Diferença entre fratura de estresse e síndrome do estresse medial tibial

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    AvatarMarcioR4
    Mestre

    As fraturas de estresse da tíbia devem ser distinguidas da síndrome de estress medial tibial (SSMT), também conhecido como shin splints, a qual se refere à periostite da tíbia póstero-medial, que ocorre devido a repuxamento do complexo gastrocnêmios-solear.

    As fraturas de stress apresentam–se quase sempre com dor, de instalação insidiosa, muitas vezes sem história de trauma. Há dor à palpação da superfície óssea ape-nas no local da fratura. Em ambas as entidades a dor alivia com o repouso e agrava com o exercício. No entanto, na SSMT o doente apresenta-se com dor difusa e com dor à palpação ao longo de toda a superfície póstero-medial. O edema e o espessamento do periósseo é geralmente observado nos pacientes com fratura de stress tibial, estando normalmente ausente em pacientes com SSMT.

    A fratura de estresse geralmente ocorre na cortical póstero-medial da tíbia e, tratando-se de uma lesão de baixo risco, responde bem ao tratamento conservador. As lesões da cortical anterior da tíbia são menos comuns, representando uma minoria das fraturas de estresse da tíbia, e são lesões de alto risco.

    Protocolos de reabilitação podem ser divididos em duas fases. A primeira fase foca-se essencialmente em alívio de carga e controlo álgico. Adicionalmente, nesta fase de recuperação os doentes podem utilizar o deep water running e o anti-gravity treadmilling para manterem uma boa forma cardiovascular.

    A segunda fase da reabilitação foca-se no regresso à competição, que deverá ser gradual. É consensual que os atletas que sofreram fratura de stress não devem ter dor com a deambulação e treino aproximadamente durante duas semanas antes do regresso à competição.

    No caso particular das fraturas de stress da tíbia, quando a fratura é na cortical anterior está recomendado um período de não carga entre 4 a 8 semanas e nas fraturas da cortical póstero-medial está recomendado um período de dias a três semanas até ao regresso à competição.

    Utilizando a escala imagiológica de Fredericson:
    • no estádio 1 estima-se que os atletas possam voltar à competição em 2-3 semanas
    • no estádio 2-4a poderão voltar à competição em 6-7 semanas
    • no estádio 4b há um tempo de regresso à competição entre as 9-10 semanas.

    As fraturas de alto risco, como a fratura da cortical anterior da tíbia, geralmente não respondem ao tratamento conservador. O tratamento cirúrgico normalmente é reservado para estas fraturas de alto risco ou fraturas de baixo risco que não responderam ao tratamento conservador. Nas opções de tratamento cirúrgico há o encavilhamento endomedular. O tempo de regresso à competição é em média de 10 a 12 semanas quando utilizado este tipo de tratamento.

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