Artrose no punho

Este problema não é muito comum na degeneração primária, ou seja, sem um motivo específico. É mais comum nos casos secundários a acidentes, traumas, luxações e fraturas, principalmente do rádio distal, da ulna e das lesões dos ossos do carpo, como escafoide e semilunar.

A definição de artrose é o desgaste articular primário (degenerativo) ou secundário (decorrente de algum acidente).

Sintomas e diagnóstico da artrose no punho

Os sintomas mais típicos para quem tem artrose no punho é sentir uma limitação de movimento e dor articular no punho. Muitas vezes, é possível perceber algumas deformidades, como inchaço, articulação mais grossa e alteração no alinhamento.

O diagnóstico consiste em raio-x e tomografia computadorizada. Caso haja suspeita de lesão ligamentar ou algum dano articular mais grave, a ressonância magnética pode ser indicada.

Como tratar artrose no punho

Para tratar a artrose no punho, é preciso considerar a patologia de base para encaminhar o paciente para o tratamento mais adequado.

Se for uma lesão mais suave sem risco de progressão, é possível indicar reabilitação, infiltração ou algo mais simples, dependendo do caso. Caso seja uma lesão mais acentuada e que esteja limitando a qualidade de vida do paciente e a funcionalidade do punho, pode-se indicar uma cirurgia.

O tratamento ideal para determinados pacientes que apresentam dor no punho e limitação dos movimentos secundários a lesões traumáticas atendidas tardiamente, a osteoartrite radiocárpica ou intercárpica de diferentes causas, ainda permanece controverso.

Carpectomia proximal

A primeira recomendação de que os ossos da primeira fileira deveriam ser ressecados na presença de doença foi feita por Cotton; porém, foi Stamm quem, em 1944, publicou sua experiência com a carpectomia proximal; a primeira cirurgia foi realizada em 1939, Stamm seguiu a sugestão de Lambrinudi, que atestava que “o procedimento lógico das pseudartroses do escafóide deveria ser a ressecção de não apenas o escafóide, mas da primeira fileira do carpo inteira; isso converteria um sistema articular instável em simples articulação tipo dobradiça”.

As indicações foram: pseudartrose do escafóide “complicada”; fratura do escafóide com luxação do pólo proximal; insucesso com prótese de silicone do escafóide e do semilunar; Kienbock; associação escafolunar crônica; luxação transescafoperilunar do carpo envelhecida.

O acesso dorsolongitudinal (em “7” ou “S”) à articulação radiocárpica, entre o terceiro e quarto compartimentos dorsais do aparelho extensor.

Os ramos sensitivos do radial e do ulnal foram identificados e protegidos, antes da exposição capsular. A incisão da cápsula foi feita em forma de “T” ou “U”. Antes de se iniciar a carpectomia propriamente dita, inspeção foi feita às cartiIagens articulares do capitato e da fossa do semilunar no rádio (o que nem sempre é fácil de ser realizado completamente, devido à limitação da flexão volar que a maioria dos pacientes apresenta). A ressecção foi iniciada pelo semilunar ou pelo triquetrum, deixando o escafóide por último, por ser o mais difícil de ser ressecado pelo acesso dorsal. Segundo Green, sua completa ressecção é sempre obtida quando acompanhada de paciência e de cuidadosa perseverança.

Em nenhum caso é necessário a estiloidectomia radial ou utilizado nenhum método de fixação metálica. Após completada a resseção e realizados a flexo-extensão e os desvios radial e ulnal passivamente (para se verificar possíveis pontos de contato durante os movimentos), a isquemia foi liberada e a hemostasia, feita. Após o fechamento completo da incisão capsular e da sutura de pele, foi colocado curativo acolchoado. Não usa dreno. A imobilização gessada, tipo luva, foi mantida por três semanas, quando então se iniciou a fisioterapia.

Artrodese do Punho

A artrodese total do punho se tornou um procedimento padrãopara as artrites degenerativas do punho. Tradicionalmente,a artrodese do punho é o tratamento para as artrites do punho que não respondem ao tratamento com medicamentosanti-inflamatórios, imobilizadores e injeções com corticosteroides, apesar de diminuir substancialmente a função dessa articulação.

Existem várias causas de artrite dessa articulação, que incluem: sequela de fratura intra-articular, consolidação viciosa após fratura distal do rádio, ruptura dos ligamentos interósseos, necrose avascular, doenças inflamatórias edoenças congênitas. Nos casos de doenças não inflamatórias, a artrodese do punho proporciona alívio da dor e aumenta a força de preensão da mão.

