Radiologia do ombro e cintura escapular

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    AvatarMarcioR4
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    Oblíqua apical para avaliar a lesão de Hill-Sachs



    Incidência para ombro e cintura escapular

    Perfil axilar
    – Técnica
    – Braço apoiado sobre o cassete
    – Angulação de 5º-10º em direção ao cotovelo
    – Relação exata da glenóide e cabeça umeral

    Defeito da cabeça umeral
    – AP com rotação interna
    – Incidência de Hill-Sachs: rotação interna extrema
    – Incidência de Stryker notch:
    – Cotovelo apontando para cima com flexão do ombro
    – Raio angulado 10º em direção cefálica, centrado no coracóide
    – demonstra defeito em 90% dos doentes
    – Oblíqua apical:
    – Raio angulado 45º caudal e centrado no coracóide
    – Demonstra alterações da borda anterior da glenóide e fratura impressão posterolateral

    Coracóide: melhor pela incidência de Stryker notch

    Acromioclavicular
    – Incidência de Zanca: 10-15º de angulação cefálica com menor penetração
    – Rx com estresse: 5-6 Kg preso no punho
    – Aumento de ± 25% indica lesão dos ligamentos coracoclaviculares

    Série instabilidade
    – AP verdadeiro com RI + RE
    – Oblíqua apical: procurar Hill-Sachs
    – West Point View
    – Técnica
    – DVH (cabeça subluxa anteriormente)
    – Cassete na borda superior do ombro
    – Raio centrado na axila
    – Angulação do tubo
    – 25º para a linha média e 25º supero-inferior
    – Relação exata da glenóide e cabeça umeral
    – Melhor para borda anterior da glenóide

    Arquivos de aulas em ppt:
    Ressonância Magnética do Ombro .ppt >
    Estudo Radiográfico da Cintura Escapular .ppt >

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    #106134 Responder
    AvatarMarcioR4
    Mestre

    Incidência de Zanca >
    Incidência de Stryker >

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    #120087 Responder
    AvatarMarcioR4
    Mestre

    PROJEÇÕES TENDÍNEAS NO RX DO OMBRO

    Como a escápula forma um ângulo de aproximadamente 45° com o plano frontal do tórax as radiografias na incidência anteroposterior do tórax vão fornecer uma imagem oblíqua da articulação glenoumeral.

    ​Além de conhecer os principais reparos anatômicos ósseos, é importante saber onde fica a projeção de diversos tendões:

    • Cabeça umeral, tubérculo maior (seta amarela), onde se insere o supraespinhal, infraespinhal e redondo menor e tubérculo menor do úmero (seta verde, onde se insere o subescapular).
    • Goteira bicipital (seta rosa), entre os tubérculos maior e menor.
    • Glenoide, onde se localiza a origem da cabeça longa do bíceps (CLB) na margem superior (âncora bicipital) e do tríceps na margem inferior.
    • Fenda articular glenoumeral (AGU).
    • Clavícula, onde se insere a porção clavicular do trapézio, acrômio, onde se insere parte das fibras do deltoide e articulação acromioclavicular (AAC).
    • Processo coracoide (PC), onde se origina a cabeça curta do bíceps (CCB).

    AP em posição neutra >

    Braço ao longo do corpo com palma da mão junto ao quadril, epicôndilos do úmero distal (cotovelo) formando 45° com o plano do filme.

    ​O tubérculo maior (seta amarela) fica parcialmente sobreposto na cabeça umeral. Há também sobreposição da cabeça umeral com a glenoide, não sendo uma incidência apropriada para avaliação do espaço e relação articular.

    Demonstra melhor a projeção das fibras de transição do supra com o infraespinhal (asterisco branco) e é possível também identificar o processo coracoide (PC) onde se origina a cabeça curta do bíceps (CCB).

    AP em rotação externa >

    Braço em rotação externa com os epicôndilos do úmero distal (cotovelo) paralelos ao filme.

    O tubérculo maior (seta amarela) e a cabeça umeral ficam em perfil.

