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Discussões Deformidades

Questão Deformidades 001

Discussão:
Mão torta radial
Falha na formação das estruturas da borda pré-axial.
Hipotrofia/ausência da musculatura tenar, polegar encurtado, instável, ausente; rádio encurtado ou ausente.
50% bilateral, afeta igualmente os gêneros, ausência do rádio é mais comum.
Talidomida, anemia de fanconi, trombocitopenia, Holt-Oram, VACTER-L, trissomia 13/18.
Classificação de Heikel:
Tipo 1: Rádio distal curto
Tipo 2: Rádio hipoplásico
Tipo 3: Ausência parcial do rádio (mais comum é distal)
Tipo 4: ausência total do rádio (mais comum).
80% apresentam ausência do polegar, 50% ausência do escafoide e trapézio, 10% do semilunar, trapezoide e piriforme.
Se duas mãos são acometidas, na centralização do carpo, fixa-se uma em 45º de pronação e outra em 45º de supinação.

Questão Deformidades 002

Discussão:
Mão torta ulnar
Deficiência pós axial dos membros. Incidência 1/3 a 1/10 da radial.
Mais comum é ausência parcial da ulna e 4 e 5 QD.
Classificação de Swanson:
Tipo 1: hipoplasia/defeito parcial da ulna
Tipo 2: defeito total da ulna
Tipo 3: defeito parcial ou total com sinostose radioumeral.
Tipo 4: defeito parcial ou total com amputação do punho.
Classificação de Bayne:
Tipo 0: deficiência do carpo e/ou mão apenas.
Tipo 1: ulna hipoplásica com ambos os centros de ossificação presentes.
Tipo 2: parte da ulna ausente (geralmente distal)
Tipo 3: ulna ausente
Tipo 4: sinostose radioumeral.
Subidivisão pelo acometimento da primeira comissura.
A: Normal
B: deficiência leve
C: deficiência moderada a grave
D: ausência
Anomalias associadas: pé torto congênito, deficiências fibulares, espinha bífida, agenesia femoral, defeitos mandibulares, agenesia da patela.
Tratamento: alongamento e talas – estágios iniciais.
Liberação da sindactilia e osteotomias de rotação digital – aos 12-18 meses.
Ressecção da cabeça radial e criação de um antebraço de apenas 1 osso: indicado no estágio 2 para promover estabilidade em detrimento da mobilidade do antebraço; criança com no mínimo 6 anos.
Osteotomia da sinostose: pode ser necessária no estágio 4.

Questão Deformidades 003

Discussão:
O dedo em botoeira tem a hiperflexão da IFP e extensão da IFD.
O dedo em martelo tem a flexão da IFD.
O pescoço de cisne tem hiperextensão da IFP e flexão da IFD.
Na deformidade em intrínseco plus, o retesamento dos intrínsecos faz com que as IFP não consigam ser fletidas com as MCF em extensão.
Classificação de Nalebuff para Dedo em Botoeira:
Leves: movimento satisfatório + rx normal. Deformidade corrigível passivamente desde uma posição de flexão de 15 graus. Tratado com reposicionamento das bandas, sinovectomia da IFP, tenotomia extensora sobre a falange média (procedimento de Dolphin-Fowler).
Moderadas: IFP corrigível passivamente + rx normal. Deformidade de flexão de 40 graus com MCF corrigível até flexão completa. Tratamento: reconstrução da tira central com uso de banda lateral ou enxerto de tendão.
Graves: articulação rígida com alterações radiográficas. Contratura incorrigível passivamente. Dedos 3, 4 e 5: reconstrução extensora e artroplastia com silastic. Indicador: artrodese IFP pode ser suficiente

Questão Deformidades 004

Discussão:
A classificação de Nalebuff para deformidade em pescoço de cisne é dividia em:
I – flexíveis. Tratada com dermodese, tenodese flexora da IFP, artrodese da IFD e reconstrução do ligamento retinacular.
II – Retesamento muscular intrínseco. Tratada com liberação intrínseca em adiamento a um ou mais dos procedimentos acima.
III – rígida, sem destruição articular. Exige manipulação da articulação, mobilizaçõ das bandas laterais e liberação da pele dorsal.
IV – rígidas com destruição articular. Artrodese da IFP ou nos dedos anular e mínimo (4 e 5), artroplastia com implante de Swanson da IFP.