A Artroplastia total de punho é recomendada somente quando os sintomas estiverem graves, interferirem na rotina do paciente e quando todas as outras formas de tratamento tiverem sido testadas e mesmo assim os resultados obtidos tenham sido negativos. E isso se deve a ser um modelo de tratamento extremamente invasivo, tido como a última opção de tratamento viável para correção dos sintomas.

Embora esse método seja recomendado para várias doenças, apenas a Artrite Reumatoide e a Osteoartrose é que costumam utilizar esse método com mais frequência, uma vez que ambas as doenças não possuem cura e aumentam gradativamente os sintomas. Para o tratamento de patologias no punho, o mais indicado é tentar outros tipos de cirurgia, como a artrodese ou a remoção da bainha sinovial (ou apenas sinovectomia) antes de migrar de fato para a Artroplastia Total de Punho.

A via de acesso dorsal longitudinal foi feita sobre o terceiro metacarpiano. O retináculo dos extensores foi aberto entre o 3º e o 4º túneis. O tendão do extensor longo do polegar foi afastado na direção radial e o extensor próprio do indicador e comum dos dedos para região ulnar. A neurectomia do ramo terminal do interósseo posterior foi feita de rotina. A cápsula articular foi aberta em dois retalhos em forma de U com bases radial e ulnar. A cartilagem das articulações radiocarpal e intercapal foi removida até o osso subcondral, assim como no tubérculode Lister. Realizar a curetagem da face dorsal do capitato e da borda distal do rádio. O enxerto ósseo retangular da crista ilíaca foi retirado da região ipsilateral, além do osso esponjoso. O enxerto ósseo esponjoso foi colocado nas articulações radiocarpal e intercarpal. A placa DCP de pequenos fragmentos foi modelada com ângulo médio de 10º em extensão e realizada a osteossíntese, com seis corticais no terceiro metacarpiano e entre seis e oito corticais no rádio, sob controle da radioscopia. No espaço entre o capitato e a placa colocamos, sob pressão, o bloco ósseo da crista ilíaca. Não foi usado, então, parafuso de fixação no carpo. A cápsula articular foi fechada quando possível. Em todos os casos fizemos o fechamento do retináculo dos extensores e a sutura de pele com pontos simples. Não usamos drenos ou imobilização com talas, apenas curativos compressivos. Os pacientes foram orientados a mobilizar ativamente os dedos no pós-operatório imediato.

Artroplastia de punho

Artroplastia ou Prótese Total de Punho, esta forma de tratamento visa justamente trocar o tecido articular original comprometido por uma prótese feita de materiais como metal e plástico. Ela tem a intenção de garantir quase a totalidade dos movimentos com o punho, o que com os tecidos afetados não seria possível.

A artroplastia total em doentes com artrite avançada do punho (estádio 3 e 4 de Wrightington), sendo a principal indicação a dor incapacitante e refratária ao tratamento conservador. O lúpus eritematoso sistêmico, a presença de infecção, ou de uma mão não funcionante ou com lesão extensa
e irreparável dos tendões extensores, bem como uso regular de talar ou a necessidade de trabalhados pesados, são situações que contra indicam a artroplastia.

Incisão longitudinal mediana reta; o retináculo extensor é levantado cuidadosamente na sua totalidade desde o 6º compartimento extensor até ao 2º compartimento ou, mais raramente até ao 1º, deixando intacta a sua inserção radial. Os tendões são inspeccionados e efectuada uma tenossinovectomia e neurectomia do ramo terminal articular do nervo interósseo posterior. A cápsula articular é cuidadosamente levantada de proximal para distal, deixando intacta a sua inserção carpiana. É fetuado em todos os casos, a exerese da extremidade distal do cúbito.

O rádio e o carpo são preparados segundo a técnica específica de cada prótese. É fundamental que o corte do carpo seja perpendicular ao 3º metacarpiano e o local de inserção do espigão central do prato carpiano coincida com o centro do eixo do mesmo; do lado do rádio, tem que se
determinar o correto eixo ósseo e a introdução das raspas terão que seguir aquela orientação.

As próteses são colocadas, geralmente, de uma forma não cimentada; apenas quando se verifica per-operatoriamente que a qualidade óssea é má
e não proporciona uma boa fixação do componente de prova radial, se opta pela cimentação do implante.

O membro é colocado em drenagem postural, com dreno aspirativo durante 48 horas. Mantemos uma tala com punho em 20º de extensão durante 2 semanas.

Classificação de Wrightington

Classificação de Siemmen

Última modificação porAvatarMarcioR4
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