escoliose cifose e lordose principais desvios de coluna

Curvas da coluna vertebral: cifose, lordose e escoliose

Não  é incomum ouvirmos nos consultórios: “Tenho dor nas costas porque tenho lordose”. Mas você sabia que a lordose é uma curvatura normal e  saudável da coluna? A coluna vertebral é formada de pequenos ossos, chamados vértebras, e quando observada de lado possui dois tipos de  curvaturas naturais: a cifose e a lordose. A cifose é uma curva com concavidade anterior que está presente na porção torácica da coluna (região mais central) e a lordose tem a concavidade posterior e está  presente na cervical e lombar. Essas curvaturas funcionam como molas, auxiliando na absorção de impacto durante os movimentos do corpo. Quando essas curvaturas estão muito acentuadas elas são chamadas de  hipercifose e hiperlordose, e nesses casos sim há um distanciamento da normalidade, assim como quando as curvaturas são muito reduzidas, nas chamadas retificações da coluna.

curvaturascoluna

Considerando-se a mecânica e a saúde da coluna, as  retificações são quadros piores do que a hiperlordose e a hipercifose, ao contrário do que a maioria das pessoas acredita. Estatisticamente, uma pessoa com hiperlordose lombar tem menores chances de desenvolver hérnia de disco do que alguém com retificação. E o mesmo ocorre com a cervical. Já quando observamos a coluna de frente ela deve ser reta, sem curvaturas. Quando há algum desvio ele é chamado de escoliose.

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Escoliose

Existem vários níveis de escoliose, e em geral ela só é algo preocupante em graus acentuados, por exemplo quando olhando uma pessoa de frente e um ombro é muito mais baixo que o outro.

Segundo  algumas linhas de pesquisa em biomecânica e lombalgia, pessoas com  alterações de curvaturas da coluna devem investir em estabilização do tronco, realizando exercícios abdominais e para a musculatura das  costas, sempre com pouca carga, movimentos lentos e de pouca amplitude  (um exercício de prancha, por exemplo).

A escoliose é o desvio lateral da coluna em forma de C ou S, podendo ser de causa, entre outras, congênita (de nascença), neuromuscular, idiopática (sem causa aparente) e até mesmo pós traumática. Um paciente com escoliose pode apresentar assimetrias como, por exemplo, quadris e ombros com um lado mais alto que o outro; coluna curvada com mais intensidade para um dos lados; e, em alguns casos, desconforto e/ou dor local.

Hipercifose dorsal

A hipercifose dorsal acontece quando há o encurvamento para frente da região torácica, causando a “corcunda” nas costas do paciente. Na maior parte dos casos é de causa idiopática, ou seja, constitucional, sem uma causa definida; as teorias sobre esta deformidade estão associadas a má postura, herança genética, traumatismo na coluna vertebral, reumatismos e outros. Os sintomas associados à hipercifose são protuberância visível na parte mais alta da coluna e, nos casos mais graves, dor e limitação funcional.

Hiperlordose cervical e/ou lombar

A hiperlordose é a curvatura excessiva da coluna vertebral para trás, causando um arco na região lombar, acima dos glúteos (síndrome do bumbum arrebitado). Algumas das causas associadas à hiperlordose são má postura, obesidade, traumas, osteoporose, nanismo, sedentarismo, entre outras. Os sintomas envolvem o aumento da curvatura, dores nas costas e no pescoço, dificuldade para pegar peso, rigidez, entre outros.

Tratamentos

Tratar dos desvios da coluna depende do tipo de doença, a severidade, o prognóstico e a tolerância do paciente para várias intervenções. Diagnóstico e intervenção precoce são benéficas. Administração pode ser dividida em: observação, fisioterapia, órtese, operação.

Os objetivos do tratamento são: parar a progressão da curva na puberdade (ou possivelmente até mesmo reduzi-la), prevenir ou tratar a disfunção respiratória, prevenir ou tratar síndromes de dor na coluna vertebral, melhorar a estética através da correção postural.

As famílias devem ser informadas de que há um risco de que a órtese pode não ser bem-sucedida, mas que as chances de sucesso são melhoradas com a disciplina e a adesão ao uso da cinta durante o tempo recomendado, que pode ser de até 23 horas por dia. Pode ser removida para lavar roupa e natação.

Cirurgia

Cerca de um em cada seis pacientes necessitam de cirurgia. Ela é geralmente indicada para o tratamento de uma deformidade clínica significativa ou para corrigir uma deformidade escoliótica que é susceptível de evoluir.

A cirurgia é recomendada em adolescentes com uma curva que tem um ângulo de Cobb superior a 45° a 50°. Os objetivos da cirurgia são, geralmente, para deter a progressão da curva de alcançar uma fusão sólida, para corrigir a deformidade e para melhorar a aparência estética.

Exercícios e desvios posturais

Estudos mostram que a autocorreção ativa e exercícios posturais orientados a tratar os desvios são superiores aos exercícios tradicionais na redução de deformidades da coluna vertebral e melhorar a saúde relacionados com qualidade de vida.

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