Atividade

  • Inclinação patelar: o “tilt” patelar é o melhor indicador de desequilíbrio das forças musculares na manutenção do posicionamento adequado da patela em relação à tróclea.
    – Lateralização da tuberosidade tibial (aumento da distância TA-GT):
    Uma das formas de avaliação da lateralização da tuberosidade da tíbia é através da medida do ângulo Q pelo exame físico, em que o ângulo Q seria o ângulo formado pelas retas que passam pela espinha ilíaca anteroinferior e o centro da patela (equivalente à linha de força do quadríceps), e o centro da patela e a tuberosidade da tíbia (figura 7) com o paciente em decúbito dorsal com o joelho estendido, embora existam trabalhos que medem o ângulo Q em diversos graus de flexão. É geralmente considerado anormal quando >15º, mas não existe consenso na literatura, com alguns autores considerando os limites normais entre 10 a 22° e que costuma ser maior em mulheres.

    O ângulo Q tende a reduzir em flexão pela rotação da tíbia e medialização da patela. O ângulo do sulco tubercular (AST), também avaliado pelo exame físico, mas com o paciente com o joelho flexionado a 90°, mede o grau de desvio da tuberosidade da tíbia em relação ao sulco troclear e é referido por alguns como “ângulo Q em posição sentada”. O normal é ser 0°.
    Um dos problemas do ângulo Q é ser pouco reprodutível e com alta variação inter e intraobservador. Surgiram alguns trabalhos preconizando a avaliação da lateralização da tuberosidade da tíbia por radiografias, mas os resultados também não foram muito bons.

    Mensuração da distância TA-GT

    No momento, a avaliação da distância entre o fundo da tróclea e a tuberosidade tibial por métodos seccionais é considerado o padrão ouro para determinar a lateralização da tuberosidade tibial, conhecida como distância TA-GT ou TT-GT. A sigla GT representa o fundo da tróclea (conhecido como “garganta da tróclea” ou “trochlear groove”) e TA a tuberosidade anterior da tíbia. Nos últimos anos, devido ao fato da tuberosidade anterior da tíbia ter passado a se chamar apenas tuberosidade da tíbia, tem sido mais frequente vermos a sigla TT. É uma das medidas mais importantes na avaliação da instabilidade femoropatelar, pois é usada para definir se existe indicação de transferência cirúrgica da tuberosidade tibial quando a distância é > 20 mm, sendo que nos últimos anos alguns autores tem cogitado a correção cirúrgica em pacientes sintomáticos com distâncias superiores a 15 mm.
    O paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal, e a maioria dos trabalhos preconiza que a medida deve ser realizada com o joelho em extensão, uma vez que o joelho em flexão pode levar a falso-negativos.
    Para medir a distância TA-GT (TT-GT), tanto para TC quanto para RM:
    – Linha bicondiliana posterior – imagem no plano transversal onde as margens posteriores dos côndilos femorais são bem individualizados, sendo possível traçar uma linha tangenciando a cortical do côndilo medial e do lateral.
    – Porção central (fundo ou garganta) da tróclea – imagem no plano transversal onde o fundo da tróclea é bem definido e a região intercondilar do fêmur é arredondada, semelhante ao “arco romano”. Esse ponto é denominado “GT”.
    – Centro do ligamento patelar na sua inserção na tuberosidade da tíbia – a imagem que deve ser escolhida é a primeira imagem onde não se identifica gordura entre o ligamento patelar e a cortical anterior da tíbia. Esse ponto é denominado “TA” ou “TT”.

    A distância TA-GT (ou TT-GT) seria a distância entre os pontos amarelo (o fundo da tróclea) e azul (a tuberosidade tibial). Usa o recurso “combine”, que sobrepõe as imagens nos planos da tróclea e da tuberosidade da tíbia. Com as imagens sobrepostas, fica mais fácil após traçar duas retas perpendiculares à linha bicondiliana posterior, uma passando pelo fundo da tróclea (ponto GT) e outra pelo centro do ligamento patelar na sua inserção na tuberosidade da tíbia (ponto TA ou TT), identificar a distância entre estes pontos.

Traumatologia e Ortopedia

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