Ligamento cruzado anterior (LCA)

Histórico do tratamento da lesão do ligamento cruzado anterior

A reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das cirurgias mais realizadas na Ortopedia. Os resultados deste procedimento são bem documentados em vários estudos, com bons a excelentes resultados em aproximadamente 85% a 95% dos pacientes.

Mayo Robson, em 1903, publicou pela primeira vez a descrição do reparo (simples sutura) do ligamento cruzado anterior. Desde então, ocorreram diversas mudanças e evoluções nas técnicas cirúrgicas. No início do século 20, cirurgiões ortopédicos perceberam que a reconstrução do ligamento, ou seja, utilizar outro tendão como enxerto, e não simplesmente suturar o ligamento rompido, tinha resultados muito superiores. Hey Groves em 1917 reconstruiu pela primeira vez o LCA com fáscia lata (estrutura tendinosa da coxa do próprio paciente). Após esta publicação, numerosos procedimentos foram propostos para o reparo ou reconstrução do LCA, incluindo uso intra-articular do trato iliotibial, reconstrução extra e intra-articular, enxertos do próprio paciente ou de cadáveres provenientes do tendão patelar, tendões flexores ou mesmo sintéticos.

O que é o ligamento cruzado anterior?

Estrutura de colágeno que conecta o fêmur na tíbia, com a função de auxiliar na estabilidade do joelho, não permitindo que a tíbia se anteriorize, ou seja, não vá para frente em relação ao fêmur. Também tem ação na estabilidade rotacional do joelho. Uma vez lesionado, tem péssima capacidade de cicatrização, deixando o joelho instável.

O que causa a lesão do ligamento cruzado anterior?

O mecanismo de lesão clássico do rompimento deste ligamento, é com torções do joelho, sendo a mais frequente aquela em que o pé fica fixo ao solo, o corpo gira internamente, e o joelho vai para dentro, ou seja, vai no sentido de encostar no outro joelho.

Outros mecanismos são com torções que o joelho vai para fora ou hiperextendendo o joelho. São lesões comuns em modalidades esportivas em que a pessoa faz mudanças de direção ao longo da corrida, como futebol, handbol, basquete, vôlei, rugby, etc. Muito comum também em esportes radicais que o pé fica fixo, como esqui, wakeboard, etc.

Quais os sintomas da pessoa que rompe o ligamento cruzado anterior?

No momento da lesão, muitas vezes o paciente ou outras pessoas próximas, escuta um estalo no momento da torção do joelho. Geralmente a pessoa não consegue andar logo após a lesão, e sente muita dor. Em poucas horas o joelho já fica inchado, pois este ligamento sangra quando rompe. Em lesões parciais, a situação pode ser menos exuberante, com menos dor e sem inchaço, podendo até conseguir continuar a atividade esportiva por mais algum período, porém isto é pouco frequente.
Após algumas semanas, o joelho volta ao normal, deixa de ficar inchado, e geralmente o paciente consegue andar em linha reta sem sintomas, e até correr. Porém para realizar as mudanças de direção, ou quando pisa em buraco desatentamente, sente uma sensação de falseio, de frouxidão e instabilidade do joelho. É muito comum o paciente tentar realizar a atividade esportiva novamente, para “testar” o joelho, e quando solicitado o ligamento (mudanças de direção), sofre novo entorse do joelho, podendo acarretar lesões associadas, como lesões dos meniscos e lesões de cartilagem. Nos casos de lesões parciais, os sintomas podem ser mais frustos.
Após anos com o ligamento rompido, devido à instabilidade da articulação, o joelho pode sofrer processo degenerativo, resultando em artose (desgaste da articulação). Isto vai depender do grau de instabilidade e da solicitação do joelho.

Como é feito o diagnóstico da lesão do ligamento cruzado anterior?

São usados 3 elementos para o diagnóstico:

A história do paciente, com os dados do momento da lesão e os sintomas relatados, conforme acima citados.
O exame físico realizado por ortopedista com experiência no tratamento destas lesões, geralmente especialista em cirurgia do joelho. O exame clínico é fundamental, pois é possível sentir a ação do ligamento e graduar quanto de instabilidade está presente, podendo até diferenciar uma lesão parcial de uma lesão total do ligamento. O exame sempre leva em comparação o outro joelho (não lesionado).
Exames de imagem: Radiografias, Tomografias e Ultrassonografia pouco ajudam. O exame que auxilia é a Ressonância Magnética. Apesar de ser um excelente exame, muitas vezes deixa dúvida se a lesão é parcial ou total. Por este motivo, é muito importante um bom exame clínico.
Como é o tratamento? Sempre tem que operar?
O tratamento pode ser círugico ou sem cirurgia, com a realização de fisioterapia. Por se tratar de uma estrutura com pouca capacidade de cicatrização, o tratamento na grande maioria das vezes é cirúrgico, com a reconstrução do mesmo, ou seja, é utilizado outra estrutura tendinosa para ser implantada na região do ligamento que rompeu. Esta estrutura tendinosa, chamamos de enxerto.

Quais são as opções de enxerto? Patelar ou flexores?

Existem algumas opções de enxerto, podendo ser do próprio paciente ou até de cadáver. Pode ser do próprio joelho ou do outro joelho. Os enxertos mais comumente utilizados, são os tendões flexores (semitendíneo e grácil) ou o 1/3 central do tendão patelar. Nos anos 80 e 90, o tendão patelar era o mais utilizado, porém atualmente os tendões flexores são os mais utilizados. Na realidade, a escolha do enxerto depende da opinião e experiência do cirurgião, e sabemos que ambos enxertos são excelentes e promovem ótimos resultados. Outra opção é o tendão do quadríceps, porém este é menos utilizado. Em alguns países, utiliza-se tendões de cadáver. Devido a poucos bancos de tecidos no Brasil, esta opção é pouco utilizada. Além disso, os tendões de cadáver apresentam uma qualidade do tecido inferior ao enxerto do próprio paciente. Enxerto sintético já foi tentado, com péssimos resultados.

Como o enxerto é fixado no momento da cirurgia de reconstrução?

São realizados dois túneis, um no fêmur e um na tíbia. Os túneis são do mesmo diâmetro do enxerto, em média 8 a 9 mm. O enxerto é passado pelos túneis e fixado. Existem diversos mecanismos de fixação do enxerto, como parafusos de interferência, placas de fixação , parafusos transversos, etc.

Estes mecanismos fixam o enxerto provisoriamente, pois a fixação final é feita pela integração do enxerto nos túneis, que ocorre devido a proliferação óssea nos túneis. Este processo dura entre 2 a 4 meses, período este que o enxerto não pode ser solicitado bruscamente.

O que precisa fazer após a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior?

É fundamental a realização de fisioterapia após a cirurgia, podendo ser iniciada já nos primeiros dias de pós-operatório. Devido ao período de integração do enxerto, existem exercícios que são permitidos e outros não, e ao longo da reabilitação, conforme o passar das semanas, novos exercícios vão sendo introduzidos. É importante que o fisioterapeuta tenha experiência e conhecimento dos protocolos de reabilitação para uma boa recuperação e para não ocasionar lesões no enxerto. De forma geral, o paciente fica de um a dois dias internado, e inicia a fisioterapia na semana seguinte. Fica sem imobilização, utilizando muletas por 2 semanas. Inicialmente, a ênfase é no ganho de mobilidade do joelho, analgesia e exercícios isométricos. Após o segundo mês, os exercícios são intensificados, e após o quarto mês, a ênfase é no fortalecimento final e nos exercícios de propriocepção (treino de equilíbrio). No final do sexto mês, estando a musculatura semelhante ao outro membro, e o equilíbrio restaurado, o paciente pode estar apto a retornar a sua prática esportiva.

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Artrose no joelho


Também conhecida como osteoartrite, a artrose é uma doença de natureza inflamatória e degenerativa das articulações. Ela é provocada pelo desgaste das cartilagens articulares, causando dor e podendo levar a deformidades. A articulação do joelho é uma das mais afetadas em virtude de sua capacidade de suportar peso, assim como a coluna vertebral e os quadris.

Os pacientes com artrose se queixam de dor, falta de firmeza, estalos no joelho, rigidez e limitação dos movimentos.

Etiologia da artrose no joelho


Existem diversas causas de artrose do joelho, sendo considerada uma doença multifatorial. O envelhecimento, excesso de peso sobre a articulação acometida, atividades que exijam movimentos repetitivos sobre a articulação (como saltos, corrida, esportes de impacto) realizados de forma incorreta por um tempo prolongado, histórico familiar e até o tabagismo são fatores desencadeantes da artrose.

