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A chave para um joelho saudável é a estabilidade e o bom alinhamento da articulação.

Por ser bastante vulnerável aos traumas diretos e indiretos, além do seu alto uso (muitas vezes de maneira inadequada), o joelho é uma das áreas que mais sofrem lesões no corpo humano.

No dia a dia, diferentes ocasiões podem favorecer o aparecimento de patologias no joelho, como pancadas ou posturas incorretas, por exemplo, mas é no meio esportivo que a incidência de lesões é bem maior, estando no auge das ocorrências ortopédicas.

Conheça os tratamentos para dor no joelho

A dor no joelho pode ser sintoma de quais doenças?

São muitas doenças relacionadas à dor no joelho, dentre elas podemos citar:

  1. Síndrome da dor patelofemoral: sobrecarga no mecanismo extensor;
  2. Apofisite tibial: inflamação na região anterior à tíbia;
  3. Condropatia patelar avançada: desgaste grande da cartilagem da patela e tróclea;
  4. Tendinite: inflamação no tendão, muito comuns em quem pratica esportes;
  5. Lesão no menisco lateral ou medial: bloqueios e inchaços;
  6. Ruptura dos ligamentos cruzados e colaterais: instabilidade no joelho;
  7. Artrose: desgaste nas cartilagens;
  8. Bursites: inchaço e desconforto;
  9. Instabilidade patelar: patela hipermóvel ou que sai do lugar.
  10. Rotura de tendão: perda da força e mobilidade do joelho

Essas são as causas mais comuns, conheças as 20 causas de dor no joelho incomuns >

Procurar ajuda de especialistas quando notar que o joelho não está indo bem é sempre adequado.

Sobre o Joelho

O joelho é uma articulação complexa formada pela extremidade distal do fémur e proximal da tíbia (articulação fêmuro-tibial) e do fêmur com a patela ou rótula (articulação patelo-femural). Possui também ligamentos que estabilizam a articulação, auxiliados pelos meniscos, que estabilizam o joelho, amortecendo o impacto sobre as cartilagens. 

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Artigos

Lesão do ligamento colateral lateral (LCL)

Lesões do ligamento colateral lateral (LCL) são estatisticamente menos frequentes que a dos demais ligamentos do joelho, principalmente quando comparado ao Ligamento colateral medial (LCM), e ao Ligamento Cruzado anterior (LCA). Resultam do que chamamos de força em varo ao longo do joelho. Uma força em varo é aplicada quando, por exemplo, um jogador esta com o pé de apoio ao solo e acaba recebendo uma entrada de um adversário na região interna do joelho. Uma lesão de contato, como um golpe direto no lado interna do joelho, ou uma lesão sem contato, como um estresse de hiperextensão (quando se estica demais o joelho), pode resultar em uma força de varismo no joelho lesionando o ligamento colateral lateral (LCL). Em termos de funcionalidade, o LCL tem sido frequentemente agrupado com o que chamamos de complexo póstero-lateral junto ao ligamento popliteofibular e o tendão poplíteo. Também chamamos isso de canto póstero-lateral (PLC). Causas da lesão do ligamento colateral lateral A lesão ao ligamento colateral lateral (LCL) está ligada ao esporte. Quando ocorre em traumas de energia cinética maior como acidentes motociclisticos, por exemplo, está ligada a lesão de outros ligamentos, incluindo todos do complexo póstero-lateral e do Ligamento Cruzado Posterior (LCP). Em esportes como o futebol, fustal, handeball, rugby e lutas, um golpe direto no aspecto ântero-medial do joelho (região interna) é um mecanismo comum de sua lesão. Também pode ocorrer no ski e em modalidades aquáticas como o wake-board. Em geral, o joelho está esticado (hiperextensão) no momento da lesão. Tratamento da lesão do ligamento colateral lateral Existem diversas técnicas para a reconstrução do ligamento colateral lateral isolado e associado ao canto póstero-lateral. A cirurgia é feita por via aberta e envolve a reconstrução de diversos ligamentos com diversos túneis osseos e fixação com parafusos. No lugar dos ligamentos rompidos, usamos tecido doador (enxerto) retirado do próprio paciente. Recuperação após a cirurgia do ligamento colateral lateral A reabilitação pós-operatória inclui o ganho de movimentos de 0 a 90 graus nas primeiras duas semanas dentro da que chamamos de zona de segurança. O movimento deve ser completo após as primeiras duas semanas após a cirurgia. Nos primeiros quatro meses evitam-se exercícios isolados de isquiotibiais (posteriores da coxa) para evitar estresse significativo nos procedimentos de reparo e reconstrução do canto posterolateral. Tempo de recuperação para lesões no ligamento colateral lateral O tempo de recuperação para lesão no ligamento colateral lateral depende do grau em que ela ocorreu e se não houve danos a outras estruturas. Neste caso, o tempo médio para a recuperação, de acordo com os graus de lesão, é: -De 2 a 4 semanas para lesões grau I; -De 4 a 8 semanas para lesões grau II; -De 8 a 12 semanas para lesões grau III; Lembrando que em lesões de grau III, a cirurgia é o caminho mais comum. Neste caso, a recuperação depende também de outros fatores. Uma pessoa com bom fortalecimento muscular, ativa, vai ter uma recuperação mais rápida do que alguém sedentário, ou que está acima do peso, por exemplo. …