    Demonstra melhor a projeção do supraespinhal (asterisco vermelho) e é possível identificar o tubérculo menor (seta verde), a goteira bicipital (seta rosa), a margem superior da glenoide onde fica a origem da cabeça longa do bíceps (CLB) e a margem inferior da glenoide onde se origina o tríceps.

    AP em rotação interna >

    Braço ao longo do corpo com o dorso da mão junto ao quadril e epicôndilos do úmero distal (cotovelo) perpendiculares ao plano do filme.

    O tubérculo menor (seta verde) fica em perfil e o úmero proximal em perfil verdadeiro.

    ​Demonstra melhor a projeção da inserção do tendão subescapular (asterisco verde) e do manguito rotador posterior (infraespinhal mais superior e redondo menor mais inferior – asteriscos azul e laranja, respectivamente), assim como a margem lateral do acrômio onde se insere parte do deltoide.

    AP verdadeiro >

    Obtida com angulação do raio a 45° de medial para lateral, com o braço ao longo do corpo. Outra opção alternativa seria rodar o paciente até que a escápula fique encostada no filme e o raio incida perperdicularmente à escápula.

    A incidência em AP verdadeiro permite a avaliação do espaço articular glenoumeral (AGU), que fica sobreposto à glenoide no AP em posição neutra devido à angulação normal da escápula. É também uma boa incidência para avaliar os tubérculos maior (seta amarela) e menor (seta verde).

    Perfil da escápula >

    Também conhecida como transescapular, tangencial lateral ou “Y” da escápula (linha tracejada amarela), formado pelo corpo (a porção vertical do “Y”), o colo da escápula que vai formar o processo coracoide anteriormente e a espinha da escápula que vai formar o acrômio posteriormente.

    É obtida alinhando a direção do raio paralela ao plano da espinha da escápula, que passa tangenciando a parede posterolateral do tórax.

    A imagem final fornece o perfil verdadeiro da escápula e uma visão lateral da articulação glenoumeral. A cabeça umeral (linha tracejada branca) deve estar centralizada com o centro do “Y”, sendo uma incidência útil para detectar luxação. A margem lateral do acrômio onde se insere o deltoide também é bem individualizada.

    Axilar >

    Originalmente descrita com braço em 70 a 90° de abdução, com raio direcionado para a axila de inferior para superior. Há alternativas que permitem abdução do braço de apenas 20 a 30°, com o raio incidindo de superior para inferior através da axila.

    A cabeça umeral fica entre o processo coracoide (PC) e o acrômio.

    Além de ser uma incidência muito útil para detectar luxação por permitir excelente visualização da glenoide e da cabeça umeral e do espaço articular, o tubérculo menor (seta verde) fica em situação mais anterior, permitindo a avaliação da projeção da inserção do tendão subescapular (asterisco verde). O paciente pode realizar essa incidência com aparelho de imobilização.

    Apical oblíqua >

    O raio angulado 45° caudalmente e direcionado através da articulação glenoumeral com angulação de 45° com o plano do tórax. O paciente pode realizar essa incidência com aparelho de imobilização.

    A imagem resultante define bem as margens posterolateral e anterior da cabeça umeral e anteroinferior e posterossuperior da glenoide, sendo útil na detecção de fraturas (lesões de Hill-Sachs e Bankart) e deslocamento.

    Distância acromioclavicular >

    Na maioria dos indivíduos o espaço acromioclavicular na visão anteroposterior é entre 2 a 4 mm. É considerado anormal em mulheres quando > 6 mm e em homens quando > 7 mm.

    Não deve também existir diferença maior que 2 a 4 mm em comparação com o espaço acromioclavicular do ombro contralateral.

    É considerada luxação quando o espaço é > 11 a 13 mm.

    Deslocamento superior da clavícula >

    Na maioria dos indivíduos as margens inferior e superior do acrômio e da clavícula estão alinhadas, podendo a margem superior do clavícula estar levemente acima da margem superior do acrômio. A avaliação do deslocamento superior da clavícula é feita levando em consideração o deslocamento em relação a 50% da altura da articulação acromioclavicular e a ele ser completo, ou seja, acima de 100% da articulação acromioclavicular. É considerado deslocamento anormal quando > 50%.

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