Ruptura do tendão patelar

Epidemiologia

Menos comum que a do tendão do quadríceps.
Mais comum em pacientes com menos de 40 anos. Mais comum em homens.
Frequentemente observada em esportistas.
Associada a alterações degenerativas do tendão.
Avulsão do pólo inferior.

Fatores de risco

Artrite reumatóide, lúpus, diabetes, insuficiência renal crônica, corticoterapia, tendinite patelar crônica.

Anatomia

Espessura média de 4mm, mas alarga-se para 5-6mm no tubérculo medial, mescla-se com os retinaculos medial e lateral, 90% colágeno tipo I.
Irrigação: vasos geniculares.
Maiores forças estão com 60º de flexão do joelho. 3,2 vezes o peso do corpo quando sobe uma escada.

Quadro Clínico

Relato de contração forçada do quadríceps contra um joelho flexionado, estalo, impossibilidade de sustentar carga ou estender o joelho contra a gravidade.
Defeito palpável, hemartrose, flexão passiva do joelho dolorosa, perda parcial ou completa da extensão ativa, atrofia do quadríceps com lesão crônica.

Imaginologia

RX AP, Perfil
Patela alta no perfil.
US, TC.
RM: casos duvidosos, quando há suspeita de lesões do joelho associadas.
Classificação: pelo local da ruptura.
– inserção proximal é mais comum.
Fator prognostico mais importante é o tempo decorrido entre a lesão e a cirurgia (agudo até 2 semanas).

Tratamento

Conservador

Lesões parciais, em que o paciente é capaz de estender completamente o joelho. Imobilização em extensão completa do joelho durante 3-6 semanas.

Cirúrgico

O reparo precoce é melhor. Realiza-se reparo primário do tendão. Debrida-se as bordas friáveis e o hematoma. Suturas através de túneis ósseos paralelos longitudinais, atadas proximalmente. Reparar lesões retinaculares. Pode-se reforçar com fios de aço. Avaliar o reparo com a flexão do joelho.
Saltzman: ressecção de fragmentos de patela e reinserção com fios não-absorviveis.
Kelikian: reforço tendinoso (semitendineo).

Pós-operatório

Um imobilizador articulado do joelho travado em 20º. Exercícios isométricos para o quadríceps. Flexão ativa com extensão passiva em 2 semanas. Começa-se com 0-45º e progride-se 30º por semana. Extensão ativa em 3 semanas. Sustentação de carga inicial progride gradualmente até completar 6 semanas. 4-6 meses de tratamento.
Reparo tardio: mais de 6 semanas após a lesão. Pior prognóstico. Retração do quadríceps e migração patelar. Aderências. Opções: ampliação do reparo primário com auto-enxerto dos tendões flexores e da fáscia lata ou aloenxerto com tendão calcâneo.

Complicações

Rigidez do joelho, fraqueza persistente do quadríceps, nova ruptura, infecção, patela baixa.

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AUTOR: DR. MÁRCIO SILVEIRA – ORTOPEDISTA ESPECIALISTA EM JOELHO

Última atualização porMarcioR4

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