Lesões prévias de ligamentos (LCA), menisco ou cartilagem também podem acelerar o processo de degeneração articular, levando a deformidades. É importante destacar que a prevalência da doença aumenta com a idade e que as mulheres têm o dobro de propensão em comparação com os homens (devido a alterações hormonais).

Sintomas da artrose no joelho


A dor é o primeiro sinal e que se acentua com a atividade física como subir ou descer escadas e praticar esportes com impacto. O inchaço ou derrame articular é o segundo sintoma, causado pelo processo inflamatório da membrana sinovial, que recobre a articulação do joelho. Evolui para perda progressiva do movimento, impedindo o paciente de andar, caracterizando assim o terceiro sintoma. Em casos mais avançados e não tratados, a artrose pode ocasionar a deformidade dos membros inferiores, que é o joelho varo (“alicate”) ou valgo (na forma da letra “x”).

Prevenção da artrose no joelho


Quem tem um histórico familiar com artrose precisa ter mais atenção com o seu joelho. Nestes casos, a prevenção pode evitar o aparecimento de artrose no futuro ou pelo menos retardar o inicio dos sintomas. Como a artrose é uma doença que atinge, em sua maioria, pessoas da terceira idade, quem tem predisposição precisa mudar os hábitos quando jovem, quando ainda há tempo.

Perder peso, praticar atividade física, não fazer movimentos que sobrecarreguem o joelhos e manter uma alimentação balanceada podem ajudar a reduzir as chances do indivíduo ter artrose. Interromper o uso do cigarro é outro fator importante.

As atividades físicas devem ser feitas diariamente e os exercícios precisam ser focados no fortalecimento das articulações.

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Diagnóstico da artrose no joelho


O diagnostico da artrose do joelho deve ser realizado através de exame físico detalhado, auxiliado por exames de imagem como radiografias com carga do joelho. As radiografias são indispensáveis para o diagnóstico e classificação da artrose (grau de artrose), pois isso guiará o tratamento. Outros exames, como Ressonância Magnética, só estão indicados em casos específicos, quando há suspeita de lesão do menisco, ligamentos (LCA OU LCP) ou necrose óssea.

Tratamento da artrose no joelho


O tratamento da artrose do joelho vai depender da etiologia, do grau de comprometimento e das condições gerais do paciente. Inicialmente está indicado o tratamento conservador, com uso de medicamentos, reabilitação (fisioterapia e exercícios) e controle de peso. Quando não há sucesso no tratamento inicial outras opções terapêuticas podem ser empregadas. Podendo ser realizada infiltração articular, viscossuplementação e artroscopia.

Quando o grau da artrose do joelho é avançado, apresentando deformidades angulares (varo ou valgo), o tratamento cirúrgico pode ser indicado com osteotomias corretivas e, principalmente, substituição da articulação com prótese de joelho (artroplastia total de joelho).

Apesar de muitas pessoas não procurarem ajuda por acreditarem que não é possível lidar com o problema, elas estão enganadas. O diagnóstico precoce e tratamento adequado vão controlar a dor, estabilizar o quadro e evitar ou prorrogar a realização de uma cirurgia para colocação de prótese.

A artrose nos joelhos é uma doença que não tem cura, mas com o tratamento ideal o paciente consegue um convívio saudável com o problema.

10 mitos e verdades sobre a condropatia patelar

A cartilagem é o tecido que reveste as superfícies internas das articulações, controlando o atrito e amortecendo o impacto durante o movimento. Quando a perda do tecido cartilaginoso supera a sua reposição, falamos em lesão da cartilagem ou condropatia.

A condropatia do joelho pode ser causada por traumas, processos inflamatórios, sobrecarga de peso ou surgir naturalmente, devido ao próprio envelhecimento articular. 

Nesse sentido, vale a pena esclarecer alguns mitos e verdades sobre condropatia do joelho, para que seja possível ajudar quem sofre com o problema a cuidar melhor da saúde articular no dia a dia. 

1 – Condromalácia ou condropatia Patelar só atinge pessoas sedentárias?

Mito! A Síndrome Femoropatelar pode ocorrer em atletas de alto desempenho, que forçam muito os joelhos nos treinos em academias (agachamento, step etc.), e ainda em pessoas que estão bem acima do peso ideal. Esse tipo de dor também é comum em pessoas que passam muitas horas por dia sentadas com os joelhos dobrados na mesma posição.

2- Condropatia é mais comum em mulheres?

Verdade! De fato, as mulheres estão no grupo de risco da Síndrome Femoropatelar. Isto por conta de sua anatomia. Como a pelve é mais larga que a dos homens, geralmente seus joelhos são mais projetados para dentro, formando um X (valgo dos joelhos). Isso altera a dinâmica da articulação femoropatelar e gera uma sobrecarga relevante na região lateral da articulação. Além disso, outros fatores predisponentes como alterações no encaixe da patela com o fêmur são muito mais comuns em mulheres.

3 – A condropatia e a síndrome da dor femoropatelar não são a mesma coisa?

Verdade! A condropatia e a síndrome da dor femoropatelar (erroneamente chamada de condromalácia ou condropatia) não correspondem à mesma patologia. São condições completamente distintas. 

A síndrome femoropatelar, engloba todas as dores ao redor do joelho provocadas por sobrecarga sobre o mecanismo extensor ou desequilíbrios musculares e estruturais. Já a condropatia patelar é a degeneração da cartilagem que pode ser consequência ou não da síndrome femoropatelar, e pode ter outras causas como traumas ou infecções locais, por exemplo.

4 – Uma vez lesionada, a cartilagem articular não regenera?

Mito! Embora ainda seja um tema controverso, estudos baseados no uso das mais recentes inovações em exames de ressonância magnética apontam que é possível constatar a regeneração do tecido cartilaginoso, ainda que mínima, depois de uma lesão.

Os especialistas defendem que a cartilagem cresce e se regenera em uma velocidade muito menor que outras estruturas, pois não é permeada por vasos sanguíneos.

5 – Quem pratica esportes está mais sujeito à condropatia de joelho?

Mito! Na verdade, a prática esportiva atua como um fator de proteção da cartilagem e das demais estruturas que compõem a articulação do joelho, desde que seja feita com respeitando os limites do organismo e com orientação profissional.

Estudos já feitos apontam que o sedentarismo é uma realidade muito mais perigosa para a cartilagem articular tanto no joelho quanto em outras articulações. Sem o estímulo dos exercícios, o tecido cartilaginoso tende a degenerar mais rápido.

6 – Atletas de alto impacto são mais acometidos por Condromalácia ou condropatia?

Verdade! Esportes de impacto, com desaceleração e mudanças de direção constantes, exigem muito da cartilagem patelar. Sendo assim, corredores, jogadores de futebol, vôlei, tênis e basquete estão vulneráveis ao comprometimento da cartilagem que reveste a patela – especialmente quando há desequilíbrio muscular e anatômico dos joelhos. Afastamentos para tratar dor no joelho são muito comuns.

7 – Esportes como o Crossfit lesionam mais cartilagem?

Mito! Tanto o Crossfit, quanto outros esportes, quando praticados dentro dos limites fisiológicos, bem orientados, periodizados e sem exageros, protegem as articulações.

8 – Quem tem Condropatia ou Condromalácia não pode praticar exercícios ?

Mito! Pacientes em tratamento de Condromalácia patelar devem fazer controle de peso e fortalecimento muscular. Esse fortalecimento é muito importante para equilibrar a carga sobre os joelhos. Uma avaliação dos fatores relacionados à sobrecarga – quer sejam anatômicos, quer sejam dos exercícios – é fundamental para uma readequação individualizada das atividades, que pode ser temporária ou definitiva. Na maior parte das vezes, o tratamento adequado possibilita o retorno à atividade física desejada.

9 – Repouso e anti-inflamatórios são as únicas opções de tratamento para condropatia?

Mito! Não podemos subestimar a importância de um repouso inicial durante o tratamento da Síndrome Femoropatelar. O reequilíbrio muscular e a readequação das atividades são muito importantes. Além disso existe a viscossuplementação, infiltração no joelho com ácido hialurônico.

10 – A utilização de colágeno, garra do diabo, Glicosamina, MSN, extrato de abacate dentre outros atuam na regeneração da cartilagem?

Mito! Este é um tema controverso e todos os estudos sérios, sem o patrocínio da indústria farmacêutica, que mostraram que os resultados da utilização desses medicamentos e suplementos alimentares têm resultado semelhante ao placebo no alívio de dor e modificação dos exames de imagem.

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Bursite no Joelho

Trata-se de uma inflamação que acomete uma das bolsas localizadas ao redor do joelho, a qual tem o objetivo de ajudar na movimentação dos tendões e músculos.

