muscular (menos músculos e mais tecido conectivo), anormalidades vasculares (fluxo deficiente da pediosa em 45% o que parece comprometer a efetividade do tratamento). Associam-se também panturrilha pequena no lado ipsilateral, tíbia levemente encurtada. Torção interna da tíbia também é ocasionalmente associada. Pode ocorrer ausência de músculos no compartimento anterior e lesão envolvendo inervação dos compartimentos anterior e lateral.
Síndromes associadas a PTC: artrogripose, bandas de constrição (displasia de Streeter), prune belly, hemimelia tibial, Moebius, Freeman-Sheldon, nanismo diastrófico, Sd. Larsen, Sd. Opitz, Sd. Pierre Robin.
Na artrogripose, embora o tratamento sejam eminentemente cirúrgico, sempre deve ser tentada correção com gesso seriado, pois no mínimo irá melhorar qualidade de partes moles e pode diminui a quantidade de intervenções ósseas necessárias. No tratamento, muitas vezes é necessário talectomia e liberação peritalar.
No tratamento com a técnica de Ponseti, 90% necessitarão de tenotomia percutânea do Aquiles.

Questão Pé torto congênito 004

Discussão:

A primeira deformidade a ser corrigida é o cavo, a partir da supinação do antepé. Em seguida, corrigem-se o varo e a adução (e inevitavelmente inversão) através de gessos seriados com abdução e dorsiflexão. O alvo é obter dorsiflexão de 15 graus, não 30.

Questão Pé torto congênito 005

Discussão:

No pé acometido pela doença, mantêm-se 70 de rotação lateral e 10 de dorsiflexão.

Traumatologia e Ortopedia

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