Questão Deformidades 005

Discussão:
Dedo em gatilho
De acordo com o artigo do JAOOS, a sequência é: 4 > 1 > 3 > 2 > 5.
Pelo Campbell: 1 > 4 > 5 > 2 > 3.
Incapacidade de fletir e estender o dedo suavemente. Mais comum em homens.
Nodular – nódulo definido que se move com o gatilho – responde melhor a AINE e corticoide. Distal à polia A1.
Difuso – edema difuso e mal definido. Através da polia A1.
Se há mais de 6 meses, menor chance de responder ao tratamento conservador.
Diagnóstico: bloqueio da flexão completa; melhora durante o dia. Procurar: AR, DM, Gota, STC, De Quervain, Dupuytren. Dor palmar + crepitação à palpação pode ser tenossinovite precoce.
Classificação de Quinel-Eastwood:
Grau 0: crepitação sem gatilho
Grau 1: movimentação normal do dedo
Grau 2: clique do dedo sem bloqueio
Grau 3: bloqueio do dedo, que pode ser corrigido ativa ou passivamente
Grau 4: bloqueio irredutível do dedo.
Tratamento:
4 = cirúrgico.
0-3: <6 meses: conservador: massagens, gelo, imobilização (em extensão), AINE.
* 6 meses, ou < 6 meses que não respondeu: conservador com injeção de corticoide (1ml xilo, 1ml bupi, 1 ml betametasona). Reavaliação em 1 mês.
* 6 meses sem resposta: cirúrgico.

Questão Deformidades 006

Discussão:
Dedo em gatilho congênito
Mais comum uma flexão persistente do que o dedo em gatilho do adulto.
Mais frequente no polegar, 25% bilateral. Pode estar associado a trissomia do 13 e mucopolissacaridoses.
Espessamento e estenose da polia A1, ou nódulos no tendão flexor. 30% dos casos que aparecem antes de 1 ano têm resolução espontânea.
Tratamento: conservador em casos mais leves, órtese inicialmente.
Cirúrgico: liberação da A1 por volta dos 2 anos, se conservador falhar; acometimento de múltiplos dedos -> realizar com 1 ano de idade.

Questão Deformidades 007

Discussão:
Camptodactilia: deformidade em flexão da IFP, normalmente 5 dedo. Diferenciar da clinodactilia -> desvio ulnar ou radial (clinodactilia -> INCLINOdactilia).
AutossÔmica dominante; desbalanço muscular.
Dois tipos: lactentes, ambos os sexos igualmente, mais comum (80%).
Adolescentes, mais mulheres.
Deformidade piora até os 18/20 anos.
35% melhoram com cirurgia (liberação de partes moles e transferências tendíneas SN: FSD -> ED). 20% melhoram com tratamento conservador (alongamento, órteses).
Deformidade de Kirner: desvio palmar e radial da falange distal. Mulheres, bilateral, simétrica, aparece dos 8 aos 10 anos.
Órtese para casos mais leves, osteotomias corretivas para casos mais graves.

Questão Deformidades 008

Discussão:
Classificação de Swanson:
Falha na formação
Falha na separação (diferenciação)
Duplicação
Macrossomia
Hipoplasia
Bandas amnióticas
Anomalias genéticas múltiplas
Mão torta radial é um defeito de formação das estruturas pré-axiais.
Afeta igualmente os sexos, sendo 50% bilaterais.
80% se associam a ausência de polegar; associam-se às síndromes citadas, além de trissomias do 13 e 18.
A classificação de Heickel segue a gravidade:
1 – Rádio curto
2 – Rádio hipoplásico
3– Ausência parcial do rádio (mais comum distal)
4 – Ausência total do rádio
O tipo mais comum é o tipo 4, ausência total do rádio.