Apesar de ser um problema que pode causar muita dor e muito desconforto, a doença pode ser tratada quando é diagnosticada precocemente, trazendo mais alívio e qualidade de vida para o portador.

Sinais e Sintomas da Bursite no Joelho

Alguns sintomas são comuns, como: sensibilidade na região inflamada, inchaço, dificuldade de movimento, calor na área e dor em atividades que exigem mais do joelho, com por exemplo, subir ou descer escadas.

Tipos de Bursite no Joelho

1. Bursite Pré-Patelar

A Bursite Pré-Patelar é uma inflamação que ocorre na parte da frente do joelho, logo acima da patela. É uma condição comum entre pessoas que passam longos períodos ajoelhadas. Os principais sintomas são: dor e inchaço abaixo do joelho.

2. Bursite Anserina

A Bursite Anserina ocorre no lado interno do joelho, situada entre o ligamento colateral mediano e os tendões mediais do joelho dos músculos grácil, sartório e semitendinoso. Essa condição está ligada ao uso exagerado do joelho, e por isso, é frequente em atletas e corredores.

3. Bursite Iliotibial

A Bursite Iliotibial acomete o lado externo do joelho, entre a parte exterior do osso da canela e a faixa iliotibial. A dor é frequente no joelho mas pode se estender até o quadril, influenciando a lateral da coxa.

4. Bursite Infrapatelar

A inflamação Infrapatelar pode ocorrer em duas bursas diferentes: a bursa infrapatelar superficial, localizada entre a pele e o tendão patelar, e a bursa infrapatelar profunda, que se encontra atrás do tendão patelar, amortecendo a parte de trás do osso da canela (tíbia).

5. Bursite Semimembranosa ou Cisto de Baker

Conhecida como Cisto de Baker, a Bursite Semimembranosa é uma das inflamações mais comuns no joelho. Localizada atrás do joelho, tem como principal sintoma o inchaço e dor atrás do joelho. Na grande maioria das vezes, está associado à artrite.

Possíveis Causas da Bursite no Joelho

A bursite no joelho pode ser causada por vários fatores, como:

  • Excesso de forças friccionais que podem ocorrer durante alguma atividade física; 
  • Lesões, como quedas ou golpes no joelho; 
  • Inflamação no músculo tensionado.
  • Infecção bacteriana da bursa; 
  • Obesidade; 
  • Repetição excessiva no joelho, como agachar ou ajoelhar.

Além desses fatores, ficar de joelhos em superfícies duras por um longo período de tempo, pode também levar à formação de uma bursite.

Como é feito o tratamento da Bursite no Joelho?

Como existem diversos tipos de tratamentos, é fundamental realizar um diagnóstico correto para encontrar o melhor caminho.

Fisioterapia para Bursite no Joelho

A fisioterapia é uma ótima opção de tratamento, pois ajuda a reduzir o processo de inflamação, alivia a dor e diminui a sobrecarga sobre as bursas inflamadas.

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Lesões nos ligamentos do joelho

Os ligamentos do joelho servem para dar estabilidade a esta articulação, assim, quando um dos ligamentos está rompido ou comprometido, o joelho fica instável e causa muita dor.

O ligamento é um estabilizador passivo de uma articulação com principal função de impedir um deslocamento anormal entre dois ossos.

Ligamentos do joelho

No joelho, existem quatro ligamentos principais: os cruzados anterior (LCA) e posterior (LCP) e os colaterais medial (LCM) e lateral (LCL). Quando existe a ruptura de um destes ligamentos, o joelho pode se tornar instável e gerar episódios de falseio, dor e inchaço.

O joelho possui mais de 10 ligamentos, e aqui citarei os que mais requerem a atuação do especialista de joelho:

Grau das lesões nos ligamentos do joelho

Normalmente, as lesões ligamentares ocorrem em decorrência de atividades atléticas de contato ou não. Existem 3 graus que as classificam:

• 1º Grau: Entorse do ligamento sem instabilidade;

• 2º Grau: Entorse com instabilidade detectável, porém com continuidade das fibras;

• 3º Grau: Ruptura completa do ligamento.

Mas as lesões ligamentares não surgem somente em virtude de práticas esportivas, também podem ser causadas por ocasião de acidentes de trânsito ou mesmo quedas.

Sintomas das lesões nos ligamentos do joelho

O paciente também ouve um estalido no joelho acompanhado de dor. Se o ligamento acometido for um dos cruzados, o derrame articular conhecido como “água no joelho” pode acontecer, levando a instabilidade antero/posterior e rotacional. Caso a lesão seja nos ligamentos colaterais, o inchaço pode se instalar no joelho associado a instabilidade médio/lateral.

Depois da lesão do LCA, a lesão ligamentar mais frequente no joelho é a lesão do LCM – na região interna do joelho -, que ocorre quando o joelho é forçado para dentro e a perna para fora, mecanismo em valgo.

Como saber se preciso operar a lesão dos ligamentos do joelho

A decisão depende de diversos fatores, como quantidade de ligamentos rompidos, qual ligamento foi rompido, gravidade da lesão, presença de outras lesões (ex.: menisco, cartilagem), entre outros. Por isso, a decisão deve ser tomada mediante uma consulta especializada.

O tratamento não cirúrgico é realizado sempre, e engloba medicamentos, órteses e equipe de reabilitação multidisciplinar (fisioterapeuta, educador físico e nutricionista). Quando se opta por também operar, o tratamento não cirúrgico é realizado antes e após a cirurgia para promover o melhor resultado possível.

O tratamento cirúrgico tem como princípio a reconstrução do ligamento lesado, pois, na maioria das vezes, não é possível costurar – i.e., reparar – o ligamento. Para reconstruir o ligamento, utilizamos um enxerto, que pode ser do próprio paciente ou proveniente de um banco de tecidos. O enxerto é um (ou mais de um) tendão situado na região do joelho (por exemplo, o tendão da patela). Após retirado, o enxerto é posicionado e fixado no local onde se situa o ligamento lesado.

Ligamento colateral medial (LCM)

O que é o ligamento colateral medial?

Estrutura de colágeno que conecta o fêmur na tíbia, na porção medial, com a função de auxiliar na estabilidade do joelho, não permitindo que o joelho deforme em valgo (entre para dentro). Uma vez lesionado, tem ótima capacidade de cicatrização.

O que causa a lesão do ligamento colateral medial?

O mecanismo de rompimento deste ligamento é com torções do joelho, sendo a mais frequente aquela em que o pé fica fixo ao solo, e ou por desequilíbrio ou por alguma força aplicada na parte lateral do joelho (parte externa),levando o joelho para dentro, no sentido de encostar no outro joelho, conforme ilustrado na figura.

É o ligamento mais lesionado do joelho, porém devido ao fato de muitas vezes se tratar de uma lesão pouco grave, muitas dessas lesões nem são diagnosticadas pois o paciente acaba não procurando atendimento médico. Pode acompanhar lesões multiligamentares, e nesses casos, podemos encontrar lesões que geram instabilidade importante e portanto lesões graves.

Quais os sintomas da pessoa que rompe o ligamento colateral medial?

No momento da lesão, a pessoa sente dor na face medial do joelho (interna), e geralmente não causa edema dentro da articulação do joelho, apenas na face medial. Nas lesões leves ou parcias, o indivíduo consegue andar e por vezes nem procura auxílio médico. Devido ao poder de cicatrização deste ligamento, após 4 a 6 semanas a dor praticamente desaparece, sem deixar sintomas. Nos casos com maior gravidade, com instabilidade, a pessoa sente que o joelho “entorta para dentro” (deforma em valgo) no momento do apoio da marcha. Como estes casos são comumente associados de outros ligamentos lesionados, os sintomas serão dependentes de quais outros ligamentos estão envolvidos, geralmente o LCP e/ou o LCA.

Como é feito o diagnóstico?

Como para os outros ligamentos do joelho, são utilizados 3 elementos para o diagnóstico: 1- A história do paciente, com os dados do momento da lesão e os sintomas relatados, conforme acima citados. 2- O exame físico realizado por ortopedista com experiência no tratamento destas lesões, geralmente especialista em cirurgia do joelho. O exame clínico é fundamental, pois é possível sentir a ação do ligamento e graduar quanto de instabilidade está presente, podendo até diferenciar uma lesão parcial de uma lesão total do ligamento. O exame sempre leva em comparação o outro joelho (não lesionado). 3- Exames de imagem: Radiografias, Tomografias e Ultrassonografia pouco ajudam. O exame que auxilia é a Ressonância Magnética. Apesar de ser um excelente exame, muitas vezes deixa dúvida se a lesão é parcial ou total. Por este motivo, é muito importante um bom exame clínico.

