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  • MarcioR4 updated ‘Psoíte1 semana, 2 dias atrás


    É uma infecção retroperitoneal, retrofascial, porque envolve os tecidos aponeuróticos que compõem os másculos psoas.


    Foi descrita, em 1881, por Mynter, podendo levar ao óbito em 2,4% dos casos.


    Há uma miosite que pode ser aguda ou crônica, abscedada ou não. Há, também, dois músculos, chamados psoas; maior e menor. 0 maior, simplesmente chamado psoas, é alongado e insere-se nos processos espinhosos e nos corpos da 12º vértebra torácica e de todas as lombares. Fascículos anteriores e posteriores descem pela região ilíaca e saem desta, num canal entre a espinha ilíaca ântero-inferior e a eminência ileopectínea e atingem a face posterior do trocanter menor. Na pelve ele mantém relações ínfimas com o músculo ilíaco e, por esta razão, às vezes é chamado de músculo psoas-ilíaco.


    0 psoas é atravessado pelo plexo lombar, e os ramos que lhe são mais íntimos são: íleo-hipogástrio, ileoinguinal, genitofemoral, cutaneofemoral lateral, femoral e obturatório.


    Ele flexiona a coxa sobre a pelve, faz um leve movimento de rotação do fêmur para fora e atua, sobre a coluna vertebral e pelve, estabilizando a bipedestação.


    O psoas menor é fino, longo e anterior ao maior. É um músculo rudimentar e tem pouca importância no homem.


    Etiopatogenia


    0 estafilococo e a E. coli são os germes que mais se encontram na infecção do psoas, Não se sabe a exata origem mas tem várias, dentre elas a via hemática por disseminação. As outras são por acometimento vizinho de estruturas infectadas (apêndice, cólon, vias urinarias). Os hematomas retroperitoneais facilitam a sua instalação. A criança é a mais acometida e o sexo masculino também.


    A infecção é subfascial e pode. regredir ad integrum ou supurar-se, constituindo um abscesso na face anterior (menos resistente) que se projeta para diante comprimindo as estruturas abdominais e retroperitoneais apoiadas sobre o músculo.


    0 abscesso pode ser primário ou secundário a: doença de Crohn, carcinoma de cólon, colite ulcerativa, latrogenia, inflamação inespecífica de cólon.


    Diagnóstico


    Há um quadro clinico bem caracterizado- febre, emagrecimento, dor na região Inguinocrural que pode referir-se adiante, de acordo com o nervo mais envolvido (coxa, pelve, região lombar).


    Há impotência funcional para caminhar, com claudicação e às vezes impossibilidade. A coxa é flexionada contra a pelve, mantendo urna posição antálgica reflexa. Há rotação externa da coxa e inclinação homolateral do tronco.


    A região pode demonstrar hiperestesia peritoneal e, nos magros, na fase adiantada, palpa-se um plastrão na fossa Ilíaca que pode simular nitidamente urna origem apendicular.


    As manobras de pesquisa da função do psoas (extensão, rotação interna e afast=2nto lateral da coxa) são altamente dolorosas.


    A radiografia simples da região lombopélvica pode mostrar: escoliose e modificação da linha do psoas que se apaga ou se alarga.


    0 laboratório apresenta-nos o quadro hematológico de uma infecção aguda.


    0 diagnóstico diferencial deve ser feito com plastrão apendicular, abscesso ou adenopatia ilíaca, osteomielite, lombossacra, hematoma retroperitoneal baixo, cistos renais, hidronefroses, tumores retroperitoneais.


    Tratamento


    Faz-se o tratamento clínico com hidratação, analgésico, antitérmico, antibiótico e calor local.


    Se o processo não regredir, há que se aguardar o momento oportuno para drenagem eficaz. Se houver precipitação, a drenagem pode não ser suficiente e pode-se disseminar uma infecção grave.


    Como a dor é intensa, é necessária internação ou vigilância estreita.


    0 exame clínico cuidadoso e o acompanhamento contínuo dão a certeza do momento operatório, quer seja pela febre do tipo supurativa ou por tumelação que sugira ou demonstre flutuação.


    0 acesso cirúrgico dependerá do nível da supuração. Esta se localiza na região lombar, pélvica ou inguinal,


    0 paciente é anestesiado e colocado em decúbito dor sal com ligeira rotação, através da colocação de coxins, de forma a expor-se as três regiões. Após o relaxamento


    muscular, far-se-à: (a) uma incisão acima da espinha ilíaca ântero-superior em direção à 12ª costela; (b) incisão entre aquela espinha e o ligamento inguinal (do tipo McBurney), e (e) incisão crural abaixo do ligamento inguinal.


    Todas as três abrirão pele, tela subcutânea, aponeuroses e divulsionarão os músculos regionais, atingindo-se o espaço pró-peritoneal. Este plano é de boa clivagem e facilita o descolamento medial e anterior das estruturas abdominais. Cuidado para não lesar: vasos genitais, nervos citados, ureter, bexiga, veia cava, aorta, vasos ilíacos ou femorais, Por apalpação digital ou punção exploradora localiza-se o abscesso que é aberto o desbridado amplamente. Dreno grosso é aí introduzido e exterionizado, se possível, por contra-abertura.


    Síntese da pele, curativos e calor local.


    A drenagem pode ser realizada por punção dirigida sob a orientação de ultra-som ou tomografia computadorizada.

Traumatologia e Ortopedia

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