Retalhos

Artérias do retalho

Diretas: apontadas imediatamente para a pele
– surgem dos tecidos profundos e passam através da fáscia

Classificadas em 2 grupos:

– curso longo: perfuram a fáscia profunda, obliquamente, seguindo no interior do subcutâneo
– – base dos retalhos com vascularização axial: retalho de virilha
– – são incluídas as artérias neurocutâneas: base dos retalhos neurocutâneos
– – artérias intersticiais: ramos de uma artéria axial principal.

– correm num espaço entre 2 músculos
– – geralmente no sentido perpendicular a artéria principal
– – após perfurar a fáscia, caminham de forma tortuosa, com anastomoses no plano pré-fascial
– – é importante quando se inclui a fáscia no retalho
– – base dos retalhos com elevação do meso (Chinês) ou sépto (interósseo posterior)

Vascularização indireta: base do retalho musculocutâneos

Território dos retalhos

– território anatômico: delimitado pela dissecção do eixo vascular
– território dinâmico: artéria cutânea sob condições fisiológicas:
– – é menor do que o anatômico pela existência de pressão periférica pelos vasos vizinhos
– território cirúrgico: maior do que o anatômico e dinâmico
– – maior extensão pelas micro anastomoses dos diversos sistemas que não oferecem resistência ao fluxo sanguíneo

Classificação

Pela anatomia vascular:
– axial padrão
– com tecido conectivo
– neurocutâneos
– musculocutâneos

Utilização:
– retalho livre
– retalho peninsular
– – manutenção de dobradiça cutânea
– retalho em ilha: pedículo vascular com arco de rotação

Tecidos componentes:
– retalho fascial
– retalho subcutâneo
– retalho cutâneo: plano de dissecção sobre a camada superficial da fáscia ou da aponeurose muscular
– retalho fasciocutâneo: elevado em bloco com a pele, tecido subcutâneo e fáscia profunda

Classificação dos retalhos fasciocutâneos

Tipo A: vasos múltiplos atravessam a base do retalho
– eixo longo paralelo a direção da rede vascular
– pode ser elevado como peninsular ou em ilha

Tipo B: baseado em uma única perfurante subcutânea
– pode ser elevado como retalho peninsular ou em ilha, mobilizando o tronco profundo

Tipo C: suprido por perfurantes pequenas e múltiplas, ao longo de todo o comprimento do coxim cutâneo

Tipo D: transferência osteomiocutânea de tecido livre
– perfurantes fasciocutâneas da pele e do músculo e osso derivam seu suprimento a partir da mesma artéria

Anatomia vascular dos músculos

– Pedículo principal: se seccionado, causa necrose do músculo
– Pedículo dominante: suficiente para alimentar a totalidade da massa muscular

Classificação de Mathes e Nahai

Tipo I: um pedículo vascular
– Gastrocnêmio
– Extensor curto dos dedos
– Reto femoral
– Tensor da fáscia lata

Tipo II: um pedículo vascular dominante e menores
– vasto lateral, grácil, solear, fibular, bíceps femoral, semitendinoso, abdutor do 5º dedo do pé, abdutor do hálux, braquiorradial

Tipo III: dois pedículos vasculares segmentares
– segmentação do músculo e cada porção pode ser mobilizada com seu pedículo respectivo
– levantamento completo com um pedículo único pode ser perigoso
– Glúteo médio: pode ser inteiramente elevado tanto na artéria glútea inferior quanto superior
– Reto abdominal, serrátil anterior, semimembranoso

Tipo IV: pedículos vasculares segmentares
– Menos interessante para transferência -> não pode ser mobilizado em um único pedículo
– Geralmente relacionado a ventres musculares longos e estreitos com múltiplos pedículos
– Tibial anterior, extensor longo do hálux, extensor longo dos dedos, flexor longo dos dedos, flexor longo do hálux, sartório

Tipo V: um pedículo dominante e pedículos secundários vasculares segmentares
– Se divisão no pedículo dominante, o retalho sobrevive pelos retalhos secundários, permitindo o seu uso como retalho com base distal
– Grande dorsal, peitoral maior

Retalhos específicos

– Serrátil anterior: deve incluir somente as três últimas digitações
– Kite

Última modificação porMarcioR4
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