Como é o tratamento? Nunca necessita de cirurgia?

O tratamento pode ser cirúrgico ou sem cirurgia, com a realização de fisioterapia. Por se tratar de uma estrutura com ótima capacidade de cicatrização, o tratamento na grande maioria das vezes não necessita de cirurgia. O joelho permanece imobilizado por 4 a 6 semanas em extensão, e após o período de cicatrização, inicia-se a reabilitação com fisioterapia. O tempo de imobilização pode variar conforme o grau da lesão e a opção do médico que está conduzindo. Mesmo os casos mais graves, com instabilidade, pode ser tratado sem cirurgia inicialmente, e após o período de cicatrização, realiza-se novo exame físico para avaliar se ainda há instabilidade. Havendo, o tratamento cirúrgico está indicado. Existem alguns casos que opta-se pelo tratamento cirúrgico antes da tentativa do tratamento com imobilização, porém são pouco frequentes (grandes instabilidades ou desinserção na tíbia com sobreposição da pata de ganso).

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Síndrome femoropatelar

A síndrome femoropatelar (SFP) é uma condição caracterizada por dor na região anterior do joelho e sem a presença de alterações estruturais patológicas na articulação femoropatelar. 

É a principal causa da dor anterior no joelho e acomete tanto atletas quanto pessoas sedentárias. Em atletas, é especialmente prevalente entre os que que treinam corrida e outros esportes de impacto e é duas vezes mais comum em pessoas do sexo feminino. 

Os sintomas podem estar presentes durante atividades ou após períodos prolongados na posição ajoelhada, agachada ou mesmo sentada. 

O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado na descrição dos sintomas pelo paciente e no exame físico realizado pelo profissional de saúde. 

Causas da síndrome femoropatelar

A patela é um osso localizado na parte anterior do joelho. Ela se articula com a tróclea do fêmur, formando a articulação femoropatelar. 

A superfície articular da patela, em forma de “V”, encaixa-se na superfície articular da tróclea que tem a conformação complementar à da patela, como duas peças de um quebra-cabeças. 

Conheça a biomecânica da patela >

Esta configuração permite o deslizamento da patela ao longo da tróclea, sem que haja tensão ou desgaste em circunstâncias normais. 

Há controvérsias quanto às causas específicas a SFP, mas supõe-se que fatores que geram o desalinhamento da articulação femoropatelar podem causar alterações na cartilagem e nos tecidos adjacentes da articulação, gerando inflamação e dor. 

Os seguintes fatores são mencionados com frequência:

  • Desequilíbrio muscular, como a redução da força do vasto medial ou do vasto lateral, músculos anteriores da coxa que constituem o quadríceps. Isto pode interferir no alinhamento da patela. Outros desequilíbrios citados são o encurtamento dos músculos  isquiotibiais, na região posterior da coxa, ou do trato iliotibial, na região lateral da coxa; 
  • Pronação excessiva do pé: quando a pisada ocorre mais para dentro, ocorre também uma rotação interna da tíbia, alterando o alinhamento da patela;  
  • Joelho valgo dinâmico (joelho “em X”), que pode ser causado por um desequilíbrio muscular, modifica o alinhamento entre o fêmur e a tíbia e aumenta a carga na área de contato entre o fêmur e a patela; 
  • Sobrecarga: A SFP pode ser causada por atividades, como correr, agachar ou mesmo subir ou descer escadas;  
  • Diminuição da mobilidade patelar: em alguns casos, a mobilidade da patela pode estar prejudicada, provocando atrito e dor.

 Avaliação

A avaliação inicial inclui a história clínica, avaliação postural e da marcha, palpação, testes funcionais e de força muscular. 

Tratamento

A SFP é comumente tratada com fisioterapia. A principal medida inicial é evitar atividades que provocam ou perpetuam a dor. É comum a sugestão de mudanças da rotina de treinamento e introdução de atividades de menor impacto, visando diminuir o estresse sobre a articulação do joelho.

A analgesia, ou alívio da dor, costuma ser a abordagem inicial. Métodos terapêuticos incluem recursos como eletroterapia (laser, ultrassom e corrente interferencial), crioterapia (aplicação de gelo local) e técnicas de terapia manual. 

A reabilitação inclui a realização de movimentos passivos, instrução de exercícios com o objetivo de corrigir déficits responsáveis pela perpetuação dos sintomas e orientação postural e de atividades. Esta etapa pode incluir as seguintes condutas: 

Exercícios de fortalecimento muscular: os músculos vasto medial e lateral e os abdutores do quadril são frequentemente trabalhados. 

Quando há déficit de alinhamento dinâmico dos membros inferiores, são orientados exercícios de estabilização da pelve e do tronco. 

Exercícios em cadeia cinética fechada e aberta, treinamento de equilíbrio e exercícios proprioceptivos podem ser usados com o mesmo objetivo. 

Para ganho de flexibilidade, são indicados exercícios de alongamento ativo e passivo, focalizando especialmente os músculos isquiotibiais e o trato iliotibial

A correção da biomecânica do movimento também é importante, visando minimizar o estresse sobre a articulação femoropatelar. Isto inclui exercícios para recuperar o alinhamento da pisada o posicionamento estável do joelho. 

Em alguns casos é sugerido ao paciente considerar uma atividade aeróbica com menor impacto. 

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Meniscos

O joelho está sempre envolvido em alguma atividade de impacto por menor que possa parecer. Uma “simples” caminhada, por exemplo, exige que cada um dos seus joelhos suporte cerca de 2 a 3 vezes o peso do corpo a cada passo que você dá, todos os dias, por décadas! Como fator agravante, o formato dos ossos do joelho (tíbia e fêmur) não é perfeitamente congruente; ou seja, eles não se encaixam perfeitamente.

Isso cria locais dentro do joelho onde o impacto é maior, favorecendo sua destruição nessas regiões. Para evitar a destruição do joelho, o impacto precisa ser dissipado de alguma forma, o que é feito pelos meniscos. Cada joelho possui 2 meniscos para amortecer os impactos que essa articulação sofre.

Em virtude de sua função, os meniscos podem ser acometidos por dois problemas principais:

  • Degeneração: é o desgaste inerente ao uso e ao envelhecimento. Algumas pessoas podem desenvolver o problema mais precocemente por uma série de motivos, como genética, deformidades no joelho, sobrepeso, etc. Geralmente, o tratamento da degeneração do menisco envolve medidas não cirúrgicas, tais como viscossuplementação, nutracêuticos, atividade física supervisionada e fisioterapia.
  • Rotura: Pode, ou não, ser decorrente de trauma. Já atendi pacientes que sofreram rotura do menisco por diversas formas. Citarei algumas, que podem inclusive ser o seu caso: depois de realizar uma trilha, caminhar na praia, etc; entorse no futebol, basquete, handball, etc; após sofrer um escorregão ou tropeço; após levantar da posição de cócoras; associado à lesão do ligamento cruzado anterior.

A rotura pode ser de diversas formas e tamanhos. Essas características, somadas a outros fatores (ex.: presença de deformidades, lesão de cartilagem), definirão o tipo de tratamento, que, ao contrário da degeneração meniscal, tende a ser cirúrgico, além de receber as medidas não cirúrgicas já mencionadas.

Como tratar lesões nos meniscos

A operação clássica para o menisco consiste na meniscectomia, procedimento minimamente invasivo realizado por artroscopia. Para a artroscopia, fazemos pequenos cortes de aproximadamente 1cm e introduzimos uma câmera para visualizar a lesão do menisco. Após a visualização, utilizamos pinças de 2-6mm de espessura para remover a parte doente do menisco.

Atualmente, dispomos de outras tecnologias que, em determinadas situações, substituem a meniscectomia. Como comentei anteriormente, o menisco é importante para a saúde do joelho; por isso, sempre nos esforçamos para manter o máximo possível do comprimento total do menisco. Uma técnica desenvolvida para atingir esse objetivo é a sutura do menisco, realizada também de forma minimamente invasiva por artroscopia, mas que pode requerer cortes um pouco maiores conforme a técnica utilizada.

