Discussões Neurologia

Questão Neurologia 001

Discussão:

A síndrome do túnel do tarso é uma patologia neurogênica causada pela compressão do nervo tibial. Pode ser anterior ou posterior.
A compressão pode ser intrínseca, por cisto gangliônico, tendinopatia, tenossinovite, lipoma ou tumor (neurilemoma), fibrose perineural, osteófitos; ou extrínseca, por sapatos, trauma, deformidade anatômica (coalisão tarsal, retropé valgo), cicatriz pós cirúrgica, doenças inflamatórias sistêmicas, edema de extremidades inferiores. Identifica-se a causa em 80% dos casos.
O túnel do tarso posterior é formado pelo retináculo dos flexores (ligamento lancinado) superolateralmente; calcâneo e tálus medialmente; e abdutor do hálux inferiormente. Contém o nervo tibial, a ATP, o TTP, o FLH, FLD. O nervo tibial apresenta 3 ramos distais, o plantar medial, plantar lateral e o calcâneo medial. Os plantares podem ser comprimidos nas suas próprias bainhas distalmente ao túnel.
Os sintomas são: parestesia inexplicada no aspecto plantar do pé, dedos ou tornozelo medial distal. Exacerbada à noite, com exercício ou repouso, com elevação ou abaixamento do MI. Os sintomas se restringem aos ramos afetados. Secura da pele pode estar presente no trajeto do nervo; pode haver atrofia do abdutor do hálux ou do 5º dedo.
Teste de Kinoshita: dorsiflexão e eversão máximas por 5 a 10 segundos; reproduz os sintomas ou apresenta dor e tinel exacerbados.
Teste da compressão: flexão plantar e inversão do tornozelo; pressão digital sobre o túnel do tarso – altamente sensível e específico.
Exames: RX (estruturas ósseas); RNM (excluir tumores, músculos acessórios); ENMG: especialmente para excluir patologia sistêmica; latências motoras maiores que 7.0msec e sensitivas maiores que 2.3msec são definitivamente patológicas. Amplitude de ação motora diminuída do abdutor do hálux ou do dedo mínimo.
Tratamento: conservador com palmilha, sapato largo, aine, analgésicos. Pode ser usada imobilização do tornozelo com órtese noturna por 6-12 semanas. Retropé valgo = palmilha para suporte.
Cirúrgico: apresenta mais benefícios naqueles que têm uma estrutura para ser ressecada e evitar a compressão. <50% de resolutividade na liberação do retináculo dos flexores.

Questão Neurologia 002

Discussão:

Acomete principalmente o 3 espaço intermeta, mas o campbell fala que afeta igualmente o 2 e 3. Origina-se do nervo plantar medial, e não faz um neuroma propriamente dito, mas uma proliferação angiofibroblástica. O ramo plantar lateral contribui para a inervação neste espaço, predispondo aos sintomas compressivos. Raramente afeta espaços contíguos. 8 mulheres para cada homem, geralmente unilateral.
Sinais e sintomas: dor, mais comumente entre as cabeças do 3 e 4 meta, dura de semana a anos, aumenta ao caminhar e melhora com repouso..
Sinal de Mulder: mais fácil de fazer com o paciente em decúbito ventral. Colocar polegar na face dorsal do pé, indicador na face plantar, fazer a compressão laterolateral e sentir o neuroma passar através do ligamento. O clique pode ser sensível ou audível. É mais dolorido no pé sintomático (pode ocorrer em ambos os pés).
Há dormência, mas não hipoestesia efetiva. O diagnóstico é clínico, mas USG e RNM contribuem no diagnóstico diferencial.
Tratamento: sapato largo apoio, injeção de corticoide (bom prognóstico de resposta cirúrgica se houver melhora), mas a cirurgia é o principal tratamento com 80-95% de melhora.

Questão Neurologia 003

Discussão:

O neuroma de morton é uma proliferação angiofibroblástica dos ramos digitais do nervo plantar medial. 8 vezes mais comum em mulheres, predominantemente unilateral, afeta mais o terceiro espaço interdigital, pois haver mais tecido para comprimir devido à contribuição do nervo plantar lateral, mas o Campbell afirma que a prevalência do 2 espaço é igual a do terceiro. Apresenta dor e dormência nos dedos afetados, mas não hipoestesia.

Traumatologia e Ortopedia

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