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Discussões Coluna Infantil

Questão Coluna Infantil 001

Discussão:

Associada a escoliose em 60-70% dos casos, congênita ou secundária a fusão cervical.
Anormalidade do trato genitourinário em 30% (ausência unilateral do rim > mal rotação renal, rim ectópico, rim em ferradura, hidronefrose).
Surdez em 30%.
Malformações cardiovasculares em 4,2-29%, sendo mais comum defeito do septo interventricular.
Sincinesia (movimento espelhado do outro membro), é normal até os 5 anos, mas presente em 20% dos Klippel- Feil.
Sprengel: 20%.
Costela cervical: 12-25% (pesquisar síndrome do desfiladeiro).

Questão Coluna Infantil 002

Discussão:

Klippel Feil é a síndrome de fusão cervical que pode envolver 2 segmentos, um bloco vertebral congênito, ou toda a coluna cervical. Afeta 1,5 homens para cada mulher.
Achados clássicos: implantação baixa de cabelos, pescoço curto, limitação de movimentos.
Tipo I: fusão em bloco de todas as vértebras cervicais e torácicas.
Tipo II: fusão de um ou dois pares de vértebras cervicais.
Tipo III: fusão cervical + torácica baixa ou lombar.
Classificação radiográfica de Samartais:
I: único segmento cervical fundido congenitamente – mais dor axial no pescoço.
II: múltiplos segmentos não contíguos fundidos.
III: múltiplos segmentos contíguos fundidos congenitamente.
II e III apresentam mais radiculopatia e mielopatia.
3 padrões associados a pior prognóstico: 1) fusão C1-C2 com occipitalização do atlas; 2) fusão longa com junção occipitocervical anormal; 3) fusão de 2 segmentos com apenas 1 interespaço livre, no qual se concentra a mobilidade.
Condições associadas: escoliose é a mais comum, seguida de surdez e alterações do trato geniturinário.
Tratamento: descompressão e fusão conforme necessário.

Questão Coluna Infantil 003

Discussão:

Anomalia por defeito de fechamento do tubo neural, do espectro da Espinha bífida. Prevenida com uso de ácido fólico nos 3 meses antes de engravidar. 0,6-0,9/1000 NV.
Mais comum posterior, mas pode ser anterior ou lateral.
Mais comum na torácica baixa e lombossacra.
Diagnóstico com dosagem de alfafetoproteína de 16-18 semanas de gestação. USG bom exame para diagnóstico. Se negativo, amniocentese com dosagem de alfafeto e acetilcolinesterase.
65% inteligência normal. Hidrocefalia, hidrossiringomielia, malformação de Arnold-Chiari (mais encontrado é o tipo II – disfunção dos pares cranianos mais baixos, com dificuldade ed alimentação, respiração e choro), outras malformações da coluna, bexiga flácida. Sensibilidade ao látex em 3,8-38%.
Síndrome da medula presa: 20-30% apresentam manifestações clínicas; 6-11 anos. Apresentação súbita de sintomas: perda de função motora; espasticidade de MMII (isquiotibiais mediais, dorsiflexores, eversores do tornozelo); escoliose antes dos 6 anos de idade sem alterações anatômicas; lombalgia e aumento da lordose lombar; mudanças nos padrões urogenitais. Fazer RNM em toda suspeita clínica.
Classificação: pelo nível neurológico.
Torácico: sem flexão ativa do quadril.
Lombar alto: flexão e adução do quadril, extensão do joelho.
Lombar baixo (L4-L5): flexão ativa do joelho, tibial anterior, ELH.
Sacral: fraqueza dos fibulares e intrínsecos do pé.
Sacral baixa: extensores e abdutores do quadril preservados – apenas disfunção esfincteriana.

