Ruptura do tendão do quadríceps

    , Ruptura do tendão do quadríceps, Ortopedista Especialista em Doenças da Patela - DF
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    O tendão do quadríceps conecta um conjunto de músculos localizados na região anterior da coxa ao osso da patela (joelho). Sua importância é fundamental na transmissão da força dos músculos à patela nos movimentos de extensão do joelho.

    As rupturas do tendão do quadríceps são relativamente raras e geralmente são unilaterais, mas também podem aparecer simultaneamente nos dois joelhos. A verdadeira frequência com que ocorre na população de esportistas é desconhecida, mas são observadas principalmente nos indivíduos com idade superior aos 40 anos.

    A capacidade de adaptação dos nossos tendões frente às cargas que recebem, é ainda motivo de investigação científica. O treinamento esportivo geralmente beneficia as qualidades e características dos nossos tendões, porém, a intensidade e a frequência com que certas cargas são aplicadas, podem ser, por vezes, perigosas e lesivas. O mecanismo típico da lesão é a contração violenta do músculo quadríceps com o pé fixo ao chão e o joelho levemente flexionado durante a aterrissagem de uma corrida ou um salto. Este mecanismo de lesão pode ocorrer, por exemplo, ao se pisar subitamente num buraco ou degrau.

    Tendões doentes são vulneráveis, porém grande parte deles não geram sintomas, o que diminui a percepção do indivíduo sobre os riscos e a gravidade da lesão. A força estimada para ocorrer a ruptura é superior a 20 vezes o peso corporal, porém tal intensidade pode ser atingida em algumas modalidades esportivas, sem que ocorra qualquer alteração num indivíduo treinado. Nos atletas, cargas desproporcionalmente elevadas podem provocar rupturas. Tal fato se deve à condição genética, à biomecânica e a múltiplos fatores de adaptação ao esforço.

    Pessoas sedendárias também podem sofrer rupturas nos tendões, geralmente em situações acidentais (quedas) ou quando são portadoras de doenças que modificam a resistência dos tendões. Nestas condições, a força necessária para provocar a ruptura do tendão pode ser muito menor do que sua resistência original.

    A ruptura do quadríceps é totalmente incapacitante, resultando na inabilidade de realizar a extensão completa do joelho. A ruptura total de um tendão geralmente é a conclusão de múltiplas microrupturas, que vão se formando durante a vida esportiva. As microlesões fazem parte do processo de degeneração que o tendão pode sofrer, fruto de má adaptação às cargas impostas durante as atividades físicas.

    Os fatores de risco mais frequentes ao surgimento das rupturas do tendão do quadríceps são: obesidade, múltiplas infiltrações de antinflamatórios (corticosteróides), usuários de esteróides anabólicos, portadores de diabetes, insuficiência renal crônica, doenças reumáticas (artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico), usuários crônicos de corticosteróides, e utilização de certos antibióticos específicos. Pacientes submetidos a certas cirurgias do joelho também podem sofrer rupturas nos tendões do músculo quadríceps

    A história típica da lesão é o aparecimento de dor súbita, impossibilidade de se estender ativamente o joelho, dificuldades para ficar em pé, caminhar, além de descer escadas. Ao examinar o joelho, pode-se notar e palpar um espaço entre o músculo quadríceps e a patela, acompanhado de inchaço e hematoma. As radiografias simples avaliam a integridade da patela e os exames de ultrasom e ressonância magnética permitem a avaliação das características da ruptura (tamanho e localização) além de outras lesões associadas.

    O tratamento cirúrgico precoce permite a recuperação do movimento e da força. Avanços recentes nas técnicas cirúrgicas com a utilização de enxertos para reforçar a sutura do tendão, permitem a reabilitação mais precoce dos pacientes operados.

    A avaliação periódica dos principais tendões permite a identificação das doenças dos tendões (tendinopatias), além de quantificar e localizar as áreas enfraquecidas, o que fornece informações importantes sobre o risco de rupturas.

    Resultados e complicações

    Quando raras, as complicações incluem a ossificação heterotopica, a trombose profunda da veia, o embolismo pulmonar, a infecção da pele sobrejacente e do tecido subcutâneo, e a infecção profunda. Finalmente, contudo, a escala de movimento na junção obtém restaurada dentro de dois graus do outro cargo-reparo do membro, quando a ruptura da repetição for vista para ocorrer em somente 2%. A maioria de pacientes recomeçam o nível de pré-ferimento de atividade física após 18 semanas em uma média. Isto é geralmente verdadeiro independentemente da técnica do reparo usada, se é executado dentro de uma semana da ruptura do tendão.

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