Lesões ligamentares periféricas no joelho

Ligamento colateral medial (LCM), Ligamento colateral lateral (LCL), canto-póstero medial e canto póstero-lateral.

Anatomia dos compartimentos

Compartimento anterior

– Gordura de Hoffa
– Bursas (04)
– Quadríceps
– Plicas

Compartimento medial

Camada superficial (funde-se ao retináculo medial):
– fáscia crural
– fáscia de revestimento do sartório
– fáscia de revestimento do gastrocnêmio
– fáscia poplítea

Camada intermediária (insere-se 08 cm abaixo da linha articular posterior, próximo a pata de ganso) => ligamento colateral medial superficial

Camada profunda:
– Cápsula articular (em determinado ponto se espessa, formando o ligamento colateral medial profundo)
– Pata de ganso (sartório, grácil, semitendíneo)

Complexo medial:
Camadas de Warren (3 camadas):
1 – superficial (fáscia crural)
2 – intermediária (LCM)
3 – profundo: folheto profundo do LCM, que é um espessamento da cápsula (dividida em: ligamento meniscofemoral anterior – Hunphrey – e posterior -Wrisberg – e ligamento (lig) meniscotibial = lig coronário), além do reforço do semimembranoso = lig oblíquo posterior.

Compartimento lateral

Camada superficial:
– trato iliotibial (faixa de Massiat)
– bíceps femoral (as duas porções unem-se no nível articular)

Camada intermediária;
– ligamento colateral lateral (forma o complexo arqueado junto com a cabeça lateral do gastrocnêmio)
– ligamento poplíteo (é uma irradiação lateral do semimembranoso)

Camada profunda :
– ligamento arqueado (origina da cabeça da fíbula, inserindo-se entre as duas membranas da cápsula)
– cápsula articular

Complexo lateral: principal estabilizador secundário da estabilidade anterior e posterior, formada por:
1ª camada: tensor da fáscia lata e parte superficial do bíceps
2ª camada: retináculo do quadríceps, lig patelofemorais e lig patelomeniscais
3ª camada: cápsula (parede da cápsula lateral, aderida ao menisco é chamada de lig coronário), lig lateral profundo.

Compartimento posterior

Fossa poplítea:
– assoalho superficial: nervo políteo, veia polítea, artéria poplítea
– assoalho profundo: superfície posterior do fêmur, cápsula posterior, ligamento poplíteo, músculo poplíteo
– parede medial: músculo gastrocnêmio medial, semimembranoso e semitendíneo (mais superficial)
– parede lateral: músculo gastrocnêmio lateral, bíceps femoral

Complexo póstero-lateral:
1ª camada: trato iliotibial, porção superficial do bíceps
2ª camada: retináculo quadricipital, lig patelofemoral (proximal e distal)
3ª camada: cápsula, tendão poplíteo, lig colateral lateral, ligamento fabelofibular, lig lateral curto, lig popliteofibular, lig arqueado (tendão bíceps, LCL, lig arqueado, tendão poplíteo).

Lesões ligamentares do joelho

I – INSTABILIDADE LIGAMENTAR (Classificação de Hughston):
=> Ele considera o LCP como eixo de rotação do joelho, dividindo as instabilidades em dois grandes grupos:

=> Instabilidades puras: classificadas de acordo com o movimento da tíbia em relação ao fêmur no plano frontal (varo/valgo) e sagital (translação anterior e posterior). O LCP está sempre lesado.
– Medial: lesão do LCA, LCM e LCP
– Posterior: lesão do LCP
– Lateral: lesão do LCA, LCP, LCL
– Anterior: lesão do LCA e LCP

=> Instabilidades Rotacionais: são as mais frequentes encontradas na prática clínica, onde o LCP está integro.
– Ântero-medial (mais freqüente): lesão do LCM e LCA
– Ântero-lateral: menos freqüente e mais grave que a ântero-medial, corresponde a lesão do LCA, LCL e banda iliotibial.
– Póstero-lateral: lesão do complexo arqueado (LCP, tendão do músculo poplíteo e ligamento arqueado) e cabeça lateral do gastrocnêmio.

Tratamento

=> Nas lesões ligamentares agudas do joelho inicialmente opta-se pelo tratamento conservador até a regressão do edema e dor (exceção: avulsões ósseas e grandes arrancamentos). Deve-se seguir o protocolo (21 dias):
P – proteção mediante uso de muletas
R – repouso mediante ausência de esforço articular
I – ice = gelo por 20 min, 6/6 horas por 03 a 04 dias
C – compressão, se houver pequeno derrame ou edema articular (03 a 04 dias)
E – exercícios, iniciados imediatamente após o trauma (manter o tônus muscular)

– instabilidades póstero-mediais e póstero-laterais são pouco freqüentes, mas levam a grande incapacidade;
– lesão do nervo fibular em 30% das instabilidades póstero-laterais;
– sempre suspeitar de luxação do joelho com redução espontânea, com lesões complexas;
– lesões complexas (combinadas) são de tratamento operatório
– lesão isolada completa do LCL e LCA são de tratamento operatório
– lesão isolada completa do LCM e LCP tem bons resultados sem cirurgia.

> Arquivos de Apresentações em ppt:
=> Compartimento Medial
=> Compartimento Lateral
> Arquivos de Resumos em pdf

Autor: Dr. Márcio Silveira – ortopedista especialista em joelho

Última atualização porMarcioR4

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