Risco de artrose no longo prazo

Thiago perguntou há 1 mês

Olá!
Fraturei fíbula direita alta e maléolo posterior de tíbia (pilão tibial) após um  trauma rotacional de baixa energia (bicicleta) onde meu pé rotacionou para trás. Pelas imagens de TC e RX a classificação Rudi Algower que presumo (não sou médico) é grau I, fratura intra-articular com desvio aprox de 2mm, com cominuição leve na cortical ossea fora da articulação. Essa seria a descrição da fratura.
Operei de um dia para o outro fíbula e tíbia, nao precisei de tratamento estadiado. Foi utilizado placa T em tíbia, placa na fíbula e parafuso transindesmal e reparo de lesões ligamentares, fisioterapia em andamento com mobilidade total de tornozelo, estou entre a semana 5-6 de pós cirúrgico aguardando sinal verde do médico para liberar a carga sobre o membro operado.
Sou jovem, tenho 33 anos, pratico muita atividade física e não tenho comorbidades, estou preocupado sobre o desenvolvimento de artrose no longo prazo, sou leigo no assunto e não sei o que dizem as estatísticas sobre esse tipo de trauma. Alguém pode me ajudar? Obrigado

1 Respostas
Dr. Márcio R. B. Silveira respondeu há 1 mês

Thiago, algumas estatísticas:
Apesar de constatarmos 72% de casos com boa qualidade de redução, 68% dos pacientes apresentavam sinais de artrose ao RX (9 pacientes com osteófitos marginais, 5 com diminuição da interlinha articular e 1 com anquilose fibrosa).
– Classificação B e C, avaliadas após 3 anos
Com relação à complicação tardia relacionada à artrose obtivemos uma elevada incidência em ambos os grupos, o que denota que a artrose pós-traumática das fraturas de pilão 43C é praticamente certa.
– 2 anos após tipo C
Então, como vc está com uma mobilidade completa do tornozelo, a cirurgia teve um bom resultado, além do que a fratura não era complexa. Mesmo assim tem chance de desenvolver artrose, mas é baixa. Entenda que a cartilagem nutre através do movimento, então atividade física é necessária e importante.
Olha: 

Apesar de o dano à cartilagem, que ocorre no momento da lesão, ser um mediador significativo do resultado clínico, existem mais fatores importantes que afetam o resultado final do tratamento. Em nosso estudo esses fatores foram: o protocolo de tratamento baseado em acometimento de partes moles, reconstrução anatômica da articulação e fixação interna rígida com movimento precoce.

Sobre a classificação da fratura do pilão tibial aqui >

Traumatologia e Ortopedia

New Report

Close