Aferição de parâmetros do joelho na instabilidade patelar

Início Fóruns Imagenologia Ortopédica Aferição de parâmetros do joelho na instabilidade patelar

Marcado: 

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Autor
    Posts
  • #120263 Responder
    AvatarMarcioR4
    Mestre

    Inclinação patelar: o “tilt” patelar é o melhor indicador de desequilíbrio das forças musculares na manutenção do posicionamento adequado da patela em relação à tróclea.

    – Lateralização da tuberosidade tibial (aumento da distância TA-GT):

    Uma das formas de avaliação da lateralização da tuberosidade da tíbia é através da medida do ângulo Q pelo exame físico, em que o ângulo Q seria o ângulo formado pelas retas que passam pela espinha ilíaca anteroinferior e o centro da patela (equivalente à linha de força do quadríceps), e o centro da patela e a tuberosidade da tíbia (figura 7) com o paciente em decúbito dorsal com o joelho estendido, embora existam trabalhos que medem o ângulo Q em diversos graus de flexão. É geralmente considerado anormal quando >15º, mas não existe consenso na literatura, com alguns autores considerando os limites normais entre 10 a 22° e que costuma ser maior em mulheres.

    O ângulo Q tende a reduzir em flexão pela rotação da tíbia e medialização da patela. O ângulo do sulco tubercular (AST), também avaliado pelo exame físico, mas com o paciente com o joelho flexionado a 90°, mede o grau de desvio da tuberosidade da tíbia em relação ao sulco troclear e é referido por alguns como “ângulo Q em posição sentada”. O normal é ser 0°.

    Um dos problemas do ângulo Q é ser pouco reprodutível e com alta variação inter e intraobservador. Surgiram alguns trabalhos preconizando a avaliação da lateralização da tuberosidade da tíbia por radiografias, mas os resultados também não foram muito bons.

    Mensuração da distância TA-GT

    No momento, a avaliação da distância entre o fundo da tróclea e a tuberosidade tibial por métodos seccionais é considerado o padrão ouro para determinar a lateralização da tuberosidade tibial, conhecida como distância TA-GT ou TT-GT. A sigla GT representa o fundo da tróclea (conhecido como “garganta da tróclea” ou “trochlear groove”) e TA a tuberosidade anterior da tíbia. Nos últimos anos, devido ao fato da tuberosidade anterior da tíbia ter passado a se chamar apenas tuberosidade da tíbia, tem sido mais frequente vermos a sigla TT. É uma das medidas mais importantes na avaliação da instabilidade femoropatelar, pois é usada para definir se existe indicação de transferência cirúrgica da tuberosidade tibial quando a distância é > 20 mm, sendo que nos últimos anos alguns autores tem cogitado a correção cirúrgica em pacientes sintomáticos com distâncias superiores a 15 mm.

    O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal, e a maioria dos trabalhos preconiza que a medida deve ser realizada com o joelho em extensão, uma vez que o joelho em flexão pode levar a falso-negativos.

    Para medir a distância TA-GT (TT-GT), tanto para TC quanto para RM:

    – Linha bicondiliana posterior – imagem no plano transversal onde as margens posteriores dos côndilos femorais são bem individualizados, sendo possível traçar uma linha tangenciando a cortical do côndilo medial e do lateral.

    – Porção central (fundo ou garganta) da tróclea – imagem no plano transversal onde o fundo da tróclea é bem definido e a região intercondilar do fêmur é arredondada, semelhante ao “arco romano”. Esse ponto é denominado “GT”.

    – Centro do ligamento patelar na sua inserção na tuberosidade da tíbia – a imagem que deve ser escolhida é a primeira imagem onde não se identifica gordura entre o ligamento patelar e a cortical anterior da tíbia. Esse ponto é denominado “TA” ou “TT”.

    A distância TA-GT (ou TT-GT) seria a distância entre os pontos amarelo (o fundo da tróclea) e azul (a tuberosidade tibial). Usa o recurso “combine”, que sobrepõe as imagens nos planos da tróclea e da tuberosidade da tíbia. Com as imagens sobrepostas, fica mais fácil após traçar duas retas perpendiculares à linha bicondiliana posterior, uma passando pelo fundo da tróclea (ponto GT) e outra pelo centro do ligamento patelar na sua inserção na tuberosidade da tíbia (ponto TA ou TT), identificar a distância entre estes pontos.

    Esta é uma plataforma colaborativa, para trocar informações no ramo de Traumatologia e Ortopedia. Contribua com informações e arquivos que estejam faltantes e através dos comentários nos artigos e tópicos. Quer ter um grupo privado para seu curso, residência ou liga, com fórum e arquivos reservados aos membros e com moderação própria? Peça aos administradores.

Visualizando 1 post (de 1 do total)
Responder a: Aferição de parâmetros do joelho na instabilidade patelar

Você pode usar BBCodes para formatar seu conteúdo.
Sua conta não pode usar BBCodes avançados, eles serão removidos antes de serem salvos.

Sua informação:




Traumatologia e Ortopedia

New Report

Close