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Discussões Escoliose

Questão Escoliose 001

Discussão:

Escoliose congênita afeta 1/1000 nascidos vivos.
Possíveis causas: exposição a CO; Dm; antiepilépticos.
Classificação de Winter: Falha de formação: parcial (vértebra em cunha); completa (hemivértebra).
Falha de segmentação: unilateral (barra não segmentar unilateral); bilateral (vértebra em bloco). Miscelânea.
Progressão da curva ocorre mais rapidamente durante os primeiros cinco anos de vida e durante o estirão de crescimento. A que mais progride é uma barra côncava, unilateral, não segmentada com hemivértebra convexa > barra não segmentada unilateral > hemivértebra convexa dupla.
Menos grave se ocorre na região torácica alta, mais grave torácica, e bem mais grave se toracolombar.
A falha de formação é mais difícil de prever do que a falha de segmentação. Uma hemivértebra encarcerada (entre duas vértebras) causa menos deformidade do que uma livre, com duas fises funcionantes, que causa progressão lenta.
Tratamento conservador: curvas não progressivas devem ser avaliadas duas vezes por ano. Brace: controla curvas secundárias. Comparar sempre com todas as radiografias prévias, pois algumas curvas são de crescimento muito lento.
Tratamento cirúrgico: 75% são progressivas.
Hemiepifisiodese: indicada em curvas resultantes de falha de formação. Menores de 5 anos, curva progressiva, menos de 50 graus, 6 ou menos segmentos, potencial de crescimento cÔncavo, sem cifose ou lordose patológica. Manter imobilização pos operatória por seis meses.
Excisão de hemivértebra: obliquidade pélvica ou translação lateral fixa do tórax que não pode ser corrigida de outra forma. Menos de 5 anos, torácica, toracolombar, lombar, lombossacra, com desequilíbrio do tronco. A curva inteira deve ser fundida.
Fusão posterior sem instrumentação: curvas pequenas precoces.
Com instrumentação: um pouco mais de correção, sem PSA, órtese posterior é menos desconfortável. A curva deve ser flexível, e não pode haver lesões intraespinais.
Fusão anterior ou posterior: tratar problemas sagitais, aumentar a flexibilidade com discectomia, eliminar fise anterior.

Questão Escoliose 002

Discussão:

 

Questão Escoliose 003

Discussão:

Órteses são indicadas para pacientes esqueleticamente imaturos (Risser menor ou igual a 2) e curvas de 25 a 40 graus. Abaixo de 25 graus, não tem indicação de órtese. Acima de 40 graus, tem indicação de tratamento cirúrgico.

Questão Escoliose 004

Discussão:

Outras indicações são: curva flexível de 20 a 30 graus com progressão maior ou igual a 5 graus em fase de crescimento; curva principal dupla cosmeticamente aceitável de 40 a 45 graus.

Questão Escoliose 005

Discussão:

Características comuns da escoliose neuromuscular: curavas grandes precocemente na vida, curvas rígidas, curvas progressivas, curvas longas, obliquidade pélvica, deformidade no eixo sagital.

Questão Escoliose 006

Discussão:

Na EI, é indicado tratamento com órtese: curvas de 25 a 45 graus; se menos de 30 graus, comprovar progressão de pelo menos 5 graus antes de iniciar o uso; imaturidade esquelética (Risser menor ou igual a 2), pois acima disso não há influência. O Brace evita a progressão, mas não promove regressão, e há piora com a interrupção de seu uso.

Questão Escoliose 007

Discussão:

Sexo feminino; Risser 0-2; padrão da curva (dupla curva > torácica > toracolombar > lombar); magnitude da curva (lombar > 30, torácica >50).

Questão Escoliose 008

Discussão:

São indicações de colete: esqueleticamente imaturos (0-2 Risser); pré menarca ou até a um ano dela; 25-40 graus de Cobb. Pacientes esqueleticamente maturos com esta
graduação, ou aqueles com menos de 25 graus têm indicação de observação; pacientes imaturos com mais de 40 graus têm indicação de tratamento cirúrgico.