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Artroplastia em Casos de Artrose Grave no Joelho

O desgaste do joelho, denominado artrose (ou osteoartrite, ou gonartrose), ocorre conforme envelhecemos. Algumas situações podem acelerar o desgaste em virtude da destruição que ocasionam à articulação do joelho, como:

  • Deformidades congênitas: o paciente nasce com alterações na anatomia do joelho. Nesses casos, o joelho é torto (para fora ou para dentro), e a deformidade pode se agravar no decorrer dos anos, destruindo a articulação;
  • Lesões multiligamentares são lesões em que mais de 1 ligamento do joelho é rompido. Por conta disso, o joelho fica “solto”, resultando em movimentos anormais que destroem a articulação;
  • Fraturas na articulação: pelo fato de ocorrerem nos ossos do joelho (fêmur e tíbia) são fraturas graves, pois possuem alto potencial para destruir e deformar o joelho;
  • Hemofilia: doença que, quando não está bem controlada, ocasiona sangramento dentro do joelho, que leva à inflamação exagerada da articulação, o que chamamos de sinovite. A sinovite destrói a articulação, resultando em artrose mesmo em pacientes muito jovens;
  • Artrite reumatoide, lúpus e outras doenças autoimunes: as células de defesa desses pacientes atacam as próprias articulações desses pacientes, destruindo-as. Com isso, os pacientes desenvolvem artrose muito cedo na vida. Nesses casos, a artrose pode ser muito grave a ponto de incapacitá-los para atividades “simples” como andar.

As situações listadas acima podem produzir artrose grave no joelho, caracterizada por deformidade exuberante, defeito grande nos ossos do joelho (“buracos”) e instabilidade significativa (joelho fica “bambo”). Quando estamos diante de uma situação dessas, o tratamento não cirúrgico (ex.: viscossuplementação, fisioterapia, medicamentos) serve como paliativo, pois a cirurgia de artroplastia do joelho (cirurgia para colocar prótese) é inevitável, podendo ser, no máximo, postergada.

Como é a cirurgia de artroplastia nos casos de artrose grave no joelho?

O paciente é internado em jejum de 8 horas e encaminhado ao centro cirúrgico, de onde segue para a sala de cirurgia. Nesse local, o médico anestesiologista aplica medicamentos para promover sedação e anestesiar o joelho. A sedação ajudará o paciente a ficar calmo e relaxado, e permite que ele durma durante a cirurgia. A anestesia do joelho é realizada por meio de raquianestesia, que consiste na administração de medicamento pela coluna lombar. Após a anestesia, posicionamos o paciente deitado na mesa de cirurgia para darmos início ao procedimento. Nesse momento, envolvemos a coxa do paciente com um torniquete, que minimiza o sangramento durante a cirurgia e facilita a visualização da anatomia do joelho. Em seguida, faço a incisão cirúrgica (corte na pele) de aproximadamente 15cm para visualizar o joelho por dentro. Após esse passo, utilizo ferramentas para retirar a cartilagem doente e corrigir as deformidades do joelho. Além disso, utilizo serras cirúrgicas para remodelar a geometria dos ossos do joelho e permitir que a prótese se encaixe perfeitamente, semelhante às peças de um Lego®. Nesse momento, quando necessário, utilizamos ossos de doadores falecidos (chamado de transplante homólogo) para preencher “buracos” no joelho e permitir melhor encaixe da prótese. Na sequência, introduzimos a prótese especial, que é mais robusta e reforçada. Para melhorar a fixação da prótese ao osso, impregnamos a peça com cimento ósseo composto de polimetilmetacrilato, que funciona com um princípio semelhante ao cimento utilizado na construção civil. Colocada a prótese, costuramos a pele, realizamos o curativo e deixamos um dreno, que é um dispositivo utilizado para evitar o acúmulo de sangue dentro do joelho.

O dreno, geralmente, é removido após 1-2 dias. Os pontos da cirurgia, por sua vez, são retirados após 3-4 semanas.

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Prótese Unicompartimental para Joelho

Conforme detalhei em outras páginas desse site dedicadas a informar sobre o tema da artrose, o joelho pode ser dividido em 3 partes: a parte interna (medial), externa (lateral, e a parte entre a patela e o fêmur (patelofemoral). O desgaste do joelho, chamado de artrose (osteoartrite ou gonartrose), por sua vez, pode ocorrer em qualquer uma dessas partes, em todas as combinações possíveis (ex.: medial e lateral, medial e patelofemoral, etc.).

Quando a artrose ocorre somente em uma parte, chamamos a artrose de unicompartimental; e quando ocorre em todas as partes, chamamos de artrose tricompartimental, ou total. Tanto a artrose de 1 parte quanto a de todo o joelho pode ser inicialmente tratada de forma não cirúrgica, com viscossuplementação, ondas de choque, fisioterapia, medicamentos, etc.

Quando o tratamento não cirúrgico é insuficiente para aliviar a dor do paciente e recuperar sua qualidade de vida, indicamos o tratamento cirúrgico.

Como é a cirurgia para colocar a prótese parcial (unicompartimental) de joelho?

cirurgia de prótese unicompartimental é bem semelhante ao realizado para a prótese total de joelho, com a diferença que fazemos uma incisão (corte cirúrgico) menor, utilizamos outro modelo de prótese e, normalmente, não colocamos (ao término da cirurgia) um dreno, pois o sangramento é menor.

Internamos o paciente em jejum de 8 horas e o encaminhamos ao centro cirúrgico, de onde segue para a sala de cirurgia. Após o procedimento anestésico (raquianestesia pela coluna lombar e sedação), posicionamos o paciente deitado na mesa de cirurgia e colocamos um torniquete na coxa a ser operada a fim de minimizar o sangramento durante a cirurgia e melhorar a visualização da anatomia do joelho.

Inicio a cirurgia com a incisão, de aproximadamente 10cm, e visualizo o joelho por dentro. Com uso ferramentas cirúrgicas, retiro a cartilagem doente e corrijo pequenas deformidades do joelho (ex.: joelho torto para fora ou para dentro). Quando o joelho tem uma deformidade severa, não é possível fazer a prótese parcial. Somente conseguimos corrigir grandes deformidades com osteotomias ou com a artroplastia total.

Depois, utilizo serras cirúrgicas para remodelar a geometria dos ossos da parte doente do joelho, permitindo que a prótese se encaixe perfeitamente, semelhante às peças de um Lego®. Para evitar que a prótese não se desencaixe dos ossos, preenchemo-la com um cimento ósseo composto de polimetilmetacrilato, que funciona com princípio semelhante ao cimento utilizado na construção civil. Colocada a prótese, costuramos a pele e realizamos o curativo.

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Revisão de Prótese de Joelho

A prótese de joelho é constituída por material feito de liga metálica (ex.: cromo-cobalto). Assim como as peças de um carro se deterioram com o uso, a prótese também. O tempo médio de durabilidade de uma prótese do joelho é de 10-15 anos para 95% das pessoas.

Quando a prótese se deteriora a ponto de perder sua função, ela precisa ser substituída, o que é feito por meio de novo procedimento cirúrgico, chamado de Cirurgia de Revisão de Prótese de Joelho. Além da perda de função por deterioração do material, existem outras duas situações que determinam a necessidade de realizar a cirurgia de revisão: infecção e fratura.

Como é a cirurgia para revisão de prótese de joelho?

O paciente é internado em jejum de 8 horas e encaminhado ao centro cirúrgico, de onde segue para a sala de cirurgia. Nesse local, o anestesista aplica medicamentos para promover sedação e anestesiar o joelho durante a cirurgia.

A sedação ajuda o paciente a ficar mais calmo e relaxado, e permitir que ele durma durante a cirurgia. A anestesia do joelho é realizada por meio de raquianestesia, que consiste na aplicação de medicamento pela coluna lombar.

Após a anestesia, posicionamos o paciente deitado na mesa de cirurgia para darmos início ao procedimento. Em seguida, faço a incisão cirúrgica, que é um corte na pele de aproximadamente 15 cm para visualizar a anatomia do joelho. Na sequência, retiro a prótese antiga e preparo os ossos do joelho para implantar a nova prótese. O preparo dos ossos é realizado com ferramentas para raspá-los e remodelar sua geometria para que encaixe perfeitamente à nova prótese. Nesse momento, quando necessário, utilizamos também ossos de doadores falecidos (transplante homólogo) para auxiliar no remodelamento da geometria óssea.

Em seguida, colocamos a nova prótese, mais robusta e reforçada. Para aumentar a qualidade da fixação da prótese ao osso, impregnamo-la com cimento ósseo composto de polimetilmetacrilato, que funciona com um princípio semelhante ao cimento utilizado na construção civil.

Colocada a prótese, costuramos a pele, realizamos o curativo e deixamos um dreno, que é um dispositivo utilizado para evitar o acúmulo de sangue dentro do joelho. O dreno, geralmente, é removido após 1-2 dias, assim como os pontos da cirurgia são retirados após 3-4 semanas.