Questão Deformidades 009

Discussão:
Classificação de Quinnell:
0: Crepitação sem bloqueio
1: Movimentação normal
2: Clique do dedo sem bloqueio
3: Bloqueio corrigido ativamente
4: Bloqueio fixo

Questão Deformidades 010

Discussão:
Deformidades na artrite reumatoide
Desvio ulnar dos dedos com subluxação ou luxação palmar dos dedos.
Geralmente bilateral e simétrica; comprometimento típico: dedos, polegar e punhos.
Ordem: MCF -> Punho -> IF
Critérios diagnósticos: 4/7
Rigidez matinal, > 3 articulações, punhos acometidos, MCF ou IF, simétrica, nódulos reumatoides, FR positivo, alterações radiográficas.
Deformidades do polegar: classificação de Nalebuff
Tipo I: deformidade em botoeira (a mais comum). Deformidades móveis e RX normal = sinovectomia e reconstrução extensora; contratura MCF fixa, IF corrigível, RX com destruição articular: artrodese MCF; contratura IF fixa MCF corrigível, destruição articular: artrodese IF, artroplastia MCF; contratura fixa MCF/IF, alterações ao rx: artrodese MCF e IF.
Tipo II: botoeira + subluxação da TM. Tratamento semelhante ao tipo I.
Tipo III: Pescoço de cisne (2º mais comum). Leve: conservador ou hemiartroplastia sem excisão do trapézio; grave: artrodese MCF + artroplastia ou hemiartroplastia.
Tipo IV: gamekeeper. Leve: sinovectomia MCF + reconstrução ligamentar + liberação adutora; grave: artroplastia ou artrodese MCF.
Bizu para lembrar a classificação: Ordem alfabética. Botoeira, botoeira com subluxação, cisne, gamekeeper.

Questão Deformidades 011

Discussão:
A síndrome de Mannerfelt é a ruptura do flexor longo do polegar no túnel do carpo, devido a osteófitos do escafoide. É tratada com a transferência de um flexor superficial para FLP.

Questão Deformidades 012

Discussão:
Classificação de Swanson:
Falha na formação
Falha na segmentação
Macrossomia
Hipoplasia
Duplicação
Banda de constrição congênita
Deformidades múltiplas esqueléticas
Classificação de Patterson para Banda de Constrição Congênita
1 – Anel simples geralmente transverso, ocasionalmente oblíquo, em volta do membro ou dedo
2 – Anel mais profundo associado a anormalidade distal, geralmente linfedema
3 – Sindactilia fenestrada ou fusão lateral de dedos adjacentes em suas porções distais com fenestrações proximais presentes
4 – Amputação intrauterina onde partes moles mais afetadas que osso do tipo guilhotina com parte proximal normal
Nas amputações congênitas, o nível mais comum é o terço proximal do antebraço. O segundo nível mais comum é o mediocárpico. Hipoplasia de musculatura proximal ajuda na diferenciação de bandas congênitas. 98% unilaterais.

Questão Deformidades 013

Discussão:
Deficiências longitudinais incluem todas as deficiências de formação que não são consideradas transversas. Focomielia, displasia de raio radial, displasia de raio ulnar e displasia central são os principais diagnósticos. São mais comuns que as deficiências transversas.
Não está descrito qual é a mais comum, mas a MTR ocorre em 1/100.000 NV, e a MTU é menos comum ainda.
Bilateral em 50%, mas não está descrito simetria. Se unilateral, mais comum à direita. O polegar contralateral é deficiente mesmo nos casos unilaterais. (A MTR inclui deficiências ou ausências da musculatura tenar, polegar encurtado, instável ou ausente, rádio encurtado ou ausente).
A classificação utilizada é a de Heikel (a de Bayne é de MTU). Vale lembrar que ela vai do mais leve para o mais grave, sendo a 4 (ausência total do rádio) a mais comum. (Encurtamento, hipoplásico, ausência parcial, ausência total).
Há ausência do polegar em 80%.
O nervo mediano é o mais afetado, sendo mais grosso que o normal, correndo na borda pré-axial do antebraço, logo abaixo da fáscia. Radial geralmente termina ao nível do epicôndilo lateral logo após inervar o tríceps; ulnar geralmente normal; musculocutâneo geralmente ausente. Artéria radial ausente; outras normais.

