Consolidação das fraturas

– Osso trançado ou imaturo / Osso lamelar ou maduro.
– Osso trançado está presente no esqueleto embrionário e é o osso inicial na reparação da fratura. Tem velocidade mais rápida e deposição e absorção, fibras colágenas irregulares, maior quantidade de osteócitos e padrão irregular de mineralização da matriz.

– Estabilidade absoluta: consolidação primária, sem formação de calo
– Estabilidade relativa: formação de calo

Vascularização do calo:
– Ocorre a partir de partes moles -> não desvitalizar
– Fresamento do canal não reduz vascularização do calo, mas reduz a vascularização da cortical

– Três fases de formação do calo ósseo: Inflamação (mais curta, 10%), Reparação (40%, onde as necessidades energéticas atingem seu pico, proliferação e síntese da matriz), Remodelação (70%).

Inflamação

Há lesão não só do osso, mas de partes moles ao redor. O hematoma no foco de fratura tampona o local interrompendo o fluxo sangüíneo, assim ocorre morte de osteócitos nas extremidades da fratura. O periósteo e a medula, assim como outros tecidos, contribuem com material necrótico. As células mortas e as plaquetas liberam mediadores inflamatórios e surge edema local. Células inflamatórias migram para o foco (1º leucócitos polimorfonucleares, depois macrófagos e linfócitos T). Há a reabsorção do hematoma, tecido necrótico e exsudato. Surgem fibroblastos para sintetizar nova matriz.

Inicia logo após a fratura
– formação do hematoma com exsudato inflamatório
– neoangiogênese
– participação de PMN, macrófagos e, tardiamente, fibroblastos
– osteoclastos removem fragmentos de ossos necróticos

Reparação

Ativada por fatores liberados pelo tecido necrótico e proteínas da matriz exposta. A eletricidade também tem papel no local (fratura é negativa e ácida). A reparação depende grandemente do tipo de osso, estabilidade da fratura e dano às partes moles.
– Ocorre invasão do foco por células mesenquimais que se diferenciam em fibroblastos, osso e cartilagem.O osteoclasto provém dos monócitos. Se o periósteo não está muito lesado, ele contribui com células da camada e câmbio.
– Surgem novos vasos sangüíneos por células endoteliais. O calo é formado (tecido fibroso, cartilagem e osso trançado).
– – Calo mole (em torno de 3 semanas): osso do centro, surge da cartilagem.
– – – Tecido fibroso substitui o hematoma
– – – reduz mobilidade da fratura que previne encurtamento mas permite algum desvio angular
– – Calo duro (surge até 3º-4º mês): osso da periferia formado por ossificação intramembranosa.
– – – substituição do calo mole por ossificação endocondral e intramembranosa
– O calo é mineralizado.
– No final da reparação se vê osso entre o foco, mas o calo ainda é fraco e só ganha resistência completa durante a remodelação.

Remodelação

Ocorre substituição do osso trançado pelo normal. Reabsorve-se o calo desnecessário. Esta fase perdura por anos após a união clínica.
– O osso remodelado quando colocado sob estresse (carga) gera eletroatividade:
– – Lado Côncavo é negativo (atividade osteoblástica) e “cola” primeiro.
– – Lado convexo é positivo (atividade osteoclástica).
– Mesmo que o osso não tenha sua forma original, desempenha carga normal.
– – ocorre até que o osso tenha retornado a sua situação anterior

Consolidação da Fratura com Fixação Rígida

Não há formação de calo. Ocorrem duas fases: consolidação de espaço e remodelação Harvesiana.
– Consolidação de Espaço > mesmo com o plaqueteamento há espaço entre as bordas. Forma-se osso lamelar neste espaço mínimo ou até entre os ósteons.
– Remodelação Harvesiana > formação e remodelação do osso por osteoclastos seguidos de vasos sangüíneos e osteoblastos.

Insuficiência de Consolidação

Retardo de consolidação = a consolidação ocorrerá, porém demorará mais que o habitual.
Pseudoartrose = não há mais processo de consolidação, forma-se tecido fibroso.

Variáveis Que Influenciam na Consolidação

Na Lesão de maior gravidade -> dano aos tecidos moles, vascularidade.
fraturas expostas (trauma grande com perda de tecido)
– fraturas articulares: colagenase do líquido sinovial diminui velocidade de consolidação
– fratura segmentar: interrupção do suprimento sangüíneo para o fragmento intermediário
– interposição de tecidos
– suprimento sangüíneo inadequado.

No Paciente com mais Idade
– Efeitos hormonais
– Necrose óssea
– Infecção

No Tecido:
– Tipo de osso (esponjoso ou cortical)
– Osso patológico

No Tratamento -> Aposição dos fragmentos
– Sobrecarga no calo
– Campos elétricos
– Estabilização da fratura
Enxerto ósseo (ajuda, melhor é o esponjoso)
– Transporte ósseo.

Strain: deformação percentual tecidual

É maior em fraturas simples, pois um pequeno movimento provoca um estresse maior, enquanto em fraturas cominutivas, a distribuião da força do movimento é dividida pelo maor número de células.
Cada tecido suporta um nível de strain, o osso para consolidar aguenta um strain < 2%, sendo maior que esse índice e menor de 10%, vai formar cartilagem.

> Arquivos de Apresentações em ppt

Última atualização porMarcioR4
Quanto você gostou deste artigo?0000
Inscrever-se
Avisar sobre
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments