Tenossinovite estenosante

– Mais comum na mão e punho do que em qualquer outro local do corpo
– Etiologia: desconhecida
– Tenossinovite que precede a estenose pode ser resultado de doença do colágeno subclínica ou traumatismo recorrente
– Estenose ocorre nos locais de mudança de direção do tendão
– Muitos respondem bem a injeção de corticoesteróide
– Antes da injeção: afastar gota e infecção (podem piorar com corticoesteróide)

Doença de De Quervain

Definição
– tenossinovite estenosante dos tendões abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar no primeiro compartimento extensor
– Tendões extensor curto do polegar e abdutor longo do polegar no 1º compartimento são afetados

Epidemiologia
– mulheres 10 x mais que homens -> sobretudo gestante e puérperas
– 30-50 anos

Patologia
– excesso de uso no lar ou no trabalho
– AR
– traumas recorrentes
– doença do colágeno subclínica
– variações anatômicas: 20% a 58% do 1º compartimento, tendões aberrantes ou duplicados, geralmente Abdutor longo polegar.

Quadro clínico
– dor espontânea ou à palpação do estilóide do rádio, gradual ou precipitada por trauma. Principalmente ao passar ferro e servir o leite.
– algumas vezes é palpável a bainha fibrosa espessada.
– Teste de Filkenstein (não é patognomônico para o diagnóstico, devendo ser correlacionado com USG e exame clínico)

Radiografia
– excluir outras doenças.

Diagnóstico
– Clínico, mas em casos cirúrgicos é conveniente realizar US.

Diagnóstico diferencial
rizartrose
– fx escafóide
– artroses carpais

Tratamento

– Conservador: repouso, órtese, injeção de corticoesteróide -> 1º imobiliza + AINES / 2º infiltrações
– – tala + AINES + fisioterapia por 15 dias.
– – tala e injeção de esteróides + anestésico: é mais bem sucedida nas primeiras 6 semanas; sucesso de 74% com 1 injeção e 83% após segunda injeção
– – – pode ocorrer aumento temporário da dor nas 24hs (passou anestesia) após injeção e pode demorar 3-7 dias para esteróide fazer efeito

– Cirúrgico: quando há falha no tratamento conservador
– – incisão transversa-oblíqua de dorsal para palmar; abre o primeiro compartimento extensor do lado dorso-ulnar; procurar variações anatômicas

Pós-operatório: curativo compressivo + movimento do polegar incentivado conforme tolerado.

Complicações
– Sintomas no pós operatório podem ser:
– secção do ramo sensitivo do nervo radial e formação de neuroma.
– subluxação palmar do tendão: tratamento é tira contensora do braquiorradial
– não encontrar e não abrir o túnel acessório
– hipertrofia da cicatriz.

Dedo em gatilho

Polias nos dedos da mão
Polias nos dedos da mão

– 45 anos de idade
– Mulher > homem
– Desproporção do tendão flexor e bainha
– Tenossinovite estenosante que leva a inabilidade de estender o dedo
– Abaulamento pode ser palpado na área da polia A1 ou espessamento do tendão logo distal a ela
– Quando associada a doença do colágeno: geralmente mais de um dedo

Tratamento:

– Conservador nos casos não complicados: alongamento, órtese, contraste, corticoesteróides

– Cirúrgico:
– Incisão logo distal a prega palmar distal para os dedos e logo distal a MTC-F no polegar
– Corte da bainha flexora no local de constrição

Última atualização porMarcioR4

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