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Fratura periprotética após artroplastia de joelho

artroplastia de joelho é uma cirurgia realizada para substituir a articulação doente (com artrose) por uma prótese de metal (geralmente, liga de cromo-cobalto). Mais de 90% dos pacientes conseguem viver bem com a prótese de joelho por mais de 10 anos. Todavia, alguns pacientes sofrem complicações após a cirurgia.

Complicações possíveis após a cirurgia de artroplastia do joelho

  • Dor mesmo após a cirurgia;
  • Trombose venosa na perna;
  • Tromboembolismo no pulmão;
  • Infecção e “rejeição”;
  • Problemas de cicatrização da pele;
  • Soltura da prótese (i.e., a prótese desencaixa do osso);
  • Fraturas.

Conforme comentado na página de complicações desse site, qualquer tratamento está sujeito a complicações, seja medicamentos comuns como a dipirona, injeções diversas e procedimentos cirúrgicos. Desse modo, para indicar qualquer cirurgia, utilizamos critérios técnicos e pesamos os riscos frente aos benefícios. Estar acompanhado pelo ortopedista especialista faz toda diferença e é o recomendado antes de qualquer decisão.

Causas de fratura da prótese de joelho

As fraturas da prótese de joelho são chamadas de fraturas periprotéticas. Basicamente, ocorrem por dois motivos.

O primeiro motivo é algum trauma (pancada) que o paciente sofre e o osso (fêmur, tíbia ou patela) não aguenta e quebra.

O segundo motivo é decorrente do desgaste progressivo da prótese. Conforme a prótese desgasta, ela vai se desencaixando do osso. Por causa disso, a prótese começa a se movimentar dentro do osso, machucando-o até que ele não aguenta e quebra.

A fratura pode ser de vários tipos, o que influencia no seu tratamento. A fratura pode:

  • Ocorrer longe ou próximo da prótese sem afetar seu funcionamento;
  • Afetar o funcionamento da prótese e desprendê-la do osso;
  • Ocorrer combinada à lesão dos tendões que auxiliam a estender o joelho;
  • Ser da patela, tíbia, fêmur, ou combinação desses ossos.

Tratamento para fratura da prótese de joelho (periprotéticas)

tratamento para fratura da prótese de joelho leva em consideração qual osso fraturou, se a prótese foi afetada e a combinação com lesão de tendões que auxiliam estender o joelho.

Opções disponíveis para tratamento:

  • Imobilização com gesso;
  • Ondas de choque;
  • Cirurgia com placas e parafusos, fios de aço, ou hastes de metal;
  • Revisão da prótese: troca a prótese antiga por uma prótese nova;
  • Reparo do tendão que estende o joelho (tendão do quadríceps ou patelar);
  • Transplante de tendão: para casos mais graves;
  • Transplante de osso: para destruição mais grave dos ossos.

Algumas opções de tratamento podem ser combinadas conforme a situação com que deparamos, por exemplo é possível realizar sessões de ondas de choque e imobilizar o joelho do paciente em casos de fraturas mais “simples” e sem comprometimento da prótese; ou realizar a revisão da prótese e transplantar um tendão em casos com desencaixe da prótese e lesão grave dos tendões que auxiliam a estender o joelho.

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Luxação patelar

O que é luxação patelar?

Luxação é um termo que popularmente é mal utilizado. Muitas pessoas acham que luxação é apenas um trauma ou uma “pancada”, mas na realidade, o significado de luxação é quando qualquer osso é deslocado da articulação. No caso da patela, a luxação da mesma se refere ao momento em que a patela sai do seu “encaixe” com a tróclea femoral. Portanto é o deslocamento da patela em relação ao fêmur. Geralmente ela se desloca para lateral ou seja, para a face externa do joelho.

O que causa a luxação patelar?

Devemos ter em mente que existem 2 tipos de pacientes que luxam a patela: aqueles que possuem fatores predisponetes para a luxação da patela, e aqueles que não tem fator predisponente. Para a patela luxar, o mecanismo clássico é o joelho em aproximadamente 30 graus de flexão, e um movimento em valgo do joelho, ou seja, o joelho se deslocando para a parte interna. Devido ao vetor de força proporcionado pelo quadríceps e tendão patelar, há uma tendência da patela se deslocar para a região lateral do joelho, podendo ocorrer a luxação, como ilustrado na figura abaixo. Após a primeira luxação, pode ocorrer dos estabilizadores mediais ficarem insuficientes, facilitando novos episódios. Pacientes com fatores predisponentes, podem luxar a patela com traumas leves, e possuem maior chance luxar novamente.

Quais são os fatores predisponentes da luxação de patela?

Os fatores predisponentes são alterações da anatomia do joelho adquiridas congenitamente (através da genética do indivíduo). São eles: patela alta, morfo- logia anormal da patela, displasia troclear, ângulo Q aumentado com lateralização da tuberosidade da tíbia, joelho valgo, hipoplasia do músculo vasto medial oblíquo, hiperfrouxidão ligamentar, torção tibial externa.

Quais os sintomas da luxação de patela?

No momento da primeira luxação, o indivíduo sente dor intensa e aguda, principalmente na porção medial (interna) e anterio (na frente) do joelho. Frequentemente o joelho fica edemaciado nas primeiras 24 – 48 horas. Normalmente a sensação é de que o joelhosaiu do lugar e voltou imediatamente, pois a patela geralmente volta à sua posição com facilidade. Após 1 a 2 meses de tratamento, a região ligamentar lesionada estará cicatrizada, podendo estar insuficiente ou não. Estando suficiente, provavelmente a patela não sairá do lugar novamente e o paciente não terá sintomas de instabilidade. Porém se houver frouxidão, a patela poderá voltar a sair do lugar, repetindo o processo. Além do sintoma de instabilidade, pode ocorrer lesão da cartilagem da articulação do fêmur com a patela, causando dor em diversas situações. Neste caso, teremos a condromálacea patelar, que é descita em outro ítem.

Como é feito o diagnóstico da luxação patelar?

São usados 3 elementos para o diagnóstico:

A história do paciente, com os dados do momento da lesão e os sintomas relatados, conforme acima citados.

O exame físico realizado por ortopedista com experiência em cirurgia do joelho. O exame clínico é fundamental. O exame sempre leva em comparação o outro joelho ( não lesionado). Quando a patela luxa e não retorna ao seu lugar, é muito fácil o diagnóstico, pois é possível visualizar a deformidade causada.

Exames de imagem: Radiografias, para descartar fraturas e avulsões ósseas. A Ressonância Magnética é um importante exame para avaliar lesões de cartilagem associadas e para determinar o local da lesão do ligamento patelofemoral medial, que é o principal agente para manter a patela na sua posição e não luxar para lateral.

Como é o tratamento da luxação de patela?

Há quem defenda que sempre deve ser realizada a cirurgia para a reconstrução do Ligamento Patelofemoral Medial, porém a maioria dos cirurgiões e estudos defendem o tratamento sem cirurgia após a primeira luxação. Existem duas situações que o tratamento deve ser cirúrgico logo após a primeira luxação: quando há um destacamento ósseo que possa ser fixado ou removido; e quando a patela após recolocada na sua posição, se mantém deslocada parcialmente. Quando não estamos diante desta 2 situações , realizamos o tratamento sem cirurgia, com a imobilização do joelho por 4 semanas, permitindo apoio do membro lesionado com auxílio de muletas. Após este período, fisioterapia para ganho de força e treino proprioceptivo. Geralmente o paciente é liberado para atividade esportiva após aproximadamente 2 meses da lesão. No caso de luxações repetidas, partimos para o tratamento cirúrgico, com reconstrução do Ligamento Patelofemoral Medial, “release” lateral nos casos de tensão da retinácula lateral, e medialização e/ou distalização da tuberosidade anterior da tíbia no caso de valgo acentuado (avaliado pelo TA-GT) ou patela alta. Em alguns casos de alteração anatômica exuberante da tróclea femoral, é necessária a trocleoplastia. Após a cirurgia o joelho permanece imobilizado, sendo manipulado passivamente na fisioterapia por 1 mês. Após este período intensifica-se o fortalecimento e treino proprioceptivo, retornando a atividades esportivas após o terceiro mês da cirurgia.

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Lesões condrais no joelho

O que é uma lesão condral?

Condral significa relacionado a cartilagem. Cartilagem é o tecido que recobre o osso nas articulações do corpo. É um tecido formado por condrócitos, colágeno e proteoglicanos. Portanto lesão condral significa lesão da cartilagem.