Questão Deformidades 014

Discussão:
Sindactilia
Falha na separação dos dedos durante desenvolvimento. Anomalias mais comum da mão, 1/2000 NV.
Atraso dos botões digitais na 7-8ª semanas.
Maioria esporádica, mas HF + em 40%. Bilateral 50%, mais comum em meninos. Classificadas em:
Completas – grudados desde comissura até ponta dos dedos
Incompletas
Simples – apenas pele e partes moles formam ponte entre os dedos
Complexas – componentes ósseos compartilhados entre os dedos
Acrossindactilia – fusão lateral dos dedos nas porções distais com fenestrações proximais
Braquissindactilia – encurtamento associado a sindactilia
Ocorrência entre dedos:
3 e 4 -> 57%
4 e 5 -> 27%
2 e 3 -> 14%
1 e 2 -> 3%
Nas sindactilias dos extremos, ocorrem: contratura em flexão gradual; desvio lateral; deformidade rotacional (geralmente no dedo mais longo dos dois).
Intervenção cirúrgica sem urgência; reconstrução mais bem realizada na idade escolar – cirurgia antes dos 18 meses tem o risco de a comissura migrar para distal e contrair no caso de cirurgia muito precoce.
Se dedos de tamanhos diferentes, separação precoce – 6/12 meses – é indicada pelo risco de deformidades (maior que da migração).
Múltiplos dedos: corrigir os laterais primeiro, liberando os centrais após 6 meses. Liberação bilateral do mesmo dedo no mesmo procedimento é contraindicado pelo risco vascular.

Questão Deformidades 015

Discussão:
Polidactilia
Classificação: pré axial, central, pós axial, dimelia ulnar (mão em espelho).
Pré-axial:
Duplicação completa ou parcial do polegar, geralmente unilateral. Geralmente a duplicação radial é mais hipoplásica. Duplicação mais comum em brancos e asiáticos. Geralmente unilateral, idiopática, esporádica.
Classificação de Wassel:
Tipo 1: duplicação parcial da falange distal com epífise comum
Tipo 2: duplicação completa da falange distal, incluindo epífise
Tipo 3: duplicação da falange distal e bifurcação da proximal
Tipo 4: A mais comum, 47%; duplicação completa das falanges distal e proximal
Tipo 5: Duplicação completa das FD e FP, com bifurcação do metacarpo
Tipo 6: duplicação completa das FD, FP e MC.
Tipo 7: segunda mais comum, 20% – diversos graus de duplicação associados a trifalangismo.
Cirurgia geralmente realizada entre 1,5 e 5 anos; revisões e fusões por deformidades em torno dos 8 anos. Para tipos 1 e 2, procedimento combinado (Bilhaut e Cloquet). Em geral, preservar o dedo mais ulnar.
Pós axial:
A duplicação mais comum na população negra – 1/300. Quando associada, mais comum à sindactilia.
Classificação de Stelling/Turek:
Tipo 1: duplicação de partes moles, geralmente rudimentar
Tipo 2: duplicação parcial do dedo, incluindo parte óssea
Tipo 3: duplicação completa do raio, incluindo MCP – Rara.
Tratamento: ligadura da base das duplicações do tipo 1 não são recomendadas por relatos de hemorragias fatais.
Tipo 2: Excisão elíptica do dedo extra com aproximadamente 1 ano de idade.

Questão Deformidades 016

Discussão:
Madelung
Anomalia da parte palmar ulnar da fise do rádio distal, levando a tilt volar progressivo na superfície articular, associado a subluxação dorsal da ulna. Causada pelo ligamento de Vickers.
Aparece na adolescência.
Mais comum bilateral e mulheres.
Deformidade clássica: subluxação volar da mão com proeminência da ulna distal; angulação volar e ulnar do rádio distal; manifestação na infância tardia/adolescência com diminuição da mobilidade e pouca dor; piora progressiva da deformidade com o crescimento.
Classificação de Vender/Watson
Pós traumático
Displástica
Genética
Idiopática
Achados radiográficos:
Rádio curvado, convexidade dorsal e radial, com angulação similar da superfície articular; epífise radial distal triangular; antebraço relativamente curto; ulna subluxada dorsalmente, cabeça da ulna alargada, comprimento total ulnar diminuído; carpo aparentemente subluxado para palmar e ulnar na ARUD, que geralmente está afastada; carpo com aparência em cunha – ápice proximal no semilunar.
Tratamento: inicialmente conservador; cirurgia se dor importante e deformidade intensa, com impacto ulno-carpal.
Osteotomia radial distal, de abertura ou fechamento, associado a encurtamento ulnar (cirurgia de Milch) é o preferido em imaturos.
Darrach em adultos.

