Fraturas fisárias do úmero distal

Fraturas transfisárias envolvendo toda a fise distal do úmero: A linha fisária está em uma localização mais proximal em pacientes mais jovens, portanto, as lesões por hiperextensão ao cotovelo tendem a resultar em separações fisárias, em vez de fraturas supracondilares através do osso.

– freqüente em crianças < 7 anos de idade; incidência desconhecida
– extra-articular
– quanto menor a criança, maior o volume do úmero distal que é ocupado pela epífise distal
– com maturidade, linha fisária distal progride distalmente em V entre as fises condilares medial e lateral
– o suprimento vascular da crista medial da tróclea atravessa a fise  risco de necrose avascular
– maioria é em extensão (fragmento distal posterior)
– Epífise do úmero distal
– – Inclui o centro de ossificação secundário do epicôndilo medial até os 6-7 anos nas meninas e 8-9 anos nos meninos

Mecanismo de lesão

– lesões durante o trabalho de parto: forças rotacionais acopladas com a lesão por hiperextensão do cotovelo.
– abuso contra crianças (maus tratos): fise cede mais no cisalhamento que no arqueamento ou tensão.
– traumatismo: pode resultar de lesões por hiperextensão com desvio posterior, associado a um movimento rotacional.
– – queda sobre a mão espalmada e cotovelo estendido
– – fise é menos resistente à rotação do que à flexão e tensão

Bebês ou recém-natos podem apresentar pseudoparalisia do membro acometido, edema mínimo e crepitações. Crianças mais velhas, edema pronunciado, recusa em utilizar o membro acometido e dor que impede um exame clínico útil ou a palpação dos pontos de referência ósseos.
– Avaliar neurovascular, edema na fossa cubital.

Quadro clínico

– RN ou lactentes: pseudoparalisia, pouco edema e crepitação
– Mais velhos: edema intenso, incapacidade funcional e dor
– Pouca deformidade
– Relação mantida entre os epicôndilos e o olécrano
– Avaliação neurovascular importante -> edema na fossa cubital -> compartimental

Avaliação radiográfica

RX: Difícil de avaliar
– AP, lateral e oblíquo bilaterais
– Muito jovens
– Relação entre o centro de ossificação primário do úmero ao rádio e ulna proximal
– Rádio e ulna mantém relação anatômica mas são desviados posterior e medialmente em relação ao úmero distal
– Após ossificação da epífise condilar lateral: desvio mais oblíquo
– Manutenção da relação entre a cabeça radial e a epífise condilar lateral
– Desvio posteromedial com relação à metáfise umeral

Artrografia: diferenciar de uma fratura intra-articular.
TC, RM, US (bebês).

Classificação de De Lee

– baseia-se na ossificação do côndilo lateral.
Grupo A: bebê, antes do aparecimento do centro de ossificação condilar lateral (nascimento – 7 meses) -> SR I.
Grupo B: côndilo lateral ossificado (7 meses- 3 anos) -> SR I ou II.
Grupo C: um grande fragmento metafisário, em geral, saindo lateralmente (3-7ª).

Idade Salter-Harris Características
0-1 anoIAntes do centro de ossificação 2ário do côndilo lateral aparecer
1-3 anosIOssificação da epífise condilar lateral
3-7 anosIIPresença de fragmento de metáfise, geralmente lateral

Tratamento

Conservador: redução fechada e imobilização por 3 semanas. Quando tratamento adiado por 6-7 dias, a fratura não deve ser manipulada, pois o fragmento epifisário não é mais móvel, e outras lesões podem ser precipitadas.
– fraturas com < 5 dias de evolução
– manipulação em extensão para corrigir o desvio medial
– estabilização com antebraço em pronação e hiperflexão de 120º
– checar redução pelo ângulo de carregamento

Cirúrgico: tipo C ou lesões instáveis, deformidades angulares e rotacionais (RAFI).
– no grupo C: em crianças maiores -> redução sob anestesia geral e fixação com FK paralelos laterais
– fraturas > 5 dias e sem movimento no foco: imobilização simples do cotovelo e tratar seqüelas no futuro

Complicações

Consolidação viciosa (cúbito varo), lesão neurovascular, pseudartrose, osteonecrose.

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Última modificação porMarcioR4
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