A lesão pode ser causada por eventos traumáticos (exemplos: entorse do joelho, trauma direto em acidente automobilístico, fratura que atinge a superfície da articulação, etc) ou por processo degenerativo. Quando temos um processo degenerativo, geralmente é difuso, caracterizando um processo de artrose. Quando falamos em lesão condral, nos referimos a lesões isoladas da cartilagem. Outra causa de lesão condral é a osteocondrite dissecante, que costuma ocorrer em pacientes jovens.

Quais os sintomas?

Os principais sintomas são dor e edema no joelho. Pode ocorrer apenas edema pós esforços com dor leve, somente dor sem edema, e em alguns casos, pode não causar sintomas. A queixa do joelho inchar após atividades físicas com dor leve é frequente. Podem ocorrer também estalidos e crepitações. Dependendo do local da lesão, os sintomas podem ser diferentes, como por exemplo quando há lesão na patela, com os sintomas descritos no ítem condromalácea patelar.

Como é feito o diagnóstico?

Com a história do paciente, com os sintomas relatados, conforme acima citados. Com o exame físico realizado por ortopedista, avaliando o local da dor, presença de edema e alterações que justifiquem o processo. E com exames de imagem: Radiografias, Tomografias e Ultrassonografia pouco ajudam. O exame que auxilia é a Ressonância Magnética. Apesar de ser um excelente exame, a cartilagem é um tecido de difícil visualização. Portanto para certeza na classificação das lesões condrais, a única forma é através da artroscopia. Porém é evidente que não realizamos artroscopia somente para a classificação destas lesões, e nos baseamos na Ressonância Magnética.

Como é o tratamento?

Quando as lesões são recentes, deve-se aguardar algum tempo para avaliar a evolução da cartilagem e para verificar se ocorrem ou não sintomas.

A cirurgia está indicada em lesões mais extensas ou sintomáticas (osteocondral) e envolvem o desbridamento da cartilagem, o uso de enxertos ou a microperfuração e colocação de membranas que estimulam a regeneração da cartilagem.

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Ruptura de Tendão no joelho

Enquanto os ligamentos (já descritos em outra sessão deste site) ligam osso com osso, os tendões unem um músculo a um osso. Os tendões fazem parte do músculo, mas, diferente do músculo, não são contráteis e são pouco elásticos. Essa característica é necessária justamente para que o tendão possa resistir à força de contração do músculo e se manter firmemente grudado ao osso, permitindo o movimento do membro. Dessa forma, lesões que causam a ruptura do tendão devem ser tratadas o quanto antes para não comprometer a qualidade de vida da pessoa.

Explicando melhor: o joelho basicamente possui dois tipos de movimentos, a extensão e a flexão; ou seja, esticar e dobrar o joelho. A extensão do joelho é realizada pelo músculo quadríceps, que transmite toda sua força para esticar a tíbia (osso da perna) através de 2 tendões grudados na patela (o osso central do joelho). O primeiro deles é o tendão quadricipital (ou tendão do quadríceps), que recebe este nome por fazer parte diretamente do quadríceps.

Este tendão gruda na parte de cima patela e puxa a patela para cima. Da parte de baixo da patela, sai o segundo tendão, que é o tendão patelar. Este tendão é puxado para cima pela patela e, por sua vez, o tendão patelar puxa a tíbia, estendendo o joelho.

Em conjunto, os tendões quadricipital e patelar suportam até cerca de 17.5 vezes o peso do nosso corpo. Mesmo sendo bastante resistentes, esses tendões podem ser rompidos, seja por algum trauma (ex.: queda da escada, queda de moto), excesso de peso (ex.: pessoas com obesidade mórbida, levantamento de peso excessivo), ou degeneração (ex.: senilidade, tendinopatia crônica).

Tratamento para ruptura de um tendão do joelho

Não existe espaço para o tratamento não cirúrgico nas rupturas totais do tendão do quadríceps e do tendão patelar. As rupturas parciais, por outro lado, devem ser avaliadas caso a caso para determinar o tipo de tratamento.

No caso do tratamento não cirúrgico, imobilizamos o joelho do paciente com uma órtese ou aparelho gessado. Orientamos o paciente a não pisar com o joelho machucado enquanto não houver cicatrização suficiente. Além disso, prescrevemos sessões de fisioterapia que são iniciadas assim que julgarmos que o tendão apresenta força suficiente para suportar os exercícios.

Geralmente, dentro de 3 a 6 meses, o paciente pode retomar suas atividades habituais. Existem duas opções de tratamento cirúrgico: o reparo ou a reconstrução do tendão rompido. O reparo do tendão é realizado, geralmente, quando a lesão é aguda (i.e., com menos de 3-4 semanas). O procedimento consiste na sutura (i.e., costura) do tendão lesado. A reconstrução do tendão é realizada para os casos crônicos (i.e, com mais de 1 mês de lesão) ou com grande destruição tecidual. O procedimento consiste em utilizar enxerto ou retalho para recriar o tendão danificado.

A recuperação após a cirurgia envolve um período de imobilização do joelho e de proibição para pisar com o membro operado, seguido de ganho progressivo de mobilidade e fortalecimento muscular. Os ganhos devem ser progressivos, respeitando a velocidade de regeneração tecidual. Pular etapas nos casos de ruptura de tendão podem determinar o fracasso do tratamento.

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Tendinites no joelho

Os tendões são estruturas fibrosas, espessas, levemente flexíveis e de coloração esbranquiçada, que fazem parte de diversos músculos do corpo humano, inclusive dos do joelho. Estes são semelhantes a cordas e, de forma simples, sua principal função é ligar os músculos à algumas estruturas ósseas.

Dessa maneira eles auxiliam no equilíbrio do corpo e na geração de movimentos, uma vez que transmitem a força dos músculos para os ossos. Vale lembrar que os tendões são estruturas que recebem pouco aporte sanguíneo, o que faz com que, uma vez lesionados, o processo de resolução dessa lesão pode ser lento e demorado.

Diante de situações que envolvem sobrecarga no joelho, uma vez que o tendão não é tão rígido como o osso e nem muito elástico como o músculo, essa se torna a estrutura que geralmente está mais sujeita a lesões. Sendo assim, uma das doenças que podem ser desenvolvidas devido alguns hábitos da população, como o excesso de atividade física ou mesmo iniciar a prática de uma atividade ou musculação intensa após longo período de sedentarismo, é a tendinite.

A tendinite é uma das fontes mais comuns de dor no joelho e é caracterizada, basicamente, por um processo inflamatório que acomete o tendão, gerando lesão nas fibras e espessamento dessa estrutura.

O que é tendinopatia ou tendinite?

A tendinopatia ou tendinite é uma doença nos tendões.

Tendinopatia é um termo mais genérico, usado para se referir à presença de uma doença nos tendões (estruturas fibrosas localizadas entre o músculos e o ossos). Já tendinite é um termo mais específico que se refere a um processo inflamatório  (normalmente agudo) presente nos tendões.

Essa é uma das doenças do joelho mais comuns e apesar de parecer inofensiva, as tendinites podem ser fonte de grande incapacidade, sobretudo em indivíduos que praticam esporte ou atividade física regularmente. Homens e mulheres tendem a ser igualmente afetados e dentre as modalidades esportivas que mais frequentemente se desenvolvem tendinites, encontram-se aquelas que envolvem saltos.

Dentre os principais tendões acometidos da região do joelho, podemos citar o tendão patelar (localizado abaixo da patela), tendão do músculo quadríceps (localizado acima da patela), tendão do trato iliotibial (localizados na lateral externa do joelho) e os dos músculos da pata de ganso (localizado na face interna do joelho).

Esse tipo de tendinite é comum em atletas que praticam esportes como basquete, vôlei, futebol e atletismo. Mas também pode acometer indivíduos que praticam atividade física menos intensa ou mesmo aqueles que são sedentários e foram expostos a alguma situação de sobrecarga física eventualmente.

Uma das tendinites mais comuns é a do tendão patelar, conhecida também como “joelho do saltador”, justamente por seu aparecimento estar associado à prática excessiva de esportes que envolvem saltos.

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Causas da tendinite do joelho

Acredita-se que as causas mais comuns do desenvolvimento das tendinites seja o esforço repetitivo ou sobrecarga sobre os tendões e por isso os atletas costumam ser os mais afetados, em virtude do uso excessivo dos tendões do joelho para saltar e correr, por exemplo.

Mas a tendinite também pode ocorrer em outros pacientes, como os idosos, em consequência do desgaste progressivo da articulação. Muitas vezes, pacientes apresentam alterações do alinhamento dos membros inferiores, o que pode potencializar esta sobrecarga.

De forma geral, as trações geradas pelos músculos são transmitidas para o osso por meio dos tendões, o que permite que executemos movimentos dos mais simples como andar, aos mais complexos como correr e saltar.