Questão Deformidades 017

Discussão:
Deve-se realizar a excisão completa do anel e do tecido subcutâneo com plastias em Z ou W. A excisão circunferencial completa pode ser feita de forma segura, contanto é melhor fazer em dois tempos no caso de anéis próximos.

Questão Deformidades 018

Discussão:
É um defeito da fise ulnar e volar da extremidade distal do rádio. Manifesta-se na adolescência. Mais comum em meninas, geralmente bilateral. Leva a um desvio dorsal da ulna.

Questão Deformidades 019

Discussão:
Acomete menos de 1% da população, 2/3 são bilaterais, geralmente acomete o 5º dedo. Três tipos: infância ou congênita; pré adolescente ou adquirida; associada a síndromes. Quando menos de 30-40 graus, não interfere nas atividades diárias. Acomete somente a IFP; não afeta MCF nem IFD.

Questão Deformidades 020

Discussão:
Nos casos bilaterais, recomenda-se: antebraço dominante em 10-20 de pronação; não dominante: rotação neutra. Unilateral: 0-15 graus de pronação.
30 graus de pronação do braço dominante fornecem uma melhor função para escrever e trabalhar com pequenos objetos com o braço dominante.

Questão Deformidades 021

Discussão:
Luxação congênita da cabeça do rádio
Anomalia congênita mais comum do cotovelo, geralmente bilateral. 47% são anteriores, 43% posteriores, 10% laterais.
Diagnóstico radiográfico. Outros achados: displasia do capitelo, forma anormal da cabeça radial, variação positiva ulnar
Redução aberta com reconstrução do ligamento anular não tem sido bem sucedida.
Excisão da cabeça do rádio alivia a dor, melhora a aparência e pode melhorar a ADM.

Questão Deformidades 022

Discussão:
Nível mais comum de insuficiência de formação: antebraço proximal, abaixo do cotovelo. Depois, transcarpal, antebraço distal, úmero.
Quase sempre unilateral. Falha de formação transversa é esporádica. Acredita-se comprometimento vascular do botão do membro em desenvolvimento, ou crista ectodérmica apical.

Questão Deformidades 023

Discussão:
Na esclerodermia ocorre uma flexão progressiva da IFP, com subsequente extensão compensatória da MCF.

Questão Deformidades 024

Discussão:
O princípio da ressecção da ulna na AR é uma ressecção limitada (até 2cm) para minimizar a instabilidade da ulna remanescente. Realiza-se sinovectomia da ARUD. Corrige-se a supinação do carpo com a sutura do remanescente do CFCT no canto dorsoulnar do rádio. Reconstrói-se a cápsula dorsal e o retináculo extensor com transposição do EUC de dorsal para volar.

Questão Deformidades 025

Discussão:
Lesão traumática aguda: tenorrafia.
Ruptura espontânea ou casos crônicos: transferência. EPI, ERLC, AbLP.

Questão Deformidades 026

Discussão:
Primário é mais comum; acomete mais o sexo feminino (6:1); mais comum entre 5ª e 6ª décadas de vida; a sequencia apresenta é a mostrada no Pardini. Pelo Campbell: 1 > 4 > 5 > 2 > 3; pela JAAOS: 4 > 1 > 3 > 2 > 5.

Questão Deformidades 027

Discussão:
Os tendões extensores que se rompem com mais frequência são os dos dedos mínimo, anular e médio. Raramente se indica sinovectomia no nível da IFD; artrodese de punho está indicada no colapso carpal avançado; sinovectomia do dorso do punho é uma das cirurgias mais realizadas na AR.

Questão Deformidades 028

Discussão:
A tipo IV é rígida com destruição articular, sendo indicada apenas artrodese. Liberação dos intrínsecos é no tipo II; tenodese flexora, no tipo I. Reconstrução do ligamento retinacular, na I também.

Questão Deformidades 029

Discussão:
Na maior parte das vezes, o mediano está engrossado e se encontra superficialmente na borda lateral do antebraço, correndo risco na cirurgia. O nervo radial geralmente termina no nível do epicôndilo lateral, e o nervo musculocutâneo com frequência é ausente. O nervo ulnar é normal.

Questão Deformidades 030

Discussão:
O primeiro passo para a correção de uma deformidade complexa com a da síndrome de Apert é liberar os dedos laterais, em especial o polegar. Posteriormente, realiza-se a amputação do raio central para criar uma comissura central.

