Fratura da diáfise do fêmur

Epidemiologia

– Causa importante de morbimortalidade em acidentes de alta energia.
– Homens
– Adultos Jovens

Mecanismo de trauma

– Trauma de Alta Energia

Quadro Clínico

– Dor, edema, deformidade. Lembrar do ATLS. Lesão neurovascular é rara.
– Pode estar associado a choque hipovolêmico (queda de 2-3 unidades de sangue: média 1200ml)
– Lesões associadas: Fx colo femoral (2,5-5%), lesões menisco-ligamentares do joelho (50%)
– Músculos glúteo médio abduz e iliopsoas flete e roda externo o fragmento proximal
– Adutores encurtam e varizam o fragmento distal. Gastrocnêmios podem fleti-lo, se fx muito distal.

Exames

– Rx : AP, P do fêmur. Série trauma.
– Doppler ou arteriografia, se mantiver sem pulso pós alinhamento do membro.

Classificação

Winquist e Hansen
I) Cominuição mínima,
II) >50% de contato,
III) <50% de contato,
IV) Sem contato

– AO (32)
A (simples): A1 (Espiral), A2 (Oblíqua), A3 (Transversa)
B (cunha): B1 (Cunha de Torção), B2 (Cunha de Flexão), B3 (Cunha Fragmentada)
C (cominutiva): C1 (Espiral Complexa), C2 (Segmentar), C3 (Cominutiva)

Tratamento não-operatório

– Tração esquelética: em férola de Braun. Fraturas mais proximais -> Posição 90/90
– Uso de Braces (primariamente ou após 6-8 semanas de tração)
-> Pacientes que não podem ser tratados cirurgicamente ou em centros que não dispõe de material.

Tratamento operatório

 Parâmetros para avaliar redução
Parâmetros para avaliar redução

Fixador Externo:
– Indicações Rockwood: Fraturas expostas IIIB e IIIC, Politrauma requerendo damage control
– Quando converter? Politrauma = 5-10 dias (janela de oportunidade) / Isolada = Até 2 semanas

Placas de Compressão:
– Indicações: Extensão metafisária, fratura do colo associada, lesão arterial associada
– Aumenta pseudartrose, retardo de consolidação, infecção, contratura do quadríceps

Placa em Ponte: técnica mais biológica, sem redução anatômica

Portal de entrada da haste femoral

Haste Intramedular Fresada
– Hastes ficam mais próximas ao eixo longo do osso
– Fresagem destrói circulação endosteal mas esta se refaz em 3-4 semanas. Vicariância vasos periostais.
– Posição supina (melhor pra politrauma) ou lateral (melhor para obesos)
– Fresar 1,5mm a mais do que o diâmetro pretendido
– Haste sem bloqueio: Fraturas ístmicas Winquist I ou II
– Retrógrada (precisa ter flexão mínima de 60º ): Fx Colo, Obesos, Gestantes, Fx acetábulo (menos ossificação heterotópica), PTQ, Joelho flutuante
– – Ponto de entrada da Retrógrada (Intercôndilo 0,5-1cm anterior LCP)
– Fraturas Expostas: Até IIIA (exceto se estiver muito contaminado) pode-se fazer Haste.
– Fx do Colo Associadas: Haste Retrógrada e Pinagem

Complicações

– Lesão neurológica incomum –> nervo pudendo na mesa cirúrgica, nervo ciático em tração com joelho extendido)
– Infecção no trajeto dos pinos (50% dos Fixadores Externos) e Infecção profunda.
– Refratura, Quebra do Material, Retardo de Consolidação, Pseudartrose
– Síndrome Compartimental: Raro -> 3 compartimentos (Anterior, Medial, Posterior). Fasciotomia via lateral e medial
– Consolidação viciosa, anisomelia.
– TVP e TEP
– Embolia Gordurosa: 12-72h (90% tem sintomas em 24hs) após o trauma, das Fx Fêmur 1,5-3% podem desenvolver a síndrome.
– – Critérios de Gurd (diagnóstico: 1 maior e 4 menores)
– – – Critérios Maiores: Petéquias axilares ou conjuntivais, PaO2 <60mmHg, Depressão SNC, Edema pulmonar
– – – Critérios Menores: Taquicardia, Pirexia, Gordura na Urina/Saliva, Embolo na Retina, Diminuição de Hb e Plaq, Aumento do VHS
*sintomas pulmonares são os primeiros a aparecer na síndrome de embolia gordurosa

> Arquivos de Apresentações em ppt
> Arquivos de Resumos em pdf


Última atualização porMarcioR4

Deixe uma mensagem