Impacto isquiofemoral

O impacto isquiofemoral é um contato anormal, gerando atrito, entre o ísquio (osso da bacia sobre a qual sentamos) e o fêmur, mais precisamente o trocanter menor (por isso algumas vezes a doença é também denominada de impacto ísquio-trocantérico), que é uma saliência de osso na face interna do fêmur, onde se insere o tendão do ilio-psoas, um dos principais flexores do quadril.

Como entre esses dois ossos (ísquio e trocanter menor do fêmur) existe um músculo chamado de quadrado femoral, esse atrito causa uma lesão do músculo quadrado femoral, podendo ser uma inflamação ou atrofia muscular.

Quais as causas do impacto isquiofemoral?

O contato anormal entre o ísquio e fêmur presente no impacto isquiofemoral ocorre por conta de uma diminuição da distância entre esses dois ossos, e as principais causas da diminuição dessa distância são:

  • Anatomia da estrutura óssea do paciente (não é propriamente uma doença ou uma anomalia); um exemplo disso é o colo do fêmur valgo, ou seja, mais verticalizado, fazendo com que todo o fêmur fique mais próximo da bacia
  • Pacientes com sequela de displasia de desenvolvimento do quadril
  • Paciente que foi submetido a prótese de quadril com técnica inadequada, fazendo com que haja uma diminuição da distância entre o fêmur e a bacia
  • Diferença de tamanho entre os membros inferiores
  • Fraqueza da musculatura abdutora, mais propriamente do glúteo médio, fazendo com que o paciente ande com a perna mais fechada do que o fisiológico, gerando o atrito entre o fêmur e o ísquio
  • Trocanter menor saliente
  • Tumor na região proximal do fêmur ou no ísquio

Quais os sintomas do impacto isquiofemoral?

A principal queixa do paciente portador de impacto isquiofemoral é uma dor no glúteo e/ou na face interna da coxa.

Além disso o paciente tem sua dor piorada quando tenta andar rápido ou andar com passos mais largos, uma vez que o contato entre ambos os ossos aumenta quando o membro inferior é estendido (colocado para trás).

Em alguns casos, esses sintomas podem ser acompanhados de estalos na região posterior (de trás) do quadril ou mesmo bloqueio do movimento.

Como o principal sintoma é dor no glúteo, deve ser feito diagnóstico diferencial com Síndrome do Piriforme e com lesão de isquiotibiais.

, Impacto isquiofemoral, Ortopedista Especialista em Quadril de Brasília - DF

Como é diagnosticado?

O diagnóstico do impacto isquio-trocantérico é complexo e depende de informações precisas coletadas pelo médico durante a consulta. Além disso, são necessários exames de imagem complementares, sendo os principais, o RX e a Ressonância Magnética de quadril.

O RX mostra a anatomia do fêmur e do quadril, podendo evidenciar anomalias ósseas, bem como é importante para se avaliar a distância entre o ísquio e o fêmur.

Já a Ressonância Magnética fornece diversos dados relacionados ao quadril e no caso específico do impacto isquiofemoral, ela mostra tanto a distância entre os ossos, quanto a lesão do músculo quadrado femoral, muitas vezes descrita nos laudos da Ressonância Magnética como edema no quadrado femoral.

Como é tratamento?

O tratamento do impacto isquiofemoral é sempre iniciado de forma conservadora, exceto em casos de tumor local, que devem ser tratados de forma cirúrgica por um oncologista ortopédico.

O tratamento é feito com medicações analgésicas e anti-inflamatórias, além de Fisioterapia para analgesia, alongamento e fortalecimento.

Casos de discrepância de tamanho entre os membros inferiores podem sem tratados com uso de palmilhas corretivas.

Casos persistente podem ser tratados com infiltração local de anestésicos e corticóides (medicação que tem uma ação anti-inflamatória), guiados por ultra-som.

Cirurgia é raramente realizada, e é utilizada para corrigir causas secundárias de impacto isquiofemoral, como trocanter menor saliente, diminuição da distância entre o fêmur e bacia após prótese de quadril ou insuficiência da musculatura abdutora.

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Quadril-Brasília
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A Clínica Salus e Consolidação Ortopedia, Fisioterapia e Acupuntura em Brasília / DF atua principalmente no tratamento de lesões de cartilagem, buscando sua reparação e transplante; rupturas ligamentares articulares e sua reconstrução biológica e prevenção; tratamento da artrose, com medidas medicamentosas e artroplastias; tendinites e rompimento de tendões provocadas tanto por atividades esportivas, como por alterações degenerativas; fraturas e luxações em crianças e adultos, fraturas em idosos que apresentam ossos mais frágeis; e enfoque na reabilitação muscular e postural, através de protocolo exclusivo baseado na análise cinemática da marcha.

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