Fratura dos ossos do antepé

Fraturas dos dedos dos pés (antepé) ocorrem muito freqüentemente. As lesões mais comuns são aquelas onde há um impacto frontal direto contra alguma superfície sólida ou canto de algum móvel ou parede, nesses casos, o menor dedo do pé é o mais acometido. Outro mecanismo é pela queda de algum objeto pesado sobre os dedos.

O primeiro dedo do pé (Hallux) é formado por duas falanges: a proximal e a distal; os demais dedos, os dedos menores (2º, 3º 4º e 5º dedos), são formados por 3 falanges: a proximal, a média e a distal.

Fratura dos dedos do pé

O osso que se localiza mais na ponta do dedo é a falange distal, o intermediário é a falange média (ausente apenas no primeiro dedo – o “dedão”) e a base do dedo, a falange proximal. A fratura da falange proximal é a mais frequente, principalmente a do quinto dedo – o ‘mindinho’.

Sintomas

O dedo fraturado geralmente fica dolorido, inchado e sensível. Muitas vezes, o sangue se acumula sob a unha do dedo, sobretudo se ele tiver sido esmagado, formando uma mancha preto-arroxeada (hematoma subungueal).

As fraturas do dedão (hálux) tendem a ser mais graves do que as de outros dedos do pé. A dor é mais intensa, e há mais inchaço e manchas roxas. As pessoas podem não conseguir andar.

Causas

As causas dessas lesões são geralmente:

    – queda de um objeto sobre o dedo do pé;
    – choque do dedo do pé contra um objeto (pé da cama, mesa, cadeira etc.).

São lesões bastante dolorosas e podem apresentar equimose (coloração arroxeada) e inchaço. Ocasiona, muitas vezes, dificuldade em calçar os sapatos.

Diagnóstico de fraturas do dedo do pé

  • Avaliação de um médico
  • Em alguns casos, radiografias

Frequentemente, os médicos conseguem diagnosticar uma fratura do dedo do pé baseados em um exame físico. Geralmente, as radiografias não são necessárias porque o tratamento é o mesmo, estando o dedo do pé fraturado ou não.

Se o dedão estiver fraturado ou se um dedo do pé estiver muito fora do lugar (deslocado) ou virado, são tiradas radiografias de vários ângulos diferentes.

Fratura das falanges do Hálux

Fraturas das falanges do Hallux (1º dedo – “dedão do pé”) são mais importantes funcionalmente que as fraturas dos dedos menores. A falange distal é a mais freqüentemente fraturada por queda de objetos pesados.

O hematoma subungueal (sangramento embaixo da unha) pode ocasionar bastante dor e sensação de compressão. Quando esse tipo de sangramento estiver presente, pode ser realizada a drenagem do sangue com agulha estéril, tomando cuidado com a assepsia (limpeza) do local para evitar infecção do foco da fratura.

A unha não deve ser retirada. Ela serve como guia para a nova unha que crescerá e auxilia na estabilização da fratura óssea subjacente.

Embora sejam bastante dolorosas, as fraturas dos dedos dos pés raramente exigem algum procedimento específico. Normalmente, a imobilização tipo espica e o uso de uma sandália larga e confortável é o suficiente para que a diminua o inchaço e a fratura consolide em poucas semanas.

Em luxações ou fraturas com fragmentos deslocados indica-se a redução sob anestesia loca. Se houver instabilidade e dificuldade em manter os fragmentos bem posicionados, a fixação cirúrgica deve ser realizada.

Ocasionalmente podem ocorrer fraturas graves e expostas por esmagamento dos ossos e da unha. Isso é terrivelmente doloroso e ás vezes é necessário a correção cirúrgica com fios e parafusos metálicos. Após a cirurgia o paciente pode caminhar com o uso de uma sandália pós-operatória (tipo Barouk) até a cicatrização óssea estar completa (8 -10 semanas).

Fratura do 5º dedo do pé

Bater o quinto dedo dos pés em camas, sofás ou cadeiras é um acidente doméstico comum que pode causar dor extrema na região. Esta dor, no entanto, deve ser momentânea, caso ela perdure por dias ou semanas, o ideal é procurar um especialista.

Acontece que, dependendo da intensidade da batida, pode ocorrer uma lesão mais grave no dedo como fraturas de ossos ou luxação.  A coloração arroxeada e o inchaço no dedo pode ser indicativo da gravidade da lesão. Há casos, por exemplo, que as pessoas não conseguem calçar os próprios sapatos por dor ou inchaço local.

O tratamento, geralmente, é conservador e envolve compressas e imobilização do membro. Apenas situações mais graves a cirurgia é necessária, geralmente quando há deformidade no dedo.

Tratamento de fraturas do dedo do pé

  • Imobilização de dedos adjacentes
  • Para certas lesões, realinhamento dos ossos fraturados
  • Calçados confortáveis ou calçados ou botas especialmente desenhados

É possível a dor persista por 2 a 3 semanas.

Geralmente, o único tratamento necessário para uma fratura de um dedo do pé é imobilizar o dedo fraturado junto ao dedo adjacente (chamado “buddy taping”) por várias semanas.

Se um dedo estiver anormalmente dobrado fora do lugar, ele pode ter que ser realinhado (reduzido).

Se houver sangue acumulado sob a unha do dedo, os médicos podem fazer um pequeno furo na unha com uma agulha ou fio quente (eletrocautério) para liberar o sangue e aliviar a dor. Geralmente, este procedimento (chamado trefinação) leva apenas alguns segundos, e não há necessidade de analgésicos.

Se o dedão está fraturado, a pessoa não deve exercer peso sobre o pé em questão e deve usar um sapato especialmente projetado para pessoas que passaram por cirurgia do pé. Esses sapatos têm abertura para os dedos, fechos de Velcro e sola rígida. Consultas de acompanhamento devem ser marcadas com o cirurgião ortopedista.

Se um outro dedo, que não o dedão, estiver fraturado, a pessoa deve usar sapatos confortáveis que protejam o dedo fraturado. Sapatos largos e macios exercem menos pressão sobre o dedo inchado, e sapatos de solas rígidas dão apoio à fratura. Se andar com sapatos comuns for muito doloroso, a pessoa pode usar sapatos ou botas especialmente projetados para pessoas que passaram por cirurgia do pé.

Última modificação porAvatarMarcioR4
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