Questão Coluna Infantil 004

Discussão:
Subluxação rotatória atraumática atlantoaxial.
Causa espontânea, trauma leve ou infecção de vias aéreas superiores. A infecção geralmente ocorreu duas a três semanas antes, e a criança está afebril. Apresenta a cabeça inclinada para um lado, rodada para o oposto e ligeiramente fletida. Não consegue corrigir além da linha média. A musculatura contraturada geralmente é contralateral ao lado inclinado, ao contrário do torcicolo muscular.
Deve-se obter RX com flexo-extensão para avaliar instabilidade atlantoaxial.
Classificação de Fielding e Hawkins:
I) luxação rotacional sem desvio anterior de C1 – mais comum, crianças.
II) luxação rotacional com desvio anterior de C1 sobre C2 com 5mm – menos comum, mais potencial de lesão.
III) luxação rotacional com desvio anterior de mais que 5mm
IV) luxação rotacional com desvio posterior.
III e IV são mais raras e com maior potencial de lesão neurológica.
Classificação de McGuire para TC dinâmica -> utilidade questionável.
Estágio 0: torcicolo, mas TCD normal.
Estágio 1: limitação de movimento (<15 graus de diferença entre C1 e C2, mas C1 cruza a linha média de C2).
Estágio 2: fixo (C1 não cruza a linha média de C2).
Tratamento:
A maioria se resolve espontaneamente.
Conservador – somente se não há luxação significante anterior ou instabilidade ao exame de imagem.
< 1 semana: colar de espuma, repouso na cama 1 semana. Se não houver melhora, tração hospitalar.
1 -4 semanas: hospitalização, tração cervical (com colar), depois colar cervical 4-6 semanas.
>1 mês: hospitalização, tração esquelética até redução, colar cervical 4-6 semanas.
Cirúrgico:
Critérios de Fielding: lesão neurológica, luxação anterior; falha em alcançar e manter a correção se a deformidade existe há mais que 3 meses; recorrência após tratamento conservador adequado.
Fusão C1-C2 posterior; tração pré-op 2-3 semanas, e halo vest pós op por 6 semanas para manter correção.

Questão Coluna Infantil 005

Discussão:

Defeitos de segmentação unilateral (barra unilateral) apresentam pior prognóstico que defeitos de formação unilateral (hemivértebras), que apresentam pior prognóstico que defeitos de formação bilateral (vértebra em bloco).

Questão Coluna Infantil 006

Discussão:

Fusão congênita das vértebras cervicais, com falha de segmentação dos somitos entre a terceira e a oitava semanas de vida intrauterino. Apresenta escoliose em 60% dos casos, alterações genitourinárias em 30%, surdez em 30%, anormalidades cardíacas em 20%. Rotação e inclinação lateral são mais afetadas que flexoextensão. Afeta a coluna cervical, associada ou não a coluna lombar e torácica.

Questão Coluna Infantil 007

Discussão:
Deformidade cervical não faz parte, embora possa ocorrer. Defeito de segmentação dos somitos; escoliose em 60%, surdez em 30%.

Questão Coluna Infantil 008

Discussão:
Como podem ver, é exatamente igual uma questão do 1000 questões, só que mudou o afebril para apresenta déficits.
De qualquer forma, a criança: geralmente está afebril; não apresenta déficits; apresenta espasmo muscular; tem uma luxação C1-C2 (atlanto axial). Redução espontânea acontece na maioria das vezes.

Questão Coluna Infantil 009

Discussão:
Perda da lordose cervical não faz parte.

Questão Coluna Infantil 010

Discussão:
Agenesia Sacral
Rara, geralente associada a DM materna. Os gânglios dorsais e a parte dorsal da medula continuam a se desenvolver; as vértebras e nervos motores não são induzidos, resultando em agenesia sacral. A sensibilidade permanece intacta.
Classificação de Renshaw:
Tipo I: agenesia sacral total ou parcial unilateral. Menos comum
Tipo II: agenesia sacral com defeitos parciais mas simetricamente bilaterais e articulação estável entre ilío e uma S1 normal ou hipoplásica. Mais comum
Tipo III: agenesia toatal sacral e lombar variável com os ílios articulando-se com as vertebrais mais distais presentes.
Tipo IV: agenesia sacral total e lombar variável, com a vértebra mais distal sobre ílios fundidos ou anfiartrose do ilíaco.
I e II são estáveis, mas III e IV feram instabilidade e cifose progressiva.
Diversas deformidades. A aparência das extremidades inferiores é comparada a um Buda sentado. Alterações geniturinárias e na área retal são comuns. Flexoextensão ocorre na junção da pelve com coluna mais do que nos quadris. Controle intestinal e vesical geralmente é comprometido. Sensibilidade é preservada até bem distal.
Escoliose é a deformidade mais comum associada.

Traumatologia e Ortopedia

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