Questão Escoliose 009

Discussão:

EIA acomete principalmente mulheres, com curva para a esquerda. EII afeta mais meninos e curva para a direita. Curvas abaixo de 20 graus e com Risser IV, como acima, têm indicação de tratamento observacional.
Pacientes com curvas de alto valor angular (50º) apresentarão progressão mesmo após a maturidade esquelética.

Questão Escoliose 010

Discussão:

O pedículo é menor do lado côncavo do ápice da curva, sendo mais perigosa a inserção de um parafuso pedicular.

Questão Escoliose 011

Discussão:

A resposta se baseia em um estudo de 2000 (a citação no 1000 questões está com a revista e data erradas) realizado com meninas, que mostra que o principal fator indicativo de necessidade de tratamento cirúrgico foi uma curva maior do que 30 graus no pico da velocidade de crescimento. Os outros indicadores de maturidade não se mostraram bons indicadores e não apresentaram uma correlação tão boa e homogênea quanto o pico de crescimento.
Relationship of Peak Height Velocity to Other Maturity Indicators in Idiopathic Scoliosis in Girls* David G. Little, M.B.B.S., F.R.A.C.S.(Orth)†; Kit M. Song, M.D.‡; Don Katz, C.O.§; John A. Herring, M.D.§ J Bone Joint Surg Am, 2000 May; 82 (5): 685 -685 . http://dx.doi.org/

Questão Escoliose 012

Discussão:

A escoliose na NFI pode ser dividida em distrófica e não distrófica. A não distrófica se comporta como a escoliose idiopática. A distrófica tem comportamento mais agressivo, gerando curvas na região torácica e lombar de raio curto, envolve 4 a 6 vértebras e tem aparecimento precoce.

Questão Escoliose 013

Discussão:

Na escoliose infantil, meninos são mais acometidos do que meninas; a curva é predominante esquerda, ambos os fatores contrários à EI Juvenil e do Adolescente; na maioria dos casos a curva é autolimitada, com resolução espontânea. No entanto, dentre as escolioses idiopáticas, é a que mais se associa a malformações cardíacas.

Questão Escoliose 014

Discussão:

O melhor parâmetro que se associa ao pico de velocidade de crescimento é o fechamento da cartilagem trirradiada. Lovell-Winter: Risser propôs a avaliação do fechamento da apófise do ilíaco para indicar o crescimento, entretanto, ele é tão bom preditor quanto a idade cronológica. A cobertura total do ilíaco leva 18 a 24 meses. O aparecimento da apófise do ilíaco geralmente ocorre após o maior crescimento espinal já ocorreu. O pico deste, por sua vez, coincide com o fechamento da cartilagem trirradiada.

Questão Escoliose 015

Discussão:

O ângulo de Metha é utilizado na EII, e prevê a resolução da progressão da curva. Utiliza-se a vértebra apical; traça-se uma linha perpendicular à placa terminal da vértebra; traça-se uma linha do médio-colo à médio-cabeça da costela; calcula-se o ângulo. 83% regride se o ângulo for menor que 20 graus, enquanto 84% progridem se for maior que 20.
Como descrito acima, avaliações pelo método de Risser (que é comumente utilizado em conjunto para avaliação de indicação de tratamento cirúrgico) e do fechamento da cartilagem trirradiada são utilizados para indicação de tratamento.
O efeito virabrequim, no qual é bloqueado o crescimento posterior ou anterior da vértebra, e a sua outra metade continua a crescer, depende do crescimento, não podendo, portanto, ocorrer após a sua finalização.
Alteração no exame neurológico é indicação de realização de RNM. Na EIJ, indica-se a realização de RNM também em caso de dor, progressão rápida, deformidade torácica par a esquerda. 26,7% apresentam alterações à RNM. Vale notar, na EIJ, o risco de progressão é de 100% se a curva tiver mais de 20 graus com menos de 10 anos de idade.

