Discussões Pé cavo

Questão Pé cavo 001

Discussão:

O pé cavo varo adquirido pode ocorrer por duas alterações musculares: deficiência do tibial anterior em relação ao fibular longo, o que leva a uma sobretração do extensor longo o hálux, ou contração intrínseca dos músculos com fraqueza; ou deformidade em dorsiflexão do calcâneo, que geralmente se deve a um complexo gastrossóleo deficiente e sobretração dos flexores dos dedos.

Questão Pé cavo 002

Discussão:

No pé cavo varo adquirido, mais de 2/3 têm uma doença neurológica como causa, e a etiologia é definida em 80%. Causas neurológicas de doença bilateral são: Charco-Marie-Tooth, ataxia de Friedreich, Mielomeningocele, paralisia cerebral, entre outras; unilateral, lesão traumática de nervo periférico ou raiz nervosa, poliomielite, sequela de trauma com consolidação viciosa, síndrome compartimental do compartimento posterior profundo.
A doença de Charcot-Marie-Tooth é duas vezes mais comum que homens do que em mulheres, mas é mais grave nelas. Apresenta dois tipos, contrários ao DM2: o tipo 1 ocorre em pacientes mais velhos (20-30 anos) e é mais brando; o tipo 2 ocorre em pacientes mais jovens (5-15 anos) e é mais grave. O diagnóstico é basicamente clínico, mas pode ser confirmado com o auxílio de ENMG, que mostrará o acometimento do tibial anterior em 50%. Outros músculos também podem ser afetados, como extensores do punho.
À radiografia, traçam-se os ângulos de Meary (talus-primeiro raio), que apresentará ápice dorsal; ângulo de Hibbs (eixo longo do 1 MT + eixo longo do calcâneo; avalia-se o ângulo obtuso), que será menor que 130 (normal 130-160); o pitch do calcâneo, que estará normal no CMT e aumentado na pólio (normal: 10-30); Costa-Bertani (tuberosidade calcâneo – borda inferior do navicular X borda inferior do navicular – sesamoide, 115-128), que estará diminuído; AP: ângulo de Kite, que estará diminuído (menor que 20); giannestras (eixo longo do talus X superfície articular cunho-navicular (60-80)), que estará aumentado; talus X 1 MT – linha deve passar pelo 1 MT normalmente.
Geralmente o tratamento conservador não mostra muito benefício, mas podem ser tentados analgésicos, órteses, palmilhas de suporte.
O tratamento cirúrgico envolve osteotomias associadas ou não a liberações de partes moles. São elas:
Osteotomia de Gould: cunha de retirada promovendo dorsiflexão dos dedos associada a liberação da fáscia plantar.

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Questão Pé cavo 003

Discussão:

CMT é duas vezes mais comum em homens, mas mais grave em mulheres. O bizu para lembrar é que é o inverso da DM2: a tipo 1 é mais tardia e mais benigna, e a tipo 2, mais precoce e de pior prognóstico. Ocorre fraqueza do tibial anterior em 50% dos casos. Não há fraqueza do fibular longo, que é outro tendão, associado ao TP, que promove elevação do arco plantar. Classicamente, no pé cavo por poliomielite o TA está preservado e o gastrocnêmio está forte, enquanto no CMT é o contrário.

Questão Pé cavo 004

Discussão:

O pé cavo pós SCA é causado por retração do tibial posterior, que está presente no compartimento posterior profundo do pé.

Questão Pé cavo 005

Discussão:

Causa específica encontrada em 80% dos casos.
Maus resultados com tratamento conservador
Mais comum em homens, mais grave em mulheres.
Tibial anterior geralmente apresenta alteração de função, com predomínio do tibial posterior, o que leva a elevação do arco plantar.

Questão Pé cavo 006

Discussão:

Tibial posterior e Fibular longo são os dois responsáveis pela formação do arco plantar.

Questão Pé cavo 007

Discussão:

Antepé equino (TP mais forte que o FC) com primeiro raio fletido e pronado (FL mais forte que o TA e FC), extensão das MTF, flexão das IF, varo do retropé, contratura da fáscia plantar.

Traumatologia e Ortopedia

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