Discussões Displasia do Desenvolvimento do Quadril

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 001

Discussão:

Osteotomias varizante e queilectomia são osteotomias femorais, sendo a queilectomia para tratar impacto na epifisiolistese. Shelf é uma osteotomia de salvação para aumentar a cobertura lateral do acetábulo, porém não promove seu redirecionamento. A cabeça não precisa estar contida para sua realização. A osteotomia de salter, por outro lado, é indicada em casos de cabeça congruente, com perda de cobertura anterolateral, promovendo um redirecionamento do acetábulo para aumentar a cobertura.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 002

Discussão:
Epidemiologia: meninas, lado esquerdo, brancos; raro em negros. História familiar, oligodrâmnio, posição pós natal (charutinho), posição pélvica, agripina, primogênitos.
Associada a torcicolo congênito e metatarso aduto.
Achados clínicos: Até os 3 meses, Barlow e Ortolani são positivos. Após, pela contração muscular, eles se tornam negativos. A partir dos seis meses, é mais confiável o sinal de Hart (limitação da abdução). Outros sinais: Peter-Bade (diferença de pregas glúteas); Galleazi; Trendelenburg.
Radiografia: linhas de Hilgenreiner, Perkins – cabeça deve estar predominantemente no quadrante inferomedial.
Arcos de Shenton: não podem ser quebrados.
Índice acetabular: normal 27,5 graus ao nascer, 23,5 aos 6 meses, 20 aos 2 anos.
Classificação de Graf (USG):

questao displasia do desenvolvimento do quadril 002 

Conduta dada sempre pelo rx após 6 semanas de vida, não ao nascimento, pois a frouxidão ligamentar engana e há correção espontânea de subluxações com o tempo.
Tratamento: 0-6 meses: Pavlik. Avaliar semanalmente; se não mantiver redução com três semanas, RI + GPP.
6-18 meses: RI + GPP, ou RC + GPP. Associar ou não osteotomias para redução. Estruturas que podem atrapalhar a redução: pulvinar, ligamento redondo, ligamento transverso, iliopsoas.
>18 meses: geralmente osteotomia femoral e acetabular.
Osteotomias acetabulares:
< 8 anos de idade: Salter (redireciona acetábulo) e Pemberton (re-estrutura acetábulo, diminuindo volume).
8-15 anos: trirradiada aberta: tripla do inominado de steel (grande redirecionamento); dupla do inominado de Sutherland (grande redirecionamento); Dega (re-estrutura acetábulo)
>15 anos: trirradiada fechada. Inominada tripla – grande redirecionamento; ganz/bernese: redirecionamento acetabular máximo, pelve estável, difícil técnica; esférica: redirecionamento máximo, difícil.
Cabeça não contida: Shelf/Chiari
Doença de Pavlik: posicionamento em flexão e abdução resultando em progressão da displasia, necessitando de RC.
Lesão do nervo femoral: por flexão excessiva.
Osteonecrose: por abdução excessiva.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 003

Discussão:
Quando o índice acetabular aumenta, o ângulo de Weiberg diminui. O IA aceitável é até 30; o Weiberg, até 25. Portanto, IA de 40 implicaria em Weiberg menor que 25.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 004

Discussão:
Pelo método de graf, o ângulo alfa é a inclinação do teto ósseo do acetábulo, e o ângulo beta, a porção cartilaginosa do acetábulo.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 005

Discussão:
São fatores de risco: frouxidão ligamentar, apresentação fetal pélvica, posição pós natal com quadris em extensão; raça (brancos e nativos americanos apresentam maior incidência).

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 006

Discussão:
Displasia refere-se a: Aumento da obliquidade, com perda da concavidade, mas com manutenção da linha de Shenton.
Subluxação refere-se a uma cabeça que não está em contato total com o acetábulo. Os achados radiográficos incluem: aumento da distância cabeça-lágrima, diminuição do ângulo centro borda e quebra da linha de Shenton.
Luxação: refere-se a uma cabeça que não está em contato com o acetábulo.
Tanto os quadris luxados quanto os subluxados apresentam alterações displásicas.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 007

Discussão:
O quadril subluxado sempre leva a doença degenerativa do quadril. Os sintomas são indisiosos, mas, quando começam, a dor é progressiva e rápida. Subluxação grave leva a sintomas durante a segunda década de vida; moderadas, na terceira e quarta; e os mais leves, na quinta e sexta décadas de vida.
Um quadril luxado desenvolve sintomas muito mais tardiamente que o subluxado; alguns nunca desenvolvem sintomas.
Não há nenhuma correção estrita linear entre o ângulo centro borda, ângulo acetabular, e OA.
Luxações unilaterais levam a discrepância de comprimento de membros, geno valgo ipsilateral, marcha anormal, diminuição da agilidade, escoliose postural.
Casos bilaterais causam dor significativa por lordose lombar aumentada.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 008