Ligamento cruzado posterior (LCP)

Histórico do tratamento da lesão do ligamento cruzado posterior A reconstrução do ligamento cruzado posterior (LCP) é uma cirurgia pouco realizada na Ortopedia. Os resultados deste procedimento são mal documentados devido a poucos casos e pela alta frequência destas lesões estarem associadas a lesões concomitantes de outros ligamentos do joelho, como os ligamentos do canto posterolateral, ligamento colateral medial e ligamento cruzado anterior. As primeiras descrições do tratamento cirúrgico deste ligamento são do começo do século XX, porém o tratamento sem cirurgia sempre foi o mais empregado. Semelhante ao ligamento cruzado anterior, para a sua reconstrução cirúrgica foram utilizados diversos enxertos, como tendão patelar, tendões flexores, tendão quadriceptal, fáscia lata, enxerto de cadáver, entre outros. Por outro lado, diferentemente do ligamento cruzado anterior, o LCP tem uma capacidade cicatricial superior, possibilitando que após sua lesão, o tecido remanescente preserve a função exercida pelo LCP ou parte dela. Este fato, associado ao risco e dificuldade do procedimento cirúrgico, faz com que muitos médicos optem pelo tratamento fisioterápico sem a realização da cirurgia. O que é o ligamento cruzado posterior? Estrutura de colágeno que conecta o fêmur na tíbia, com a função de auxiliar na estabilidade do joelho, não permitindo que a tíbia se posteriorize, ou seja, não vá para trás em relação ao fêmur. Também tem ação na estabilidade rotacional do joelho. Uma vez lesionado, tem razoável capacidade de cicatrização, podendo deixar o joelho com estabilidade suficiente ou não. O que causa a lesão do ligamento cruzado posterior? O mecanismo de lesão clássico do rompimento deste ligamento, é o trauma direto na região anterior (parte da frente) da tíbia. Um exemplo frequente, é o acidente de carro, quando o indivíduo bate a perna contra o painel do carro. Outro mecanismo são lesões de alta energia, como quedas de moto, que frequentemente lesionam não só o LCP. Um outro mecanismo de lesão é a hiperflexão do joelho, com o indivíduo caindo sentado sobre o pé, fletindo totalmente o joelho. Tal evento costuma ocorrer em partidas de  futebol americano e rugby. Quais os sintomas da pessoa que rompe o ligamento cruzado posterior? No momento da lesão, geralmente a pessoa não consegue andar e sente muita dor. Em lesões parciais, a situação pode ser menos exuberante, com menos dor e sem inchaço, podendo até conseguir continuar a atividade esportiva por mais algum período, porém isto é pouco frequente. Após algumas semanas, o joelho volta ao normal, deixa de ficar inchado, e geralmente o paciente consegue andar e correr. Diferentemente do ligamento cruzado anterior, os sintomas da ausência do LCP são variáveis. Alguns pacientes relatam certa instabilidade e não confiança no joelho acometido, porém a maioria relata apenas certo desconforto que não impede inclusive atividades esportivas. Os sintomas dependem do grau da lesão, pois isto é o que determina o grau de insuficiência do mesmo. Sintomas comuns são dor na parte anterior do joelho (articulação da patela com o fêmur) e dificuldade para subir e descer escadas.Após anos com o ligamento rompido, devido à alteração biomecânica da …

