Fratura-luxação de Galeazzi

Mecanismo de trauma

• Queda com a mão espalmada + pronação do antebraço / trauma direto na área dorso-lateral do punho.
• Geralmente o rádio se rompe entre a inserção do pronador quadrado e redondo, na inserção do 1/3 médio com distal
• É 3 vezes mais comum que Monteggia.

Classificação

• Fratura dos 2/3 proximais, sem lesão da radioulnar distal
• Fratura do 1/3 médio e distal, com lesão da radioulnar distal = Galeazzi

Tratamento com gesso

Fraturas não deslocadas dos 2/3 proximais –> gesso axilopalmar com ligeira supinação ou supinação total, conforme a fratura acima ou abaixo da inserção do pronador redondo. Rx semanal no 1º mês.

Fratura-luxação de Galeazzi

Achados radiográficos da lesão da ARUD:
– Fratura da estilóide ulnar na sua base
– Alargamento do espaço da radioulnar distal quando vista em AP
– Luxação do rádio em relação a ulna, vista em rx lateral verdadeira
– Encurtamento do rádio além de 5mm em relação a ulna distal
– Fratura do rádio

As fraturas deslocadas são mais imprevisíveis:
• Relacionados a instabilidade da cabeça do rádio
• Propensos a angulação devido lesão da membrana interóssea
• Encurtamento do osso – sintomas ARUD

Tratamento:

Sem desvio –> aparelho gessado
– Tala gessada por 7-10 dias –> reduzir edema
– Órtese funcional por 4-6 semanas
– Rx semanal por 3 semanas

Com desvio –> RAFI com placa DCP 3.5mm com 8 parafusos corticais de cada lado da fratura
– Fraturas segmentares – longa placa ou 2 placas ortogonais
– Hastes intramedulares – não tem indicações bem claras.

Tratamento operatório

Exposição da radioulnar distal:
– Incisão dorsal separada,começando a 3cm da estilóide ulnar. Incisão forma 45º com eixo longo do antebraço na direção radial, até a face dorsal do rádio distal, na incisura sigmóide. A partir deste ponto, faz 90º na direção da ulna, e assim que atingir a borda ulnar é novamente angulada 45º na direção proximal.
– Cuidados com o nervo sensitivo ulnar dorsal que passa 1-2cm da estilóide ulnar.
– O extensor do dedo mínimo é a referência. O retináculo do extensor é abordado dorsalmente sobre o 4º compartimento extensor, conforme o retináculo é elevado, é visualizado o extensor do dedo mínimo.
– A cápsula articular radioulnar distal é abordada dorsalmente e a base da artrotomia é a base do extensor ulnar do carpo.
– O fechamento permite que o pronador quadrado retorne a sua posição, mas sem fixá-lo sobre a placa. A fáscia não é fechada.

Avaliação da radioulnar distal após cirurgia

1. Arud estável e redutível – mais comum -> Tala de gesso 48h após a cirurgia.
2. Arud redutível instável – geralmente a supinação total é a posição de estabilidade -> imobilização por 4 semanas e trazer antebraço para neutro. É permitida a rotação após 6 semanas, porém entalar o antebraço a noite por 3 meses. Estabilizar a radioulnar com fio K 2mm por 3 semanas, se não conseguir nenhuma posição estável.
3. Arud irredutível – redução mau executada e interposição de tecidos moles (extensor ulnar do carpo).

Pós-operatório

– Tala em supinação total e cotovelo a 90º por 10-14 dias. Pode-se usar órtese por 4 semanas e retirá-la para banho.
– Mobilidade ativa: 6 semanas de pós-operatório
– Entalamento noturno por 3 meses.
– A retirada da placa, se necessário tem no período de 2 anos a sua maior segurança.

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Última atualização porMarcioR4

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