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Síndrome do pé caído

A síndrome do pé caído (SPC) consiste na incapacidade da realização de dorsiflexão do pé com perda de força muscular causada por uma lesão nervosa local (nervo ciático ou fibular) ou espinhal. Essa síndrome pode ocorrer após um procedimento cirúrgico e muitos são os fatores causais, entre eles estão o mal posicionamento do paciente na mesa cirúrgica,  cirurgias de litotomia, falta de acolchoamento e proteção de regiões de superfície nervosa, trauma direto do nervo e tempo cirúrgico aumentado. 

A causa mais frequente é lesão do nervo fibular na topografia do colo da fíbula (joelho),que pode ocorrer devido a luxações do joelho, fraturas ou síndrome compressiva.

Outras causas podem também ser possíveis, como lesões do nervo ciático após cirurgias do quadril, patologias da coluna (como hérnias de disco), entre outras.

Além disso, a anestesia espinhal também pode ser responsável pela síndrome. Nesse caso está mais relacionado à lesão traumática do nervo pela agulha do bloqueio ou injeção de anestésico intraneural. Alguns casos de hematoma pós punção evoluindo para a SPC, também já foram descritos.

Nos casos de posicionamento cirúrgico, a lesão do nervo fibular é a mais comum por este apresentar uma localização mais superficial e de mais fácil compressão na região da cabeça da fíbula.

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Disfunção do nervo fibular

A disfunção do nervo fibular comum pode ocorrer por vários motivos, mas geralmente é uma sequela de trauma na perna ou joelho, ou então por algum problema na coluna (ex: hérnia de disco).

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas clínicos encontrados  são o aparecimento de diminuição de força muscular e incapacidade de realização da dorsiflexão do pé pelo paciente no período pós-operatório imediato.

marcha escarvante

O pé caído vai causar uma dificuldade da marcha, pois é fundamental ter uma boa extensão do tornozelo para andar adequadamente.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico e deve ser precoce. O paciente deve ser encaminhado rapidamente para um exame de ressonância magnética a fim de descartar a possibilidade de hematoma espinhal. Exames de eletroneuromiografia podem ser realizados em até três semanas de ocorrido a cirurgia e servem para diferenciar a lesão neurológica da muscular.

Tratamento

O tratamento irá depender da etiologia. Caso seja encontrado um hematoma espinhal ou epidural, o paciente deve ser imediatamente encaminhado a cirurgia de descompressão para que não evolua com sequela permanente. Já em casos de neuropatia periférica, o tratamento é conservador com órtese do tornozelo e fisioterapia com acompanhamento médico regular.

ortese pe caido

O tratamento ideal quando não retorna a função do nervo e aparece marcha com o pé caído ou escarvante é a realização de uma transposição tendínea: muda-se o trajeto de algum tendão funcionante para o local de inserção do tendão tibial anterior, tendão que não esta funcionando. Para os casos onde a transposição não está indicada, pode-se utilizar órteses anti-equino do tornozelo de polipropileno.

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