Discussão:
O ângulo alfa é medido entre o teto ósseo e a linha de base. Um ângulo alfa mais baixo indica um acetábulo mais raso.
O ângulo beta é medido entre o teto cartilaginoso e a linha de base. Um ângulo beta mais baixo indica um acetábulo cartilaginoso melhor.
Conforme a cabeça subluxa, o ângulo alfa diminui, e o beta aumenta.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 009

Discussão:
Em neonatos sem alterações clínicas, mas com USG alterado indicando subluxação, recomenda-se repetir o exame após seis semanas, quando ocorre correção da frouxidão ligamentar, sem necessidade de intervenção, pois geralmente é autolimitado.
Todos os outros têm indicação de tratamento imediato.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 010

Discussão:
Ocorre por pressão excessiva na cabeça femoral – a causa mais comum, imobilização em posição inadequada, como abdução extrema ou rotação interna. A rotação interna excessiva aumenta a pressão na cabeça femoral e ainda pode contorcer os vasos capsulares.
Outra possibilidade é musculatura muito encurtada, que comprime a cabeça femoral reduzida contra o acetábulo.
Osteotomia de encurtamento pode ajudar a prevenir a NAV.
O diagnóstico é feito quando a cabeça femoral não ossifica ou cresce após 1 ano da redução. Outros achados que contribuem são o alargamento do colo femoral dentro de um ano, alterações na densidade da cabeça femoral, deformidade residual.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 011

Discussão:
É mais comum em primogênitos – portanto, primíparas.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 012

Discussão:
Torcicolo congênito: 14-20%
Metatarso aduto: 1,5-10%
Grupos de risco para DDQ: (apresenta mais de 1 dos seguintes fatores)
Posição agripina; sexo feminino; histórico familiar ou étnico; deformidade do membro inferior; torcicolo congênito; metatarso aduto; oligoidrâmnio; assimetria persistente do quadril; outras anormalidades esqueléticas importantes.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 013

Discussão:
Após os 3 a 4 meses, os sinais de Ortolani e Barlow não são mais positivos pela restrição muscular. A partir daí, a restrição da Abdução é o sinal mais fidedigno, observado pelo sinal de Hart.
Para lembrar: Hart = uma palavra só – Abdução
Peter bade = duas palavras – pregas glúteas

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 014

Discussão:
O quadril está completamente formado ao redor da 11ª semana de gestação.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 015

Discussão:
Fatores que impedem a redução na DDQ:
Limbus (alteração patológica de resposta à luxação); ligamento redondo; pulvinar; ligamento acetabular transverso; cápsula constrita pelo iliopsoas. Pode-se desinserir o iliopsoas do trocanter menor se necessário.
Os acetabuli: são centros de ossificação secundários não fundidos localizados na margem anterossuperior.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 016

Discussão:
Mais comum em meninas, do lado esquerdo, primogênitos, população lapônica. Rara em negros.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 017

Discussão:
Apenas PTC não está relacionado.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 018

Discussão:
Até esta idade, ortolani e Barlow são os melhores testes. Ortolani diagnostica um quadril luxado, e Barlow, um quadril luxável.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 019

Discussão:
Cápsula invertida, hipertrofia do abdutor e os acetabulum não impedem a redução. Hipertrofia do adutor atrapalha.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 020

Discussão:
A alteração patológica mais comum no RN com DDQ é uma crista hipertrofiada de cartilagem acetabular nos aspectos superior posterior e inferior do acetábulo.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 021

Discussão:
No diagnóstico tardio, os empecilho para redução são:
Extra-articulares: adutor longo e iliopsoas encurtados.
Intra-articulares: ligamento redondo, ligamento transverso do acetábulo, cápsula articular anteromedial constrita, e raramente um labrum invertido e hipertrofiado. O obstáculo mais relevante, entretanto, é algum grau de constrição da cápsula articular anteromedial. O ligamento redondo pode ser o obstáculo primário em alguns casos.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 022

Discussão:
Lembrar: as tiras anteriores restringem a extensão, mantendo o quadril entre 90 e 120 graus de flexão. As tiras posteriores restringem a adução (que não pode ultrapassar a linha média), mas não forçam a abdução.
Não pode ser usado por crianças com mais de 6 meses, pois ela irá se debater enquanto usa o suspensório e, como os membros estarão restritos, isso forçará a cabeça do fêmur para fora do quadril ainda mais.

Questão Displasia do Desenvolvimento do Quadril 023

Discussão:
Torcicolo congênito ocorre em 15-20% das DDQ. Metatarso aduto, 1,5 a 10%.

 

Traumatologia e Ortopedia

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