Rotura do tendão de Aquiles

A rotura do tendão de Aquiles ou calcâneo ocorre geralmente de um trauma indireto decorrente de um movimento de aceleração brusca principalmente quando a pessoa está em movimento. Como exemplo frequente temos os atletas de futebol de salão ou society em grama sintética.

A queixa é de uma pedrada no tornozelo ou na panturilha acompanhada de dor que pode variar e limitar a marcha sem no entanto, apresentar incapacidade de apoiar o pé ao solo e andar. Essa lesão provoca dificuldade para elevar na ponta do pé, e é possível em alguns casos, a palpação de um gap no trajeto do tendão calcâneo.

A rotura crônica do tendão de Aquiles é quando não é diagnosticado no início (mais de 15 dias), as extremidades do tendão começam a separar-se pela retração da musculatura proximal. Andar a pé, empurrar objetos ou ficar na ponta dos pés tornam-se cada vez mais difíceis. Existem, no entanto, outros músculos da perna que tentam compensar a perda do músculo da perna (gastrocnêmio) e a do tendão calcâneo, mas estes não são suficientes para manter a potência e a força de arranque da perna.

Quem está sujeito a ruptura do tendão de Aquiles?

As rupturas geralmente ocorrem em pessoas que já possuem alterações degenerativas, sejam elas sintomáticas ou não.

Os homens, na idade entre 30 e 40 anos estão mais sujeitos, sobretudo quando têm comorbidades como obesidade e diabetes. Também algumas medicações, como corticosteróides infiltrados localmente e até alguns comprimidos de antibióticos, de uma classe conhecida como “Quinolonas”, podem aumentar o risco de ruptura também.

Existe uma região do tendão, de dois a seis centímetros da inserção no calcâneo, na qual o suprimento vascular é mais pobre, o que também favorece o surgimento de lesões, assim como a reparação mais deficitária do tendão.

Diagnóstico da rotura do tendão de Aquiles

Quando há uma história suspeita, o paciente deve ser examinado a procura de equimose (macha arroxeada) na região posterior da perna, defeito palpável na região do tendão e o teste de Thompson deve ser realizado.

O teste de Thompson consiste na compressão da panturrilha, que simula a contração deste músculo, com o paciente deitado de bruços e com o joelho dobrado. O teste é chamado negativo quando o pé faz flexão plantar, ou seja, o tendão está íntegro. Já quando o pé não se movimenta à compressão da panturrilha, dizemos que o teste é positivo para lesão do Aquiles.

Os exames complementares utilizados para confirmar o diagnóstico são o ultrassom e a ressonância magnética, que podem ainda estimar o grau da lesão em rupturas parciais e guia os diagnóstico.

Tratamento da rotura do tendão de Aquiles

Primeiramente, devemos considerar que as rupturas podem ser parciais ou totais. Aqueles casos em que as lesões acometem ao menos 50% da espessura do tendão em paciente com condições clínicas, são submetidos ao tratamento cirúrgico, de maneira geral.

Prognóstico da Rotura do Tendão de Aquiles

Nestes casos o retorno às atividades, na mesma intensidade como era realizado previamente à lesão é complicado, e pode não ocorrer, sobretudo para atletas profissionais de esportes de salto porque, além de depender de diversos fatores mecânicos e biológicos, podem já haver alterações degenerativas prévias no local, o que torna a cicatrização e função prejudicadas.

Um estudo realizado com 18 jogadores da NBA com esta lesão mostrou que sete nunca voltaram a disputar um jogo na liga e 3 deles não jogaram mais do que 2 temporadas após, o que mostra a grande morbidade dessa injúria, com risco de sequela definitiva.

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Tornozelo e Pé - Brasília
Tornozelo e Pé - Brasília

Dr. Márcio R. B. Silveira, criou a Clínica Salus Ortopedia, Fisioterapia e Acupuntura em Brasília / DF, para atuar principalmente no tratamento de lesões de cartilagem, buscando sua reparação e transplante; rupturas ligamentares articulares e sua reconstrução biológica e prevenção; tratamento da artrose, com medidas medicamentosas e artroplastias; tendinites e rompimento de tendões provocadas tanto por atividades esportivas, como por alterações degenerativas; fraturas em idosos que apresentam ossos mais frágeis; e enfoque na reabilitação muscular e postural, através de protocolo exclusivo baseado na análise cinemática da marcha.

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