Atividade

  • MarcioR4 updated ‘Discinesia escapular1 mês, 1 semana atrás


     A discinesia escapular é a alteração dos movimentos normais da escápula, pode ser causada por vários fatores entre eles, a alteração da ativação e coordenação dos músculos estabilizadores da escápula, assim como a falta de flexibilidade, fraqueza ou contratura dos músculos e/ou ligamentos do ombro ou ainda lesões acromioclaviculares .


    Devido a sua importância no complexo do ombro, o movimento anormal da escápula tem sido associado a patologias como síndrome do impacto, ombro congelado e instabilidade glenoumeral. Segundo Kibler et al., (2003), 68% dos pacientes que apresentam síndrome do impacto, 94% dos que apresentam lesão labral e 100% dos que apresentam instabilidade glenoumeral possuem discinesia escapular.


    Os movimentos da escápula e possíveis anomalias nestes movimentos são comumente avaliados clinicamente por meio de uma escala subjetiva conhecida como classificação ou escala de Kibler (Kibler et al., 2003), em que os padrões de discinese escapular foram classificados em três categorias que correspondem aos três planos de movimento da escápula em relação ao tórax. Tipo I é caracterizado pela proeminência do ângulo inferior da borda medial da escápula. Tipo II pela proeminência de toda a borda medial da escápula e tipo III pela translação superior da escápula e proeminência da borda medial superior da escápula (Kibler et al., 2003). As classificações tipo I e II estão comumente associadas a lesões labrais e a tipo III a lesões de manguito e síndrome do impacto.


    Lembrando que geralmente o grau 1 é relacionado à disfunção do trapézio inferior, um caso mais avançado portanto, enquanto o grau 2 À disfunção do serrátil anterior.


    A reabilitação da discinesia escapular é baseada em um protocolo proximal-distal. Ele enfatiza a obtenção do movimento escapular completo e apropriado e a coordenação desse movimento com movimentos complementares do tronco e do quadril. Uma vez normalizado o movimento escapular, esses padrões de movimento servem de estrutura para exercícios que fortalecem a musculatura escapular. Função, em vez de tempo, determina o progresso do paciente através deste protocolo. Nas fases iniciais da reabilitação, os movimentos do quadril e do tronco são o alicerce necessário para obter um movimento escapular adequado. À medida que o controle escapular aumenta, os exercícios escapulares podem progredir diminuindo a ênfase na facilitação proximal. Esse protocolo pode ser visto como um fluxo de exercícios que progridem à medida que o paciente alcança um controle mais proximal e avança para a integração dos exercícios escapulares com exercícios de ombro e braço.


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