Questão Deformidades 031

Discussão:
Na osteocondromatose múltipla, o acometimento mais comum é da ulna distal, que leva a um retardo de crescimento da ulna, encurvamento da diáfise do rádio e eventual luxação da cabeça do rádio.
Deformidade conhecida como Bessel Hagen.

Questão Deformidades 032

Discussão:
Tipo de osteossíntese e imobilização gessada não se relacionam; osteotomias distais são mais seguras que próximais.
A incidência de SCA é associada ao grau de derrotação, sendo bastante aumentada acima de 60 graus.

Questão Deformidades 033

Discussão:
A classificação é fácil de lembrar por ser basicamente por gravidade:
1) Hipoplasia da epífise distal
2) Hipoplasia total do rádio
3) Ausência parcial do rádio
4) Ausência total do radio

Questão Deformidades 034

Discussão:
Polegar trifalângico
Autossômico dominante. A falange extra é a média, que pode ter forma de cunha ou retângulo. O osso pode estar em posição de oposição ou no mesmo plano de movimento dos outros dedos (duplicação do indicador).
Pode estar associado a cleft feet e polidactilia pré-axial; doença cardíaca congênita incluído síndrome de Holt-Oram; anormalidades hematopoiéticas como Fanconi e Blackfan-Diamond; e anus imperfurado.
Classificação do polegar trifalângico
Tipo I: falange média em delta com deformidade em desvio radial.
Tipo II: falange média normal, mas polegar incapaz de fazer oposição.
Tipo III: duplicação do indicador, com todos os dedos no mesmo plano. Neste há diminuição da primeira comissura, que limita preensão. Neste também está ausente a musculatura tenar.
O polegar trifalângico também pode ser hipoplásico e ter fraqueza da musculatura extrínseca.
Tratamento:
Dependendo do tipo, a cirurgia pode envolver aprofundamento da primeira comissura, excisão da falange extra, transferência de oposição, ou procedimento de policização modificado.

Questão Deformidades 035

Discussão:
Sinostose radioulnar congênita
Causada por incapacidade do rádio e ulna de se separarem, geralmente proximalmente.
No período fetal, úmero, radio e ulna são unidos; segmentação longitudinal começa distalmente. Por um tempo, as extremidades proximais são unidas e compartilham um pericôndrio comum.
Fatores genéticos ou teratogênicos podem comprometer o desenvolvimento radioulnar proximal, gerando uma sinostose – deformidade tipo I.
Se ocorre desenvolvimento rudimentar articular antes da interrupção do desenvolvimento, formar-se-á uma cabeça do rádio com um grau menos grave de coalisão – deformidade tipo II.
Pela posição intrautero, geralmente o antebraço fica fixo em pronação.
Geralmente um evento isolado. 3 meninos para cada 2 meninas; história familiar positiva. Bilateral em 80% das vezes.
Também pode ser observada em acropolissindactilia (síndrome de Carpenter), acrocefalossindactilia (Apert), artrogripose, disostose acrofacial de Najjar e disostose mandibulofacial e síndrome de klinefelter e suas variantes.
O cotovelo geralmente se apresenta com perda do ângulo de carregamento e deformidade em flexão; a contratura em flexão é geralmente mínima. Encurtamento do antebraço é mais aparente em casos unilaterais. Hipermobilidade rotacional do punho compensa a falta de rotação do antebraço.
40% apresentam-se fixos em pronação de menos de 30 graus, 20% entre 30-60 graus, e 40% mais de 60 graus.
Quando há cabeça do rádio, geralmente é subluxada para posterior ou posterolateral. Na sinostose completa, não há cabeça e há aumento do arqueamento anterior do rádio.
Aqueles com boa funcionalidade (geralmente pronação leve a moderada e unilateral) devem ser apenas acompanhados, pois intervenção cirúrgica certamente não melhorará sua função.
Tecnicas reconstrutivas historicamente não apresentam boa função, de forma que se opta por osteotomia derrotativa. Prioridade à mão dominante em casos bilaterais; é mais fácil realizar a osteotomia distal ao processo coronoide. Antes do procedimento, passar um FK IM para manter controle da osteotomia. A pronação final é geralmente entre 0 e 20 graus.
Ressecção óssea no ponto de sinostose ou fasciotomia dorsal e volar através da incisão cirúrgica diminuem o risco de SCA pós-operatoriamente.
Em caso de SCA, primeiro retira-se o FK para permitir a derrotação do antebraço à posição antiga. Se isto for insuficiente, deve-se fazer descompressão fascial. Deve-se repetir a derrotação 5 a 10 dias após. Não utilizar nunca fixação interna.

