Discussões Instabilidade femoropatelar

Questão Instabilidade femoropatelar 001

Discussão:
A instabilidade patelar é mais comum entre a segunda e terceira décadas de vida, em mulheres, especialmente naqueles com fatores que predisponham a um ângulo Q aumentado.
Lembrando da Tríade Miserável do Mal Alinhamento: anteversão femoral; rotação externa da tíbia ou pés pronados; geno valgo.
A principal causa para instabilidade recorrente é incompetência do LPFM, mas outras causas precisam ser avaliadas, em especial alterações de alinhamento e hipoplasia condilar. As alterações indicarão o tratamento adequado.
O índice de Insall é calculado a partir do comprimento do tendão sobre o comprimento da patela; o normal é 0.8 a 1.2; se maior, é patela alta, e, se menor, é patela baixa. Nos casos em que se propõe a medialização da patela, pode ser necessária distalização também se a patela for alta (anteromedialização = Fulkerson).
Portanto, em um insall inferior a 1,2, indica-se apenas medicalização da tíbia.

Questão Instabilidade femoropatelar 002

Discussão:
Uma variação da pergunta anterior. A cirurgia de Elmslie-Trillat é como se fosse um McBride associado a osteotomia: primeiro faz-se liberação lateral; depois, medicalização da TAT e plicação medial.
Por não envolver distalização ou anteriorização da patela, o índice de Insall deve ser menor que 1,2.

Questão Instabilidade femoropatelar 003

Discussão:
Os ligamentos mais importantes para restrição da instabilidade posterolateral são o LCL e o tendão poplíteo. O ligamento popliteofibular também se mostrou um estabilizador estático muito importante para resistir momentos de varo, rotação externa e forças posteriores. Desta
forma, na instabilidade posterolateral crônicas, estes devem ser corrigidos: LCL, tendão poplíteo e ligamento poplíteo fibular.
(Só para lembrar: as camadas laterais de Warren são: 1 – os mais externos, trato iliotibial e bíceps femoral; 2 – os estabilizadores de patela, LPFL, retináculo lateral; 3- superficial – os fibulares: LCL, fabelofibular; 3 profunda – os poplíteos e a cápsula articular).

Questão Instabilidade femoropatelar 004

Discussão:
Esta é a técnica de Fulkerson, indicada para anteromedialização da patela. Cirurgia de alto risco com alto benefício para o tratamento de instabilidade femuropatelar.

Questão Instabilidade femoropatelar 005

Discussão:
Não há correlação entre diminuição do TAGT e melhora dos resultados clínicos subjetivos. A medialização é indicada quando TAGT > 20mm, e a distalização, quando Insall >1,2.
A cirurgia de ELmslie Trillat consiste na medialização da TAT, release lateral, realinhamento do VMO. A de Fulkerson promove anteromedialização, diminuindo o impacto patelar com a anteriorização.
TAGT >20mm é um indicativo de procedimentos ósseos; com um TAGT normal, pode-se pensar em procedimentos de partes moles.

Questão Instabilidade femoropatelar 006

Discussão:
Displasia tipo I: forma mais leve; as linhas dos condilos são simétricas e são cruzadas no mesmo ponto na parte proximal da troclea pela linha do assoalho. Apenas a parte mais proximal da tróclea é chata.
Tipo II: as linhas nos condilos não são superpostas; a linha do sulco cruza o côndilo medial primeiro, e a lateral cruza em um nível mais alto. Cruzamento separado das linhas do côndilo medial e lateral é característica deste tipo.
Tipo III: esta forma é a mais grave. As linhas dos condilos são superpostas, mas são cruzadas baixo na tróclea pela linha do sulco. A maior parte da tróclea é chata.
O sinal do cruzamento é quando a cortical anterior do côndilo intersecta a linha troclear, indicando um sulco displásico, assim como o bump troclear, quando a linha troclear se estende anterior ao córtex femoral.

 

Questão Instabilidade femoropatelar 007

Discussão:
Release lateral é indicado isoladamente para dor parapatelar secundária a síndrome de pressão patelar lateral excessiva (tilt patelar negativo e menos de um quadrante de movimentação medial passiva da patela).
Em combinação com procedimentos de realinhamento, a liberação lateral é indicada quando estruturas laterais contraturadas impedem a centralização patelar. Deve incluir liberação do retinaculo do terço distal do vsto lateral até a TAT para incluir os ligamentos patelofemoral lateral e patelotibial.

Questão Instabilidade femoropatelar 008

Discussão:
Ocorre em joelho que apresentam uma ou mais anormalidades anatômicas. O principal fator que resulta em instabilidade patelar é incompetência do LPFM.

Questão Instabilidade femoropatelar 009

Discussão:
Um TAGT aciam de 20mm indica algum procedimento de medialização da patela; um insall maior que 1,2 exigiria uma distalização da patela. Anteversão do fêmur acima de 30 graus indica uma osteotomia rotacional.
Displasia troclear (Crossing sign, bump troclear, ângulo do sulco > 140) indicam reconstrução do MPFL e trocleoplastia.
Displasia patelar (Wiberg tipo C) indica reconstrução do MPFL.

 

Questão Instabilidade femoropatelar 010

Discussão:
Locais:
Em referência ao epicôndilo medial: 10mm proximal e 2mm posterior.
Tubérculo adutor: 4mm distal, 2mm anterior.

Questão Instabilidade femoropatelar 011

Discussão:
O principal risco é necrose da patela por lesão dos vasos retinaculares.

Traumatologia e Ortopedia

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