Nova Ruptura (Relesão) do LCA do Joelho

Os pacientes que operaram o ligamento cruzado anterior, na maioria das vezes, retomam sua atividade esportiva, principalmente quando são atletas. Porém, podem sofrer novo trauma (entorse, pancada, escorregão…) e romper novamente o ligamento. Estatisticamente, os primeiros 2 anos após a cirurgia são os mais críticos para ocorrer rotura do novo LCA. Após esse período, o risco diminui drasticamente, mas ainda existe. Quando ocorre uma nova ruptura do LCA do joelho, pode ser necessário utilizarmos técnicas cirúrgicas mais complexas para reforçar o novo ligamento e evitar outras rupturas. Dentre as técnicas utilizadas, podemos fazer osteotomias e modificar a técnica de reconstrução do LCA. Como é a cirurgia para revisão do LCA? O paciente interna no dia da cirurgia em jejum de 8 horas e segue para o centro cirúrgico, onde é anestesiado com raquianestesia (administração de medicamento na coluna lombar). O anestesista administra também medicamentos pela veia para sedação, auxiliando o paciente a relaxar, tranquilizar-se e dormir durante a cirurgia. Em seguida, posicionamos o paciente deitado na mesa de cirurgia para darmos início ao procedimento. Nesse momento, envolvemos a coxa que será operada com um torniquete, que minimizará o sangramento, facilitando a visualização da anatomia do joelho. Caso seja necessário realizar o procedimento de osteotomia, começamos por esse procedimento. Na sequência, avalio se haverá necessidade de utilizar enxerto de osso para preencher os espaços criados tanto pela osteotomia quanto por eventuais parafusos utilizados na cirurgia anterior. Geralmente, retiramos enxerto de osso da bacia do paciente. Para tanto, faço uma incisão (corte) na bacia, próximo de onde fica a marca do biquíni (ou sunga). Na sequência, retiro a quantidade de osso necessária para preencher os espaços. Por fim, costuramos a pele da região da bacia. Em alguns casos, finalizamos o procedimento nessa etapa para aguardar o enxerto de osso se integrar adequadamente no fêmur e na tíbia. Quando isso é necessário, aguardamos 3-6 meses, em média, para realizar a segunda etapa da cirurgia, que é a reconstrução do ligamento de fato. Para reconstruir o ligamento após uma nova ruptura do LCA do joelho, retiro o enxerto de um dos joelhos do paciente, ou utilizo enxerto de transplante homólogo. Faço, então, a artroscopia, que é um procedimento minimamente invasivo, em que introduzo uma câmera de 4-6mm dentro do joelho e visualizo todas as suas estruturas (ligamentos, meniscos, cartilagem). Caso seja observado lesão de cartilagem ou nos meniscos, eu as trato também. As opções de tratamento para lesões de cartilagem são microfraturas, mosaicoplastia (transplante autólogo) ou membrana de colágeno; e para as lesões meniscais são a sutura e a meniscectomia. A técnica cirúrgica é escolhida conforme as características da lesão. Dando continuidade à cirurgia, inicio a reconstrução do LCA. Assim como na primeira cirurgia, é feita uma perfuração no fêmur e uma na tíbia bem no local onde ficava o LCA. O enxerto é passado por dentro dessas perfurações e depois é fixado com parafusos metálicos. Quando está indicado fazer o reforço da reconstrução do LCA, fixo também um enxerto no local onde fica o …

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