Questão Deformidades 036

Discussão:
Luxação congênita da cabeça do rádio
Raro
Pode não ser diagnosticado até a idade escolar
Geralmente isolado, mas pode estar associado a artrogripose, síndromes de cornelia de lange, larsen, unha-patela, sinostose radioulnar, ddq, ptc, braquidactilia, clinodactilia, sinostose tibiofibular, amputação congênita abaixo do cotovelo, mão torta radial ou ulnar. Deformidades associadas a Madelung ou ostecondromatose familiar podem ser adquiridas.
Pode ser uni ou bilateral. A maioria é posterior ou posterolateral.
Critérios para diferenciação de uma luxação crônica traumática:
Cabeça do rádio pequena em forma de domo;
Capítulo hipoplásico
Arqueamento ulnar com convexidade volar na luxação anterior e dorsal na luxação posterior;
Eixo longitudinal do rádio não bissecciona o capítulo.
Presença destas características na ausência de história de trauma é indicativo de luxação congênita.
Outros fatores que corroboram são outras malformações e história familiar positiva.
Apresentação clínica:
Geralmente após a infância, devido a: extensão limitada; proeminência/massa posterolateral do cotovelo; dor com atividades, especialmente esportes.
A perda de extensão é geralmente de menos de 30 graus e sem significância clínica, geralmente não notada precocemente na vida.
Incongruência radiocapitelar pode ser uma causa de dor e disfunção mais tardia na vida.
Pode haver cúbito valgo. Contratura em flexão de até 30 graus geralmente ocorre com subluxação ou luxação posterior. Hiperextensão e ou perda de flexão podem ocorrer com luxação anterior.
Não é redutível e não deve ser confundida com pronação dolorosa ou fratura luxação de Monteggia.
Supinação é mais afetada que pronação.
RX: subluxação ou luxação; eixo longitudinal do radio não bissecta o capítulo, independentemente do ângulo; radio e ulna geralmente têm comprimentos diferentes; ulna arqueada, com convexidade volar ou dorsal. Capítulo hipoplásico. Cabeça radial com forma de domo e colo longo e estreito.
História natural: geralmente não tem indicação de tratamento cirúrgico. Deve-se considerá-lo apenas se dor, limitação progressiva funcional ou de mobilidade, ou restrição de atividades relacionadas ao cotovelo. O grau de cúbito valgo é geralmente leve e não põe em risco de lesão do ulnar.
Tratamento cirúrgico:
Há poucos relatos de tratamento; a técnica de Sachar e Mih de redução aberta através de acesso pelo ancôneo, seguida de reconstrução do ligamento anular, é a mais promissora até agora. Tem sido indicada para crianças de 1 a 2 anos de idade, contanto que a família esteja bem informada da natureza limitada deste procedimento.
Na infância tardia, o mais comum, o procedimento mais indicado é excisão de corpos livres (na presença de dor, cliques ou travamentos e perda de função) e excisão da cabeça do rádio (dor, perda de mobilidade e restrição progressiva de atividades). Geralmente as lesões degenerativas são muito avançadas para reparar o fragmento osteocondral.
Complicações
Excisão da cabeça do rádio pós traumática: cúbito valgo progressivo, neuropatia ulnar, migração proximal do rádio com impacto recorrente radiocapitelar, sinostose radioulnar e reformação da cabeça do rádio.
Excisão na luxação congênita: reformação da cabeça é o problema mais comum; leva a impacto radiocapitelar recorrente, limitação da movimentação e ou dor, no que a cabeça deve ser excisada novamente. Dor no punho ocorre a longo termo, mas parece ser leve e não restritiva.

