Fratura patológica

Foram definidas indicações para fixação profilática de fraturas patológicas iminentes. Os parâmetros que foram sugeridos incluem dor que não respondeu ao tratamento com radioterapia, uma lesão maior que 2,5 cm, uma lesão que destruiu mais que 50% da cortical, e uma fratura avulsão do trocanter menor. Mirels elaborou um sistema de pontuação que avalia o risco de fratura patológica baseando-se no local, no tamanho e na natureza lítica ou blástica da lesão. De acordo com esse sistema, fixação interna profilática deve ser considerada para qualquer paciente com pontuação de oito ou acima.

Fratura patológica do fêmur

Transtrocantérica: o fêmur proximal encontra-se envolvido em mais de 50% das fraturas patológicas dos ossos longos. A distribuição das metástases, entre o colo e as áreas inter e subtrocantéricas, parece ser uniforme.

A abordagem cirúrgica maximiza a recuperação funcional, alivia as dores, facilita os cuidados de enfermagem, reduz a duração e o custo da hospitalização e eleva a moral.

As contra-indicações são poucas e incluem:
(a) condições clínicas inadequadas para o procedimento cirúrgico;
(b) déficit mental ou alterações da consciência que tornem desnecessárias a adoção de medidas locais para evitar dores; e
(c) a expectativa de vida excepcionalmente limitada (< 1 mês).

Tratamento operatório

Tratando-se de fraturas intertrocantéricas patológicas, as abordagens cirúrgicas básicas incluem: fixação composta, consistindo de um parafusa deslizante de quadril complementado por metilmetacrilato, para preencher o espaço deixado pela retirada do tumor macroscópico; colocação de uma haste intramedular travada; e substituição do fêmur proximal.

A fixação composta é o tratamento de escolha. O conjunto proporciona grande rigidez e tem a vantagem de não comprometer a inserção natural dos abdutores do quadril.

As hastes podem ser usadas para estabilizar fraturas peritrocantéricas patológicas, mas sua utilização deve ser restrita às lesões que forem pequenas e apresentarem razoável integridade cortical, bem como radiossensibilidade evidente ou pelo menos presumível. Um dos problemas relacionado ao uso destes dispositivos é que o avanço do tumor pode levar a instabilidade (e a dor) óssea, mais rapidamente que a fixação composta ou a substituição protética.

A substituição protética pode ser utilizada quando a lesão for extensa demais para a fixação composta. A principal desvantagem é a obrigatoriedade da reinserção dos abdutores do quadril. Não obstante, a substituição do fêmur proximal por uma prótese de haste longa apresenta a vantagem da fixação profilática das lesões femorais mais distais.

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Última atualização porMarcioR4
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