Fixador externo

Método utilizado há mais de cem anos
Simultaneamente ao desenvolvimento do fixador externo pelos italianos no ocidental, Ilizarov desenvolveu seu método na Rússia

Princípios da Fixação Externa

Técnica minimamente invasiva
Não deve ser utilizado em situações em que placas e hastes são mais adequadas
2 objetivos:
A) Controle de Danos
B) Tratamento Definitivo de fraturas e reconstrução pós-traumática

fixação provisória ou definitiva
Resumo para escolha de fixação provisória ou definitiva

Controle de danos

Montagens para controle de danos (CD) foram primariamente usadas para fraturas que não aceitavam outros métodos disponíveis no momento
Casos mais extremos: mais infecção e pseudoartrose

Conforme placas e hastes melhoraram, surgiu era do cuidado precoce total: fraturas em politraumas fixadas definitivamente (<24 a 48 h)
Após notou-se que nem todos pacientes beneficiariam-se dessa conduta

Era controle de danos: até condições sistêmicas melhores, FE tem se tornado indicação definitiva para estágios precoces do politrauma

Montagens para Tratamento Definitivo

Inicialmente construção rígida, máxima estabilidade: melhor ambiente para cura de tecidos moles e estágios precoces de consolidação óssea

Porém este ambiente não deve ser mantido indefinidamente: stress-shielding do sítio da fratura pode levar a pseudoartrose osteopênica (desafiante para tratar)
Permitir carga progressiva ou flexibilizar FE para estimular cura

Atividade biológica existente (calo ósseo precoce) – lenta e progressiva transferência de carga
Fatores que contribuem para rapidez e natureza da consolidação óssea: localização da fratura, natureza do fluxo sanguíneo e método de fixação (pino ou fio)

Fixador em anel permite micromovimento axial controlado
2 elementos a conhecer melhor :
– como otimizar transferência de carga
– como saber quando a fratura curou

Se carga excessivamente rápida, fios afrouxam e transferem carga para a montagem
Montagem estável é confortável

Calo ósseo –> atividade biológica –> vascularização –> flexibilizar FE
Se não existe atividade biológica –> enxerto ósseo ou ressecção e transporte devem ser considerados

Pino – tecnologia, desenho e aplicação

Muitos designs
Racha filosófica com relação ao melhor modo de colocar os pinos
Escavação mecânica e necrose térmica são deletérios à longevidade dos pinos
Mais importante fator pode ser manejo de partes moles ao redor dos pinos

Pré-perfurados: brocas devem ser bem afiadas, menos necrose térmica .
Comprovado balanço durante colocação manual pode levar a deformação cônica do córtex proximal
Spade-tipped pin : gera suficiente calor para necrose cortical. Em metáfise é vantajoso

– Subsequentemente inventou-se pinos com pontos de broca com fresa cortante (auto-perfurantes ou auto-fresantes) seguida das roscas para fixação : permite controle do calor e de complicações mecânicas e colocação em um tempo, sem balanço da mão
Alguns dizem que levam a desgaste das roscas do córtex proximal
Estudos demonstram que apesar de parecer mais agressiva, colocação de pinos auto-brocantes e auto-fresantes com perfurador gera menos calor, tendo em vista que envolve menos tempo de contato friccional e evitaria balanço da mão

– Pinos revestidos com prata tem demonstrado vantagens teóricas em reduzir infecção do trato, mas ainda não foi comprovado clinicamente
– Pinos revestidos com hidroxiapatita tem demonstrado melhor fixação e longevidade

Desenho dos fixadores

Instrumentos com barra simples tem dificuldade em manter alinhamento da fratura
Portais de segurança para colocação dos pinos no braço, coxa e perna >
Empresas têm desenvolvido melhores conexões, bastante úteis para fixação modular unilateral
Resultados ruins na literatura do fixador híbrido provém da sua utilização em estudos com casos inerentemente ruins.

implante dos pinos no fixador externo
Maior rigidez:
– Distância X baixa
– Distância Z baixa
– Distância Y alta
– Maior número de barras
– Biplanar

Fixador externo e Ressonância Magnética (RM)

Campo magnético pode causar correntes elétricas em montagem mesmo que componentes individuais não sejam magnéticos. Isto é verdadeiro mesmo quando fibra de carbono ou outro material não metálico é usado.

Teoricamente pode gerar calor nos materiais. Poucos ou nenhum dado clínico considerando este fenômeno
FE pode descalibrar a RM
Recomenda-se colocar conexões o mais distante possível da área de interesse na RM

FE como fixação definitiva

Técnica baseada no conceito de base estável ensinado por James Hutson: cada segmento tem configuração estável de pinos ou fios e módulo de fixação externa (anel, barra)
Então conecta-se estes módulos como desejado
Pose-se usar barra comum para mais de um segmento, porém deve se assegurar da estabilidade em cada segmento independente
– 3 a 4 fios ou pinos em metáfise e 3 pinos para diáfise, tendo em vista poder remover em 1 ou 2 semanas para desestabilizar montagem e estimular cicatrização.

Remover barras, ajustá-las, remover pinos ou fios podem desenrijecer montagem
Modular ou monolateral na tíbia: utilizar ântero-medial, já que o centro de gravidade é medial durante apoio unipodal (minimizar efeito cantilever)

Híbrido da tíbia, flexibilizar:
1 – remover barra lateral da forma delta
2 – distanciar barra principal da pele
3 – reduzir nº de pinos ou fios em cada segmento
Observação: somente dinamizar quando existe evidência radiográfica e clínica de cura em evolução (função sem dor e calo em evolução)

FE para controle de danos

Úmero: pino de 5 mm ântero-lateral proximal e póstero-lateral distal. Fios finos ou pinos de 4mm podem ser usados em fragmentos muito distais

Antebraço: bordo subcutâneo da ulna, 3mm (distal) ou 4 mm (proximal). Rádio não é adequado para fixação percutânea, sendo recomendada abordagem aberta

Pelve: Pinos de 5 mm .Livro aberto prefere-se sair medial, compressão prefere-se sair lateral

Fêmur: 5 mm, ântero-laterais

Tíbia: 5 mm ântero-medial

Joelho: ântero-medial tíbia e ântero-lateral no fêmur (ziguezague)

Tornozelo: 2 pinos posteriores no calcâneo, mas pode-se usar 4 ou 5 mm transfixando calcâneo

Base estável:
– Criar duas bases
– Não conectar barra intermediária com pinos, conectar barra com barra
– Esticar partes moles durante inserção
Técnica para aplicação do fixador externo uniplanar >

Cuidado com pino:
– Locais mais propensos a complicar são os com cobertura de tecidos moles maior e aqueles sujeitos a maior movimento de tecidos moles
– Estabilizar tecidos moles é mais importante que agente de limpeza. Exemplo: gazes entre barra e pele evitando o movimento da mesma

Trajeto do pino infectado:
– Manejá-lo o mais rapidamente possível
– Qualquer pino instável e associado com inflamação é removido
– Pinos estáveis associados com inflamação e transudato são mantidos – estabilizar pele e mupiromicina pomada
– Pinos com inflamação e purulência estão em grande risco: mesmas medidas anteriores + ATB oral (cefalexina ou levofloxacina)

Para conversão a fixação interna: 1 a 2 semanas de brace
Broquear e curetar tratos de entrada dos pinos no osso e antibioticoterapia (ATB)

Converter fixação externa para fixação interna

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Última atualização porMarcioR4

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