Cicatrização de fraturas

Os ossos apresentam uma importante capacidade de cicatrização. Depois de quebrá-los, seja acidentalmente ou durante um tratamento cirúrgico, eles são capazes de regenerar-se e reparar o dano sofrido formando um tecido igual o original. Esse processo, que aparentemente é simples, na realidade envolve diversas células e mediadores químicos.

Como sabemos, o osso é um tecido vivo que está constantemente sofrendo mudanças. Para que ocorra a cicatrização de uma lesão, é fundamental que sejam formadas novas células capazes de ligar uma extremidade à outra.

Após uma fratura, forma-se um coágulo nas extremidades dos ossos lesionados em virtude do rompimento de vasos sanguíneos presentes no interior dessas estruturas e da liberação de sangue. Esse coágulo logo é invadido por capilares e fibroblastos, que o transformam em uma massa dura bastante semelhante a uma cartilagem. Essa estrutura é chamada de calo temporário e não é formada por ossos, por isso não é visualizada em exames com raio X. Nessa fase inicial também é observada a presença de osteoclastos, que atuam retirando parte dos ossos quebrados e outros fragmentos.

No calo temporário ocorre uma grande proliferação de células osteogênicas, ou seja, que são capazes de formar os ossos. Os osteoblastos formam então o chamado calo ósseo, que gradativamente vai surgindo em substituição ao calo temporário. Esse novo calo é capaz de evitar que o local da fratura seja movimentado, porém ainda não apresenta a resistência comum de um osso.

Progressivamente esse calo ósseo vai sendo substituído por um osso compacto, processo que pode durar até mesmo um ano, a depender do paciente. Essa substituição pode gerar um excesso de osso no local da fratura, porém logo esse excesso é reabsorvido. Esse processo é chamado de remodelação.

A cicatrização de um osso depende de vários fatores, tais como o tipo do osso fraturado, local onde ele foi lesionado, além, é claro, da idade do paciente. Além desses fatores, a cicatrização perfeita ocorrerá apenas se houver a aproximação precisa das extremidades do osso que sofreu a lesão.

A aproximação das extremidades de uma fratura deve ser feita por um médico, pois só assim serão evitadas complicações mais sérias. Na maioria das vezes, além da aproximação, é necessário o uso de talas e outros materiais para manter o osso perfeitamente alinhado e imobilizado. O tempo de imobilização varia de acordo com o osso lesionado. Ossos pequenos, por exemplo, ficam, em média, três semanas imobilizados, enquanto ossos maiores podem necessitar de um tempo superior a oito semanas.

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Traumatologia e Ortopedia
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