Rizartrose

Generalidades

Rizartrose corresponde a osteoartrite da art TM, sendo causada mais comumente pela frouxidão ligamentar e pelos estresses longitudinais (durante o movimento de oposição e pinça), levando ao atrito excessivo que culmina com a degeneração articular. Além da teoria mecânica, postula-se que fatores hormonais estão envolvidos, o que justifica a maior prevalência destas patologias em mulheres na menopausa.
– Mais comum em mulheres (1 em cada 4 mulheres)
– 50-70 anos
– Dano da faceta rádio dorsal do trapézio pode levar a subluxação da base do 1º MTC, provocando instabilidade do polegar

Anatomia

A articulação (art) Trapézio-Metatarsiana (TM) é mantida por uma cápsula resistente reforçada pelos ligamentos: anterior oblíquo carpometacarpiano e o intermetacarpiano profundo.

Os movimentos do polegar ocorrem através de três articulações: interfalangeana (IF), metacarpofalangeana (MTF) e especialmente a trapéziometacarpiana (TM), que apresenta dois tipos de articulações:
– em sela de montar (ântero-posterior): realiza movimentos simples (flexo-extensão; adução-abdução)
– ovóide (látero-medial): realiza os movimentos complexos ou rotatórios (oposição e reposição). Para conferir estabilidade neste movimento a cápsula e os ligamentos se contraem realizando assim a pinça de força.

Quadro clínico

– Dor: localiza-se na base do polegar, sendo exacerbada pelos movimentos ou palpação
– Crepitação: em casos avançados de degeneração articular
– Rx: os achados radiográficos nem sempre são compatíveis com a sintomatologia

Classificação de Eaton

É uma classificação radiográfica (perfil absoluto) baseada em alterações degenerativas na articulação trapeziometacarpiana com objetivo terapêutico:
– Estágio I: sem alterações radiográficas, podendo haver dor (movimento de pinça) + edema
– Estágio II: diminuição do espaço articular, esclerose mínima do osso subcondral, ocasionalmente presença de osteófitos (< 02 mm) e crepitação
– Estágio III: grande diminuição do espaço articular, alterações císticas do osso subcondral, subluxação dorsal, osteófitos (> 02 mm), crepitação freqüente
– Estágio IV (artrite pantrapezoidal): completa destruição da art TM com acometimento da art ESCAFÓIDE-TRAPÉZIODAL (diminuição do espaço articular, cistos sucondrais, esclerose)

Tratamento

O tratamento depende do quadro clínic,o pois a dor é mais importante que qualquer alteração radiográfica.

– Conservador (estágio I e II de Eaton): imobilização do polegar em oponência por 02 semanas + AINES

– Cirúrgico: indicado em casos refratários ao tratamento conservador com um quadro clínico e radiográfico importante (estágio III e IV de Eaton).
– A melhor técnica cirúrgica dependerá do grau de destruição articular, da idade e atividade do pcte.

Eaton e Littler: reconstrução do ligamento volar com banda do flexor radial do carpo

Estágio I:
– Se cirurgia necessária:
– Eaton e Littler: reconstrução do ligamento volar com banda do flexor radial do carpo

Estágio II:
– Se sem irregularidade articular: reconstrução ligamentar
– Se progressão da artrite: artroplastia de interposição

Estágio II tardio e estágio III:
– Excisão do trapézio (Gervis):
– – limitado a TM dolorosa, sem evidência de subluxação, no doente com baixa demanda
– – causa encurtamento do raio do polegar e instabilidade da base do 1º MTC
– Trapeziéctomia com estabilização ativa
– Plástica tendínea com flexor radial do carpo (Burton e Pellegrini) ou abdutor longo do polegar (Thompson)
– Artrodese: indicação limitada
– – Para falha de outros tratamentos ou trabalhadores braçais
– – 20º de abdução radial e 40º de abdução palmar

Estágio IV:
– Trapeziéctomia com estabilização ativa
– Artroplastia de interposição dupla (TM e trapézio escafóide)
– Tratamento da hiperextensão da MTC-F
— Se > 30º: artrodese ou capsulodese volar

Tipos de técnicas

1) trapeziectomia: é a ressecção total do trapézio indicado em pcte idosos, pois apesar de eliminar a dor, causa encurtamento do polegar c/ diminuição da força de preensão e instabilidade da base do 1º mtc

2) trapeziectomia com estabilização ativa: ressecção do trapézio associado a uma sutura do abdutor longo do polegar no flexor radial do carpo (após passar por um túnel ósseo feito na base do 1º mtc). O pcte é mantido em uma tala de punho por 04 semanas. Com esta técnica, o flexor radial do carpo (ao fletir o punho) traz a base do 1º mtc de encontro ao escafóide melhorando a estabilidade e a força de preensão.

3) artrodese trapézio-metacarpiana: feita c/ fios de kirschner, ela reestabelece a força e estabilidade articular, porém limita a circundação. Indicado em adultos jovens e trabalhadores braçais.

4) prótese de substituição: após ressecar o trapézio, coloca-se uma prótese (silicone), cuja a haste é introduzida no canal medular do 1º mtc e seu corpo é mantido em contato c/ o escafóide. Ocorre luxação em 20% dos casos.

5) prótese total: substitui a articulação s/ ressecar, preservando tanto comprimento como a amplitude de movimentos. É composta de uma cúpula de polietileno cimentada no trapézio e uma haste dentro do canal medular

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Última atualização porMarcioR4

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