Geno valgo

– Geralmente leva a preocupação entre 3-5 anos: ângulo fêmuro-tibial está no seu maior valgo
– Normal
– 3-4 anos: varo de 2º a valgo de 20º
– 7 anos: 0-12º de valgo
– Fisiológico: geralmente bilateral e simétrico
– Geralmente corrige com a idade
– Pode estar associada a marcha com hálux para fora
– Subluxação patelar lateral pode ocorrer com deformidades maiores
– RX indicado para ângulos femoro-tibiais grandes, fora da faixa normal para a idade, deformidade assimétrica ou < 10 percentil de altura

Geno valgo

Condição patológica
– Geralmente desenvolve-se na adolescência por crescimento assimético da fise distal do fêmur

Diagnóstico diferencial

– Doença osteometabólica como raquitismo
– Vago pós-traumático
– Pós fratura tibial proximal (Fratura de Cozen) por crescimento rápido
– Lesão fisária de fêmur distal lateral
– Displasia esquelética
– Mais comuns associadas são displasia condroectodermal (Ellis-van Creveld), mucopolissacaridose tipo IV e displasia espondiloepifisária tarda
– Exostose hereditária múltipla e displasia fibrocartilaginosa focal

História natural

– Fisiológico: remodelamento até o alinhamento normal aos 7 anos
– Geno valgo na adolescência: dor no joelho é comum
– Pode ter subluxação patelar: raro
– Maioria com percentil > 90 de altura e peso

Avaliação radiológica

– RX panorâmico
– Medida do eixo mecânico
– Desvio lateral do eixo além da porção média do planalto lateral  sobrecarga do compartimento lateral
– Deformidades graves podem levar a alterações degenerativas precoce
– Se geno valgo for grave a ponto de desviar o eixo além da margem lateral da tíbia, é patológico e deve ser corrigido

Tratamento

– Fisiológico: observar
– Se dor: palmilha
– Se associado a raquitismo: órtese se < 4 anos
– Tratamento cirúrgico: pode esperar até 10-11 anos
– Indicação
– Eixo mecânico lateral ao planalto tibial lateral
– Eixo mecânico pela zona 2 com dor no joelho
– Se esqueleto imaturo, pode-se tentar hemiepifisiodese
– A decisão de fazê-la no fêmur distal, tíbia proximal ou ambas depende do local da deformidade e do crescimento esperado.
– Geralmente a deformidade é primária do fêmur

Autor: Dr. Márcio Silveira – ortopedista especialista em joelho

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