Questão Escoliose 016

Discussão:

A gravidade é crescente: Vértebra em bloco -> Hemivértebra em cunha -> hemivértebra biconvexa -> Barra unilateral.

Questão Escoliose 017

Discussão:
O fenômeno de Crankshaft ocorre quando, ao se realizar a fusão posterior das vértebras, elas continuam a crescer na porção anterior, o que causa uma deformidade adicional. Deve-se associar, portanto, artrodese anterior para evitá-lo, quando: RIsser 0-1, Tanner , deformidade tridimensional importante. Se criança menor que 8 anos, ideal é usar growing rods ou VEPTER.
A classificação de Lenke consiste de 3 passos:
Identificar curva primária: estruturada = cobb >25 no AP e nas dinâmicas.
Determinar o modificador lombar: avaliar por onde a linha sacral passa – entre pedículos, fora dos pedículos mas pelo corpo vertebral, não passa pelo corpo vertebral
Determinar o modificador torácico sagital: hipo, normo ou hipercifose.
Para lembrar os padrões: 1 – torácica principal; 2 – torácica dupla; 3 – dupla principal; 4 – tripla principal; 5 – toracolombar-lombar; 6 – toracolombar-lombar, com a torácica principal estruturada e curva lombar 10 graus maior que torácica.

Questão Escoliose 018

Discussão:
Barra unilateral é a mais grave, depois hemivértebra biconvexa, em cunha, e vértebra em bloco.

Questão Escoliose 019

Discussão:
O diagnóstico antes de 1 ano tem pior prognóstico; resto está correto. Vale lembrar que a doença acomete mais meninos e curva para esquerda. (Yang – menino, esquerda)

Questão Escoliose 020

Discussão:
O demonstrado na figura é o fenômeno Crankshaft, quando é realizada a fusão posterior, e os segmentos anteriores da coluna continuam a crescer.

Questão Escoliose 021

Discussão:
Convexidade para a direita é o comum na escoliose juvenil e do adolescente. Se for para a esquerda, deve-se considerar RNM. O resto está correto.

Questão Escoliose 022

Discussão:
São fatores de risco para progressão: sexo feminino, pré menarca, risser 0-2, dupla curva > torácica > toracolombar > lombar, curva torácica >50, lombar >30.

Questão Escoliose 023

Discussão:
Risco de progressão em relação a risser e grau da curva:

 

Questão Escoliose 024

Discussão:
Apesar do fator de risco de ser mulher, todos os outros fatores falam a favor de uma curva que já concluiu sua progressão, além de não ser acentuada. Sendo assim, o melhor tratamento é observação, com seguimento por 3 anos.

Questão Escoliose 025

Discussão:
A progressão da curva é mais comum em meninas (sendo: 1:1 em curvas com menos de 10 graus, e 7,2:1 em curvas com mais de 21 graus necessitando de intervenção cirúrgica.
Outros fatores de risco: Risser 0-2, padrão da curva (dupla > torácica > toracolombar > lombar), magnitude da curva (lombar >30, torácica > 50). Cifose não influencia a evolução.

Questão Escoliose 026

Discussão:
A incidência de lombalgia na população é de 60-80%, comparável a pacientes com escoliose. Pacientes com curvas lombares ou toracolombares, especialmente translacionais, apresentam incidência de dor levemente superior aos pacientes com outros padrões de curva.
Curvas menores que 10 graus sequer são consideradas escoliose.
Complicações pulmonares ocorrem em curvas acima de 100 graus, que, provavelmente, não se iniciaram após os 12 anos, dada a sua gravidade.
Risser 5 indica praticamente interrupção da progressão da curva. Naquelas com mais de 40 graus, entretanto, pode-se esperar um aumento de 1 grau por ano a partir da maturidade esquelética.

 

Traumatologia e Ortopedia

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