Fratura de patela

    , Fratura de patela, Ortopedista Especialista em Doenças da Patela - DF
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    A patela é o maior osso sesamóide (tipo de osso que fica dentro de algum tendão) do corpo humano e, também, o que tem a maior espessura de cartilagem na sua superfície articular, podendo chegar a sete milímetros. A patela funciona como uma polia, auxiliando os músculos responsáveis pela extensão do joelho a realizar seus movimentos.

    As fraturas da patela correspondem a aproximadamente 1% de todas as lesões ósseas do corpo, sendo os acidentes de trânsito e as quedas as causas mais comuns.

    Esta estrutura óssea é responsável pelo aumento de força e agilidade nos movimentos de flexo – extensão do joelho, funcionando como uma polia. Uma estrutura com pouca proteção, existindo apenas a pele e um pouco de gordura por cima, sendo muito susceptível a trauma, consequentemente a fraturas, principalmente em quedas e acidentes automobilísticos.

    A fratura da patela pode ocorrer por trauma direto, sendo o mais comum nos atendimentos, porém pode ocorrer indiretamente, por um movimento que cause a contração excessiva da musculatura da coxa.

    Quais os sintomas? Como é feito o diagnóstico?

    A pessoa com a fratura apresenta dor intensa na região anterior do joelho, muitas vezes apresentando hematoma local, sendo comum o paciente não conseguir estender o joelho e muito menos andar.

    Após o atendimento inicial, a radiografia é o melhor exame a ser realizado. Com este conseguimos fechar o diagnóstico e na grande maioria das vezes definir o tratamento, porém em alguns casos utilizamos a Tomografia para compreender melhor a fratura.

    Tratamento da fratura de patela

    Como sempre uma fratura pode ser tratada com e sem cirurgia. Isto é decidido por critérios técnicos, tais como o tipo de fratura e o quão deslocada esta se encontra. Então descreverei como são os dois tipos de tratamentos mais utilizados.

    Tratamento conservador (sem cirurgia)

    Utilizado nas fraturas sem desvio ou minimamente desviadas.

    – Utilizamos um imobilizador em extensão por 4 a 6 semanas

    – Libero a carga (pisar) conforme dor. Isto significa que se o paciente tiver pouca dor ao caminhar, isto está liberado. Porém a caminhada deve ser feita com o imobilizador.

    – Iniciamos exercícios de contração isométrica da coxa para manter a musculatura ativa.

    – Mantemos um acompanhamento com consultas e radiografias seriadas.

    Após a consolidação óssea, inicia-se o ganho de mobilidade do joelho, seguida de ganho e controle da força muscular. Tudo isto com ajuda da fisioterapia.

    Se bem indicada a chance de sucesso deste tratamento gira em torno de 95%.

    Tratamento cirúrgico

    A grande maioria das fraturas de patela necessitam de cirurgia para a boa evolução, isto porque devido a grande força de tração que existe da musculatura sobre este osso, após fraturar-se esta tende a se separar, ou seja perde sua função de polia, por isso existe a necessidade de restabelecer sua anatomia com um procedimento cirúrgico.

    A técnica mais utilizada para isto se chama banda de tensão. Com esta técnica normalmente fazemos uma reabilitação mais rápida:

    – Mantemos um imobilizador para que o paciente caminhe com mais segurança nas primeiras 4 semanas

    – Iniciamos a movimentação do joelho desde os primeiros dias

    – Incentivamos os exercícios de contração da musculatura da coxa

    – Iniciamos fisioterapia após a quarta semana

    Normalmente o paciente consegue caminhar sem muletas após 45 a 60 dias, com boa expectativa para a grande maioria dos casos.

    Em alguns casos, nos quais a fratura é mais complexa pode ser necessário a retirada de parte ou de totalidade da patela, o que pode deixar o tratamento mais complicado.

    Pode haver complicações?

    Como toda fratura, sempre existem as possíveis complicações. Em qualquer tratamento pode ocorrer a não consolidação da fratura, complicação associada a alguns fatores de risco tal como tabagismo ou a idade mais avançada. Pode ocorrer também uma nova fratura no mesmo local, com um trauma muito menor, isto acontece normalmente nos primeiros 3 meses de tratamento.

    Após o procedimento cirúrgico, utilizando banda de tensão, boa parte dos pacientes incomodam-se com o material metálico colocado na patela. Isto pode levar a uma nova cirurgia para a retirada deste material. Porém isto é uma escolha do paciente.

    A longo prazo, uma fratura mais complicada pode evoluir com artrose (desgaste) na articulação da patela, isto é uma consequência relativamente comum a todas as fraturas articulares. Isto deve ser tratado individualmente.

    Mas na balança final, uma fratura de patela, bem conduzida, leva a resultados muitos satisfatórios ao paciente e ao médico. Por isso sempre procure um especialista na área e para isto que estamos sempre a disposição.

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