Exame físico ortopédico pediátrico

Desenvolvimento da marcha

Sentar aos 6 meses
Engatinhar aos 9 meses
Deambular com auxilio aos 12 meses
Deambular aos 15 meses
Correr aos 18 meses

– 15 meses a marcha apresenta base alargada, quadris e joelhos com flexão excessiva, braços mantidos em extensão e abdução, cotovelos fletidos e movimentos abruptos.
– A dorsiflexão do pé está prejudicada na fase precoce da oscilação.
– O impacto do pé ocorre sem o toque do calcâneo inicial.
– Há excessiva rotação externa da pelve, fêmur, tíbia e pé nas fases de balanço.
– A cadência da marcha e rápida, mas os passos são muito curtos.
– O desenvolvimento completo da marcha se dá entre os 3 aos 5 anos, sendo mais precoce nos meninos.

Alinhamento dos MMII

Valgo / varo, patelar (ângulo Q – 20º);

Nascimento: Varismo de 16°;
1 ano: Varismo10º;
18 meses – 2 anos: 0°;
3 anos: Valgismo12°;

– Regressão do valgismo até os 7 anos, quando o joelho atinge o ângulo definitivo de 5 – 6°.

Distúrbio Neurológico

Marcha Espástica: ocorre hipertonia, hiperreflexia, exagero do reflexo muscular de estiramento, desequilíbrio da ação de certos grupos musculares e deformidades.
Marcha Atáxica: ataxia medular, cerebelar ou mista
Marcha Distrófica: distrofia muscular progressiva

Alguns tipos de Marcha Patológicas:
– Cerebelar
– Ébria
– Ataxia sensorial
– Equina
– Hemiplégica
– Festinante
– Histérica
– Senil
– Distrofia muscular
– Coreoatetótica e distônica

Debilidade Muscular

Glúteo Médio: Sinal de Trendelenburg
Glúteo Máximo: principal extensor do quadril
Quádriceps: Principal flexor do quadril e extensor do joelho
Gastrocnêmio-sóleo (Tríceps sural)
Pré-tibiais (tibial anterior, extensor longo do hálux, extensor longo dos dedos)

Deformidade MMSS

Torcicolo miógeno congênito
Síndrome de Klippel-Feil
Escápula alta congênita (Sprengel)
Pseudo artrose congênita de clavícula
Luxação congênita de ombro
Sinostose congênita de cotovelo
Sinostose radioulnar congênita
Luxação congênita de cabeça de rádio
Deficiência longitudinal congênita de rádio
Deficiência longitudinal congênita de ulna
Dimelia ulnar
Deformidade de Madelung
Sindactilia
Acrocefalo-sindactilia (Síndrome de Apert)
Polidactilia
Polegar trifalângico
Deficiência longitudinal congênita de polegar
Polegar em gatilho
Macrodactilia
Mão fendida
Deformidades dos dedos

Malformações dos membros:

Mão e pé fendido
Ausência congênita da cabeça do rádio
Braquidactilia
Polidactilia
Sindactilia
Pé torto congênito
Luxação congênita do quadril

Focomelia:
Focomelia ou aplasia intercalar pode ser completa, proximal ou distal.
60% das mulheres que utilizaram a talidomida entre o 38º e o 54º dia de gestação
Focomelia dos 4 membros + lábio leporino e fenda palatina – síndrome de Robert

Mão torta radial
Mão torta ulnar

Sinotose rádio-ulnar:
Antebraço fixo em pronação (posição do antebraço intra-útero)
Pode ter origem teratogênica (uso do álcool pela mãe na gestação)

Mão em fenda ou mão de lagosta
Deficiência central
Hipoplasia do polegar
Sindactilia

Síndrome de Apert: acrocefalossindactilia
Neurocirurgia – válvula ventriculo-peritonial
Hipertensão craniana e exoftalmia

Mão em concha ouhoof (casco)
Sindrome de Poland
Hipoplasia do MS
Agenesia do grande peitoral
Polidactilia

Dimelia ulnar ou mão em espelho
Rara, unilateral, sem características hereditárias
Olecranos se confrontam
Cotovelo rígido
Desvio radial do punho

Mão de cinco dedos
Polidactilia do indicador com aplasia do polegar

Macrodactilia ou gigantismo digital
Artrogripose múltipla congênita

Síndrome neuro-muscular não progressiva e simétrica
Inteligência normal
Contratura articular presente desde o nascimento com fraqueza muscular e fibrose capsulo-ligamentar

Deformidade de Madelung
Fusão precoce da parte ulnar e volar da fise distal do rádio
Compromete o rádio, a ARUD e os ossos do carpo
Saliência dorsal e distal da ulna
Desvio volar da mão
Diminuição maior da extensão e da supinação

Malformações esqueléticas

Acondroplasia: causa + comum de nanismo. Membros curtos, defeito na ossificação endocondral. Tronco com aspecto normal.
Hiperpituitarismo: pode levar ao gigantismo ou acromegalia (aumento de vísceras, tec moles e ossos da face).
Hipotireoidismo: resulta em cretinismo (retardo do crescimento, deficiência mental, malformações esq., alt. auditiva e neurológica.

Deformidades do Ombro

Mais Comuns:
Sprengel (escapula alta congênita)
Klippel-Feil
Osteomielite do recém nascido
Pseudo-paralisia sifilítica de Parrot
Lesões traumáticas obstétricas

Deformidade MMII

Quadril

– Dor referida no joelho: inervação do quadril e da face medial da coxa distal: nervo obturador

Displasia do desenvolvimento do quadril:
Sinal de Ortolani
– Ambos os quadris em flexão de 90º
– Abdução da coxa fletida com pressão sobre o trocanter maior
– (+): ressalto quando a cabeça femoral passa sobre o rebordo acetabular posterior ao reduzir
Sinal de Barlow: manobra provocativa -> avalia se quadril é luxável
– Ambos os quadris fletidos a 90º
– 1ª etapa: pressão da coxa aduzida: cabeça instável desloca-se do acetábulo
– 2ª etapa: = Ortolani
Teste da telescopagem: avalia instabilidade do quadril
– Doente em DDH com quadril a ser examinado em 90º de flexão
– Pressão longitudinal sobre a coxa: quadril desloca-se no sentido ântero-posterior
Assimetria de pregas: primeiros meses de vida
– 30% das crianças com pregas assimétricas têm quadril normal
– São mais importantes entre 3-4 meses de idade
Teste de flexo-adução: 1º exame a ficar alterado quando existe doença do quadril na criança
– DDH, flexão do quadril e joelho a 90º
– Normalmente: adução leva o joelho até a linha axilar contra-lateral
– Redução da adução se: espasmo por sinovite ou alteração mecânica

Examinar a Flexão (Legg-Calvé-Perthes e Epifisiólise)
Examinar a Extensão (teste Thomas, Staheli)
Rotação interna (35 – 50°)
Rotação externa (40 – 50°)
Abdução (30 – 45°) (RN 78°)
Adução (30 – 40°) (RN 15 – 17°)

Teste de Ober: contratura abdução do quadril
Teste Ely: espasticidade do reto femoral na paralisia cerebral
Dismetria dos MMII

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