Fratura de clavícula pediátrica

Epidemiologia

– H>M
8-15% das fraturas pediátricas
– 1/3 médio mais comum: 76-85%
– 1/3 distal: 10-21%
RN: fratura mais comum do parto
– Fatores de risco: fórcipe, ocitócitos, distócia

Mecanismo de trauma

Parto: pressão excessiva de lateral para medial nos ombros
– Prevenção no parto: descolar o ombro posterior antes
Mais velhas:
– Direta: queda sobre o ombro
– Indireta: queda sobre a mão espalmada (menos comum)

Quadro clínico

Parto:
– Deformidade
– Assimetria do reflexo de Moro
– Pseudoparalisia: diferencial com lesão de plexo braquial
– Diferencial: torcicolo congênito, instabilidade atlanto-axial

Fratura de clavícula: cabeça voltada para o lado da fratura para relaxar o esternocleidomastoideo

Avaliação radiológica

USG: útil em neonatos para fraturas ocultas e luxações esternoclaviculares

RX
– AP: qualquer faixa etária
– 1/3 médio:
– oblíqua apical: 45º lateral e 20º cefálico
– visão em direção cefálica de 20-40º
– lordótica apical: ortogonal ao AP
– 1/3 distal: Perfil axilar
– 1/3 proximal: “serendipity”: 40º de angulação cefálica

TC: método melhor para avaliação

Classificação de Allman e Tratamento

– Baseado na localização anatômica da fratura

Grupo I: 1/3 médio
– Fraturas laterais ao esternocleidomastoideo e medial aos coracoclaviculares
– Relacionadas ao parto: não operatório. Se dor, alfinete na roupa por < 2 semanas
– Crianças: figura em oito ou velpeau
Indicação cirúrgica:
– desvio grave, fratura irredutível que ameaça a integridade da pele, lesão neurovascular e exposta
– lesão associada de acrômio, coracóide ou colo da escápula

Grupo II: 1/3 distal
– Geralmente sem lesão dos ligamentos e da articulação acromioclavicular
– Maioria apresenta-se como pseudoluxação acromioclavicular
– Sem desvio ou pouco desvio I, II, III: Tratamento não operatório com tipóia ou 8
– Desviadas tipo IV, V, VI: controverso. tratamento cirúrgico com recolocação do osso no periósteo e sutura do periósteo

Grupo III: 1/3 proximal
– Medial ao esternocleidomastoideo
– Maioria ocorre pela fise

– Sem desvio: conservador (sintomático)

– Desvio anterior: conservador
– Redução: não é necessária.
– Manobra: tração longitudinal com o ombro abduzido 90º com pressão sobre a fratura

– Desvio posterior: risco de lesão de mediastino
– Se compressão de mediastino: redução imediata com Backaus com tração longitudinal do membro. Se não reduzir, redução aberta

Última atualização porMarcioR4
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