Menisco discóide

Incidência

Menisco lateral em 97%
– Pode causar sensação de estalido
– Incidência de 3-5%, mais comum em asiáticos
– Bilateral em 20%
– Anormalidade congênita ou embrionária
– Maior risco de lesão por aumento da superfície e hipermobilidade

Classificação

de Watanabe:
– Tipo I: recobre todo o planalto tibial e tem aderência periférica íntegra
– Tipo II: recobre até 80% do planalto
– Tipo III: corno posterior espesso, cobre 75-80% do planalto e tem aderência periférica anormal
– – Hipermóvel ou Wirsberg
– – – Ausência dos ligamentos meniscotibiais
– – – Hipermobilidade: corno posterior desvia para área intercondilar por tração pelo ligamento menisco-femoral lateral (Wrisberg)

Quadro clínico

Depende do tipo de menisco discóide:
– Tipo I e II: geralmente na criança e adolescente (14-16 anos), que rompe o menisco
– – Dor na interlinha articular e derrame
– – Pode ter falseio, bloqueio ou outras queixas
– Tipo III: geralmente criança de 2-3 anos com síndrome do estalido da flexão para extensão

Imaginologia

RX: alargamento do compartimento lateral
– Achatamento do côndilo lateral
– Hipoplasia da espinha tibial lateral
– Inclinação da superfície articular tibial
– Aparência de elevação da cabeça da fíbula

RNM: mais útil para o diagnóstico
– Critério: diâmetro transverso > 20% da largura da tíbia
– Pode não detectar destacamento periférico no menisco discóide

Tratamento

Depende dos sintomas:

Estável, assintomático: não deve ser ressecado

Sintomático: sugestivo de lesão, mesmo que não vista à RNM
– Exame artroscópico
– – Se estável: saucerização da porção central
– – – Deve-se deixar de 6-8 mm de borda meniscal
– – Se instável: sutura meniscal

Autor: Dr. Márcio Silveira – ortopedista especialista em joelho

Última atualização porMarcioR4

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