Discussões Lesões musculares dos MMII no esporte

Questão Lesões musculares dos MMII no esporte 001

Discussão:
Lesões musculares no esporte
Tipos de fibras musculares:
Tipo 1 (lentas): metabolismo aeróbico, não são fadigadas com facilidade. Trabalham de forma estática.
Tipo 2 (rápidas): metabolismo anaeróbico, rápida capacidade contrátil (quadríceps e gêmeos da coxa).
Alterações microscópicas:
Aguda: hemorragia focal e nos tecidos circunjacentes.
24-48h: alterações necróticas com migração de macrófagos
2 dias: intensificação da resposta inflamatória caracterizada pela atividade fibroblástica e pelo edema mais difuso.
Flexores do joelho:
Local mais frequente de distensão muscular. O bíceps femoral é o músculo mais lesado do grupo.
Classificação da lesão muscular:
Tipo 1: pequena lesão/rompimento da unidade musculotendínea
Tipo 2: rotura parcial, pelo menos uma porção intacta
Tipo 3a: rotura completa
Tipo 3b: fratura avulsão da origem musculotendínea.
Mecanismo de lesão: geralmente durante tiros; flexão do quadril com extensão do joelho.
Clínica: dor, massa palpável, equimose; dor à extensão do joelho com o quadril fletido em 90 graus.
Tratamento: PRICE, fisioterapia, progredir: isométricos – isotônicos – Isocinéticos.
Tratamento cirúrgico só é indicado para falha de tratamento clínico e fratura da tuberosidade isquiática com desvio maior que 2-3cm.
Quadríceps:
Principal função é contração excêntrica para desacelerar. Localização clássica: jun~çao musculotendínea distal do reto.
Clínica: se a limitação da flexão do joelho é pior com a extensão do que com a flexão do quadril, o acometimento é do reto femoral.
Adutores:
Adutores + grácil + pectíneo; origem no púbis. Lesão com abdução e rotação externa do quadril -> dor na virilha.
Mais frequente = lesão do adutor magno.
Pubalgia do atleta = lesão da musculatura da parede abdominal = DD. Hiperextensão da parede abdominal + hiperabdução da coxa com dor exacerbada ao sentar.
Realizar RNM somente se lesão completa.
Lesão crônica: lesão parcial não tratada adequadamente; microtraumas insuficientes para causar sangramento e desencadear resposta inflamatória.

Questão Lesões musculares dos MMII no esporte 002

Discussão:
A lesão dos isquiotibiais é a que leva a maior tempo de afastamento.

Questão Lesões musculares dos MMII no esporte 003

Discussão:
Deve-se seguir o protocolo PRICE: Protection, Rest, Ice, Elevation.
Gelo: a cada duas horas, por 48 horas, mantendo 20 a 30 minutos, associado a compressão.
Fisioterapia: iniciar imediatamente (quanto mais cedo, mais rápida a reabilitação).
Podem-se usar muletas para evitar a carga.
Lembrar o protocolo de imobilização em hiperflexão do joelho nas distensões musculares, por 48 horas, que promove uma diminuição importante no tempo de reabilitação destas lesões (de 72 para 21 dias em lesões graves).

Questão Lesões musculares dos MMII no esporte 004

Discussão:
Podem-se usar tanto RNM quanto USG, pois ambos são igualmente eficazes. No acompanhamento da evolução de uma lesão, a USG se mostra superior, pois a RNM continua mostrando alterações de sinais que não são compatíveis com a clínica do paciente ao longo da evolução.
Em adolescentes e crianças, nos quais podem ocorrer avulsões das inserções tendíneas, recomendam-se também radiografias.

Questão Lesões musculares dos MMII no esporte 005

Discussão:
As informações mais importante segundo os métodos de imagem são: qual o músculo lesado, local de ruptura, comprimento da lesão, área da lesão, presença de hematoma. Isto, associado aos dados clínicos e esportivos do paciente, permite estimar o tempo de afastamento.
Esta resposta do 1000 questões não diz nada com nada. NO final das contas, como apresentado na questão anterior, a RNM pode enganar com relação ao momento de alta do paciente, de forma que a USG é superior para avaliar a recuperação e, consequentemente, o momento de retornar aos treinos. Tecnicamente também se pode utilizar o USG apenas para indicar uma cirurgia, porém, é bem mais confortável ter os dados anatômicos detalhados de uma RNM para planejamento cirúrgico.
AS informações mais importante segundo os métodos de imagem são: qual o músculo lesado, local de ruptura, comprimento da lesão, área da lesão, presença de hematoma. Isto, associado aos dados clínicos e esportivos do paciente, permite estimar o tempo de afastamento.
No final das contas, como apresentado na questão anterior, a RNM pode enganar com relação ao momento de alta do paciente, de forma que a USG é superior para avaliar a recuperação e, consequentemente, o momento de retornar aos treinos. Tecnicamente também se pode utilizar o USG apenas para indicar uma cirurgia, porém, é bem mais confortável ter os dados anatômicos detalhados de uma RNM para planejamento cirúrgico.

Questão Lesões musculares dos MMII no esporte 006

Discussão:
Ruptura dos tendões do glúteo médio e mínimo
Geralmente confundido com síndrome de dor do trocanter maior ou bursite trocantérica. Pode causar dor prolongada lateral do quadril.
Causa da tendinose e ruptura ainda é incerta, mas pode estar relacionada a trauma mecânico ou condições sistêmicas predisponentes. Incidência desconhecida mas foi descrita em 4-20% dos pacientes submetidos a ATQ e 25% dos pacientes com fratura do colo do fêmur.
Mais descrito em mulheres acima de 50 anos.
Sinais mais confiáveis: marha de Trendelenburg, dor à abdução resistida -> >70% de sensibilidade e especificidade.
RX: geralmente sem alterações, mas pode mostrar esclerose, borda irregular, osteófitos na borda anterior do TM. RNM (91% de acurácia) e USG podem ser usados para confirmar o diagnóstico.
Tratamento: diagnóstico precoce – tirar carga do membro envolvido com muletas ou bengala. AINE, fisioterapia.
Cirúrgico: sintomas persistentes. Debridamento do tendão conjunto, fixação transóssea, alongamento com enxerto.
-> Para lembrar: ruptura de tendão bizarro sempre é coisa de velho. E quem treina bunda na academia, tirando o Melo e o Homar? Só mulher. Aliás, isso talvez inclua o Melo…

Questão Lesões musculares dos MMII no esporte 007

Discussão:
Strain ocorre mais comumente em músculos biarticulares, que tenham uma maior porcentagem de fibras tipo 2 de contração rápida, e no grupo mais fraco de um grupo agonista-antagonista.
Um fator que contribui para a sobrecarga muscular é fadiga, que torna o músculo incapaz de absorver tanta força excêntrica antes da sobrecarga. Outro fator é encurtamento intrínseco, especialmente em músculos que cruzam duas articulações, como o jarrete, reto femoral e o gastrocnêmio.

Questão Lesões musculares dos MMII no esporte 008

Discussão:
Imobilização e desuso: resultam em atrofia muscular com associada perda de força e aumento da fadigabilidade. Uma taxa não linear de atrofia ocorre, sendo as alterações primariamente nos dias iniciais; há atrofia em nível celular, com perda de miofibrilas dentro das fibras musculares.
A atrofia e a perda de força são mais proeminentes quando o músculo é imobilizado sem tensão ; por exemplo, com o joelho imobilizado em extensão, a perda é maior no quadríceps do que no jarrete.

Traumatologia e Ortopedia

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