Condropatia patelar

    , Condropatia patelar, Ortopedista Especialista em Doenças da Patela - DF
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    O que é condropatia ou condromalácea?


    Degeneração da cartilagem presente nas articulações, podendo ocorrer em qualquer articulação. Devido a sua alta frequência na cartilagem da patela, o termo condropatia muitas vezes é associado à condropatia patelar, popularmente conhecida como condromalácea.

    O que causa a condropatia?

    Geralmente a causa exata não é identificada, podendo ser relacionada a fatores da anatomia, histologia e fisiologia do joelho do indivíduo. Com tais fatores associados, ocorre uma fricção crônica entre a patela e o fêmur, causado a degeneração da cartilagem. Em alguns casos, é possível identificar a causa, como por exemplo fraturas da patela, traumatismos importantes ou deformidades anatômicas evidentes. Todos estes, são fatores de difícil correção. Além disso, a condromalácea costuma progredir lentamente, principalmente se medidas para prevenção não forem tomadas.

    Quais são os graus?

    Para graduar, utilizamos classificações de lesões de cartilagem. Essas lesões são avaliadas individualmente, e vale lembrar que quando falamos o termo condromalácea, nos referimos a um conjunto de lesões de cartilagem que envolvem a patela. Uma classificação clássica muito utilizada é a de Outerbridge (1961), que divide em 4 graus:

    Grau I: amolecimento da cartilagem; Grau II: fissuras superficiais; Grau III: fissuras profundas; Grau IV: erosões ósseas. Portanto, cada lesão de cartilagem recebe uma graduaçãoo, e é comum nos referirmos ao grau da condromalácea pelo grau da pior lesão.

    Quais os sintomas?

    O principal sintoma é a dor anterior do joelho, ou seja, dor na parte da frente do joelho, atrás e em volta da patela. Costuma doer após longos períodos com o joelho na mesma posição, por exemplo após longas viajens ou muito tempo dirigindo, durante o ato de subir ou descer escadas, ao levantar de uma cadeira. É comum escutar estalidos e crepitações, e em algumas situações, edema no joelho.

    Como é feito o diagnóstico?

    São usados 3 elementos para o diagnóstico: 1- A história do paciente, com os sintomas relatados, conforme acima citados. 2- O exame físico realizado por ortopedista, avaliando o local da dor, presença de edema e alterações biomecânicas que justifiquem o processo. 3- Exames de imagem: Radiografias, Tomografias e Ultrassonografia pouco ajudam. O exame que auxilia é a Ressonância Magnética. Apesar de ser um excelente exame, a cartilagem é um tecido de difícil visualização. Portanto para certeza na classificação das lesões condrais, a única forma é através da artroscopia. Porém é evidente que não realizamos artroscopia somente para a classificação destas lesões, e nos baseamos na Ressonância Magnética. Vale lembrar que máquinas de Ressonância modernas são capazes de avaliar com boa precisão, porém a maioria das máquinas existentes no Brasil não possuem tal precisão.

    Como é o tratamento da condropatia patelar?

    Inicialmente são tomadas medidas anti-inflamatórias e para controle da dor, como uso de analgésicos, anti-inflamatórios e gelo. Na fase inicial do tratamento, já está indicada a fisioterapia, para auxiliar neste processo de controle da dor. O próximo passo é a tentativa de correção dos fatores biomecânicos que estão causando o processo degenerativo. Para isto é necessária a atuação de um bom e experiente fisioterapeuta. De forma geral, é realizado fortalecimento muscular, principalmente dos abdutores e adutores do quadril e do quadríceps, além de alongamento da musculatura posterior da coxa e do quadríceps. Melhorando a força e equilíbrio muscular, a tendência é haver menos sobrecarga da articulação entre a patela e o fêmur, e diminuírem os sintomas e a progressão da degeneração. O uso de medicações para proteção da cartilagem (condroprotetores) é muito realizado, porém já é comprovada a sua pouca efetividade. Outro ferramenta terapêutica é a infiltração de ácido hialurônico dentro da articulação do joelho. Procedimentos cirúrgicos para lesões difusas da cartilagem da patela são pouco utilizados devido aos resultados insatisfatórios, salvo algumas situações pouco frequentes.

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