Questão Deformidades 037

Discussão:
Polegar em gatilho:
É uma anormalidade do tendão flexor longo do polegar e a sua bainha tendínea na polia A1, onde há uma massa palpável (nódulo de Notta), representando a constrição do FLP na polia A1. No passado, os polegares em gatilho eram definidos como congênitos. Contudo, é uma doença quase sempre adquirida nos dois primeiros anos de vida, como indicado por um screening prospectivo de neonatos, que falhou em identificar polegares em gatilho.
A causa parece ser um desbalanço entre o tamanho do FLP e a polia A1, levando a constrição progressiva. Ao contrário de dedos em gatilho do adulto, não parece haver um componente inflamatório.
30% são bilaterais; polegares em gatilho isolados não têm síndromes associadas. Contudo, dedos em gatilho são vistos em síndromes neurológicas (trissomia do 18) e mucopolissacaridoses. Não há padrão de herança familiar. O polegar em gatilho se apresenta da idade infantil a escolar.

Questão Deformidades 038

Discussão:
Polidactilia central em brancos geralmente apresenta padrão de herança dominante; é associada a anormalidade viscerais e síndrome com grande frequência. Por outro lado, alterações associadas são extramemente incomuns na polidactilia pós-axial de negros.
É frequentemente vista com sindactilia; frequentem ente bilateral. Duplicação dos três raios centrais é mais comum ulnarmente, com duplicação do indicador sendo a mais rara.

Questão Deformidades 039

Discussão:
Tachdjians (Displasia do rádio): displasia do rádio é mais frequentemente bilateral. O cotovelo é geralmente presente e estável. (No capítulo, refere-se à mão torta radial; não encontrei informações sobre uma displasia distal do rádio).

Questão Deformidades 040

Discussão:
No estágio 2 do tratamento, 3 transferências tendíneas são realizadas 6 a 12 meses após o procedimento de centralização. Antes de tentar transferir o flexor superficial dos dedos, testar a função, pois ele pode não estar funcionante em um ou mais dos três dedos ulnares.
Os tendões dos dedos médio e anular são divididos em dois e utilizados para estabilização.

Questão Deformidades 041

Discussão:
Deformidades em botoeira que são diagnosticadas precocemente em lesões fechadas antes de contraturas fixas podem ser tratadas conservadoramente. Se o paciente consegue mostrar alguma extensão ativa da IFP, isso sugere uma banda central incompletamente rompida. Tratamento conservador consiste em imobilização da IFP em extensão total, enquanto permite uma flexão ativa da IFD.

Questão Deformidades 042

Discussão:
Ruptura do tendão do flexor longo do polegar dentro do túnel do carpo. Ocorre por tenossinovite + erosão da cápsula volar e ligamentos sobre osteófitos radiais.

Questão Deformidades 043

Discussão:
3 espaço: 50% dos casos. 3 > 4 > 2 > 1. A sindactilia é bilateral em ao redor de metade dos pacientes e meninos.

Questão Deformidades 044

Discussão:
Um fator crucial para decidir se centralizar o carpo ou não é a ADM do cotovelo. Se o cotovelo está rígido em extensão, qualquer procedimento cirúrgico que restrinja mais a habilidade do paciente de alcança a face com a mão não deve ser realizada.

Questão Deformidades 045

Discussão:
Classificação de Paterson para Síndrome da Banda de Constrição congênita (lembrar que este é o tipo VI de Swanson)
1 – constrição simples, geralmente transversa, mas pode ser oblíqua (banda distal nos dedos centrais é o mais frequente)
2 – constrição profunda associada a linfedema
3 – sindactilia fenestrada (acrossindactilia)
4 – amputação intrauterina

Questão Deformidades 046

Discussão:
Madelung: lesão da porção ulnar da fise radial distal e espessamento patológico do ligamento radiolunopiramidal – banda fibrosa conhecida como Ligamento de Vickers.

Questão Deformidades 047

Discussão:
Cotovelo rígido ipsilateral é contraindicação para a realização de centralização; raramente a criança pode ter flexão passiva do cotovelo, mas nenhuma flexão ativa pela ausência total de flexores do cotovelo. Pode ser realizada transferência do tríceps 2 a 3 meses após a centralização para recuperar flexão do cotovelo.

Questão Deformidades 048

Discussão:
Ligamento de Vickers – palmar e ulnar (i.e., medial e anterior).

Questão Deformidades 049

Discussão:
Resultado de lesão da parede placentária interna. Geralmente resulta em oligodrâmnio e bandas amnióticas.

Traumatologia e Ortopedia

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