Deformidades dos dedos da mão

Deformidade em botoeira

Comum na artrite reumatóide (AR), onde geralmente encontramos um estiramento e não ruptura do tendão extensor central ou ligamentos retinaculares de Landsmeer.

Tratamento:
– deformidade da IFP progressiva (flexão) com articulação viável, indica-se sinovectomia com reconstrução ou avanço do tendão extensor central.
– se houver comprometimento articular com deformidade em flexão fixa indica-se a artrodese

Deformidade em pescoço de cisne

Também chamada de Swan Neck: corresponde a flexão da IFD e hiperextensão da IFP (posição intrinseca plus).

Normalmente a placa volar e o flexor superficial do dedo é que impede a hiperextensão da art IFP. A sinovite na AR detrói estas estruturas, levando a art IFP a hiperextensão. Posteriormente as bandas laterais deslocam-se dorsalmente (alonga os ligamento retinaculares de Landsmeer), levando a um desequilíbrio entre o flexor profundo e o aparelho extensor e associado a contração da musculatura intrínseca, que culmina com a flexão da art IFD.

Dentre outras causas de Swan Neck destaca-se: dedo em martelo crônico (força de extensão concentrada apenas na ART IFP, levando a deformidade), deformidade em flexão da art MTF (leva a uma hiperatividade do aparelho extensor à nível da art IFP) .

Tratamento: Nalebuff classifica o Swan neck em 04 tipos, variando o tratamento:

– Tipo I: mobilidade da art IFP mantida. O paciente apresenta apenas dificuldade em iniciar a flexão da articulação. O tratamento pode ser conservador (órteses estáticas) ou cirúrgico:
=> artrodese da IFD(se a causa for dedo em martelo)
=> tenodese do flexor superficial(limita a hiperextensão da art IFP)
=> reconstrução do ligamento retinacular oblíquo e criação do ligamento retinacular oblíquo em espiral(limita a hiperextensão da art IFP e a flexão da art IFD).

– Tipo II: mobilidade da art IFP limitada associada a flexão da art MTF. O tratamento consiste de tenotomia dos intrínsecos e/ou correção da deformidade na MTF. Se a deformidade em flexão da art IFD for importante realiza-se a artrodese.

– Tipo III: limitação importante da mobilidade da art IFP secundário a contraturas de partes mole (sem alterações radiográficas). O tratamento inicial é recuperar a mobilidade articular (manipulação, tenólise ou capsulotomia) e posteriormente tratar como nos tipos I e II.

– tipo IV: rigidez articular associada a alterações radiográficas. O tratamento consiste em artrodese ou artroplastia.

Intrinsec plus

Retesamento e contratura da musculatura intrínseca;
– IFP não pode ser flexionada enquanto a MTC-F está extendida.

Dignóstico: Teste de Bunnel.

Tratamento: Liberação dos musculos intrínsecos + sinovectomia através da mobilização da banda lateral.

Desvio ulnar dos dedos

Estiramento dos ligamentos colaterais da MTC-F pelas forças em direção palmar dos tendões flexores, que possibilita o desvio palmar das FP.
– Estiramento dos ligamentos acessórios colaterais, que permitem desvio ulnar dos t. flexores dentro dos túneis.
– Estiramento do túneis dos flexores, que possibilita ainda mais desvio ulnar dos t. flexores.
– Desvio ulnar dos tendões flexores longos.
– Contratura dos músculos interósseos.
– Desvio ulnar dos tendões extensores.
– Ruptura dos t. extensores longos na margem distal do ligamento carpal dorsal, que aumenta a possibilidade de luxação MTC-F

Tratamento:

– Leve a Moderado: Ausência de superfícies articulares gravemente doentes -> Liberação ou transferência intrínseca para balanceamento, realinhamento t. extensores e sinovectomia das MTC-F. Transferência dos intrinsecos ulnares p/ radial.

– Grave: Uma ou mais articulações MTC-F luxadas-> A cirurgia é feita principalmente na cabeça do MTC e seus ligamentos e tendões subjacentes. Artroplastia de interposição (Prótese de Swanson)


Última atualização porMarcioR4

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