Fratura de fêmur subtrocanteriana

Definição

Ocorrem entre o trocanter menor e um ponto 5 cm distal a este.

Epidemiologia

Idosos por baixa energia ou jovens com alta energia.
– Idosos: fratura patológica

Etiologia

Trauma direto

Classificações

Classificação de Fielding
Baseado na localização.

CLASSIFICAÇÃO FIELDING
1. ao nível do trocanter
2. até 2,5 cm abaixo do trocanter menor
3. 2,5 a 5 cm abaixo do trocanter menor

Classificação de Seinsheimer

CLASSIFICAÇÃO DE SEINSHEIMER
– número, localização e forma das linhas de fraturas. Tipos 3 a e 4 são os que tiveram mais complicações. O denominador comum desses dois tipos e a cominuição medial.
1. sem desvio (menos de 2 mm de desvio)
2. duas partes:
a. femoral transversa
b. espiral com trocanter menor fixado ao fragmento proximal
c. espiral com trocanter menor fixado ao fragmento distal
3. três partes:
a. espiral com trocanter menor faz parte do terceiro fragmento, que tem ponta inferior da cortical de comprimento variável
b. espiral, sendo o terceiro fragmento uma borboleta
4. cominutivas com 4 ou mais fragmentos
5. sub-inter-trocanterianas: linha de fx com extensão ate o trocanter maior

CLASSIFICAÇÃO AO

A3.1 traço oblíquo
A3.2 traço transverso
A3.3 cominuição

CLASSIFICAÇÃO RUSSEL-TAYLOR

Ênfase na continuidade do trocânter menor e prolongamento das linhas de fratura até o trocanter maior ou posteriormente até a fossa piriforme.

1A: Fratura subtrocantérica que não acomete o trocanter maior, sem cominuição
1B: Fratura subtrocantérica que não acomete o trocanter maior, com cominuição do trocanter menor
2A: Fratura subtrocantérica que acomete o trocanter maior, sem cominuição
2B: Fratura subtrocantérica que acomete o trocanter maior, com cominuição do trocanter menor

Exame físico

Clinicamente como paciente de fx transtrocanterianas ou diáfise
– Fragmento distal está aduzido pela ação dos adutores
Lesão vasculo-nervosa não é comum

Exames de imagem

Rx ap e perfil
– Fazer rx também da bacia para não passar desapercebido outras fraturas

Tratamento

Placas de angulo fixo – tipo JEWETT – alta incidência de varo, penetração acetabular, pseudoartrose e falha do implante

Placa-lâmina:
– Parafuso compressivo deslizante de quadril
– Parafusos interfragmentários pela placa, se necessário

Aparelhos intramedulares – diminui o esforço sobre o implante quando comparado as placas. O canal medular na região subtrocanteriana não fornece uma boa pegada estável no fragmento proximal, gerando instabilidade rotacional no fragmento distal

Vários autores recomendam enxerto na região medial se houver grande cominuição.

Recomendações:
– < 2,5 cm do trocanter menor: haste femoral proximal
– > 2,5 cm: interlocking
– fraturas altas que envolvem a fossa piriforme: uso de DHS + enxerto ósseo na região posteromedial

Existem 3 armadilhas que dificultam a obtenção de resultados bons:
• Fratura intertrocantérica com extensão subtrocantérica não desviada – se escolher implante curto para a fratura “trans” pode abrir o traço com o tempo na região “sub”
• Extensão oculta da fratura subtrocantéricas até a fossa piriforme – melhor usar sistema cefalomedular. Não contraindica mais o sistema intramedular de 2ª geração
• Fratura subtrocantérica com fratura não desviada do colo de fêmur ipsilateral – ocorre em 5-6% dos casos associada a fratura diafisária e em 30% casos em que existe passa despercebida.

Pós-operatório

Depende do paciente, da fratura e da estabilidade adquirida
A maioria da carga entre 8-12 semanas

Complicações

Causas: região subtrocantérica tem muito osso cortical, e isso provoca geralmente cominuição. Alem disso, essa área também é menos vascularizada
Pseudoartrose
– Consolidação viciosa
– Retardo de consolidação

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Última atualização porMarcioR4

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