Diante da fraqueza da musculatura ou de sobrecarga dessas tecidos, os tendões passam a receber/absorver mais carga do que foram programados e com o passar do tempo, vão sofrendo microlesões nas sua estrutura e isso resulta em um processo inflamatório local. Quando os tendões estão lesionados e inflamados, a ação de contrair o músculo é prejudicada e o movimento passa a ser doloroso e realizado com dificuldade nos casos mais graves.

Muitas vezes o paciente apresenta alterações em alguns movimentos dos membros inferiores (das pernas) durante a prática de atividades do dia a dia ou mesmo a prática esportiva e isso também pode gerar sobrecarga nos tendões e resultar em dor.  Essas alterações costumam estar associadas a dor na frente ou na região interna do joelho e quando presentes, o paciente deve ser treinado a controlar esses movimentos excessivos.
Alguns fatores relacionados aos indivíduos podem ter relação com o desenvolvimento das tendentes, como por exemplo excesso de peso corporal, deformidades no joelho e diferença no comprimento do membro.

Quanto aos fatores ligados ao treino, destacam-se a falta de preparo físico para o esporte ou atividade praticada, técnica inadequada e aumento abrupto da intensidade e frequência do treino. Vale lembrar que todos esses fatores, de certa forma, resultam em sobrecarga nos tendões e consequentemente na sua inflamação.

A tendinite do joelho pode ser dividida em três fases:

Primeira:

Marcada pela presença de desconforto logo após a realização de alguma atividade. Nesse caso, o indivíduo consegue concluir o seu treino e apesar do desconforto, ainda não existem alterações anatômicas importantes no tendão. Em muitos casos, essa fase é ignorada porque o paciente acredita que se trata apenas de uma fadiga, mas esse evento de dor pode se converter em risco para um próximo. Normalmente após o término da atividade a dor desaparece.

Segunda:

O indivíduo já sente a dor, que normalmente é bem localizada em um ponto do joelho (dependendo de qual tendão foi acometido) no início da atividade e pode ou não perceber um inchaço no local, ao final do treino. Nesse momento a dor  não desaparece imediatamente após o término do exercício, mas ainda não é suficiente para incapacitar a maioria das pessoas.

Terceira:

Trata-se de um quadro mais crônico, uma vez que as fibras do tendão são alteradas e o processo inflamatório na região não foi resolvido. Nesse caso a dor surge até em esforços leves como subir escadas, sair do carro ou agachar e normalmente o indivíduo passa a não conseguir mais realizar a prática de atividades esportivas como antes. Dependendo do caso, o paciente deverá se poupar da prática esportiva ou reduzir consideravelmente os níveis de treino para que possa aliviar a sobrecarga do joelho e tratar a lesão.

Sinais e sintomas da tendinite

A dor é destacada como o principal sintoma da tendinite e a região dolorosa varia de acordo com o tendão acometido:

Dor na região da frente do joelho:

Normalmente dores sentidas na frente do joelho podem representar inflamação do tendão quadricipital (imediatamente acima da patela) ou do tendão patelar (imediatamente abaixo da patela). Essa dor é bastante comum durante atividades como salto e está mais relacionada à fase de aterrissagem.

Dor na região de fora do joelho (face lateral):

Dor nessa região pode representar inflamação do trato iliotibial (tecido fibroso que recobre toda a lateral da coxa e se fixa na lateral o joelho) ou do tendão do bíceps femoral (músculo localizado na região lateral e ligeiramente na face de trás do joelho).

Dor na região de dentro do joelho (face interna):

Comumente essa dor pode estar relacionadas à inflamação nos tendões da pata de ganso (três músculos localizados na coxa, mas que se inserem na face interna do joelho).
Além da dor é comum a presença de hipersensibilidade no tendão, inchaço das bursas (pequenas bolsas localizadas entre os tendões e os ossos para evitar atrito) e  dificuldade de executar movimentos com o joelho, sobretudo aqueles que são realizados pelos músculos e tendões acometidos. É comum perceber piora dos sintomas durante movimentos que exijam mais força ou com o aumento da intensidade das atividades.

Diagnóstico e exames

O diagnóstico das tendinites é feito por meio de uma avaliação presencial e exame físico com o objetivo de entender o histórico do paciente, identificar o local da dor, nível de força e possíveis desequilíbrios musculares e o grau de sensibilidade do tendão.
É possível também que o profissional venha a  pedir para que o paciente realize testes funcionais como corrida, salto ou agachamento para avaliar a dor e a qualidade do movimento dos membros inferiores durante a função. Além do exame físico, exames de imagens também costumam contribuir para o fechamento do diagnóstico e exclusão de outras fontes de dor na articulação.
A ultrassonografia e ressonância magnética são exames sensíveis para a detecção de alterações no tendão, porém não é indicado que o diagnóstico seja feito apenas com base nesses exames.
Isso porque é possível que sejam identificadas alterações na estrutura dos tendões mesmo na ausência de dor, portanto um número significativo de resultados falso-positivos (a alteração é detectada no exame de imagem, porém o indivíduo não possui nenhum sintoma clínico da doença) pode ocorrer se o profissional não realizar a correlação dos achados clínicos com os radiológicos.
As radiografias são exames mais simples, mas podem nos esclarecer se existem alterações ósseas, como ossificação do polo inferior da patela, que podem estar associadas à sobrecarga do tendão patelar, por exemplo.

Dicas para evitar ou aliviar a dor da tendinite

  • Aplicar gelo no local da dor, por pelo menos 30 minutos logo após a atividade e algumas vezes ao dia;
  • Em caso de dor no tendão patelar (dor abaixo da patela), usar tira infrapatelar durante os exercícios ou prática esportiva (tira abaixo da patela para estabilizar o tendão patelar);
  • Automassagem na região lateral da coxa com rolo, em caso de dor na lateral do joelho;
  • Ter cautela ao aumentar o volume de treino;
  • Fortalecer ou reequilibrar a musculatura do joelho e quadril por meio de exercícios localizados;
  • Ter bons períodos de descanso entre os treinos;
  • Manter o equilíbrio entre boas horas de sono e boa alimentação.

Tratamento para tendinite

De forma geral, o tratamento tem o intuito de diminuir a dor e controlar a inflamação, além de restaurar a função do músculo e a biomecânica do membro inferior. Em muitos casos pode ser receitado medicamentos anti-inflamatórios para combater a dor, mas a fisioterapia tem grande papel no tratamento dessas lesões, uma vez que esta age na causa do problema a não apenas nos sintomas.

Na fase inicial o uso de recursos de eletrotermofototerapia como LASER e ultra som é de extrema importância para auxiliar no controle da dor e demais sinais e sintomas do processo inflamatório presente no tendão. Nessa fase a aplicação de GELO recebe bastante destaque e apresenta excelentes resultados. O gelo pode ser aplicado no local sempre que houver dor, ele tem ação analgésica e anti inflamatória comprovadas.

Ainda na fase aguda ou no início do tratamento não é incomum que o fisioterapeuta solicite que o paciente reduza a carga das atividades esportivas. Na grande maioria das vezes não é necessário que o mesmo seja afastado completamente dos treinos, mas os intervalos entre eles podem ser mais longos e o volume e as cargas podem ser diminuídos. Isso é feito para evitar sobrecarga ao passo que o tratamento reduz a dor e os demais sintomas.
Vale lembrar que em casos mais graves e de maior comprometimento do joelho, o atleta ou mesmo o paciente que pratica atividades de finais de semana pode ser solicitado a parar momentaneamente com suas atividades e continuar mantendo o treino cárdio-respiratório em atividades com menor demanda muscular.

É necessário ressaltar que, em muitos casos, o alongamento do tendão acometido realizado na fase inicial, pode prejudicar o tratamento. Alongar não reduz a inflamação e não gera ganho de força, que são os dois objetivos mais importantes da reabilitação das tendinopatias. Além disso, durante o alongamento é provocado o estiramento (afastamento) das fibras do tendão, que já estão danificadas pelo processo inflamatório e isso, muitas vezes, pode piorar o quadro de lesão tecidual dessa estrutura.

Associado a isso, o quanto antes deve ser iniciado o fortalecimento dos músculos do quadril e sobretudo joelho, na tentativa de devolver aos músculos a capacidade de absorção de cargas, o que alivia a sobrecarga nos tendões, contribuindo para a redução do processo inflamatório e progressão de danos nesse tecido. É de extrema importância que os músculos associados aos tendões inflamados sejam fortalecidos e isso deve ser feito o quanto antes, porém de forma gradual e supervisionada.

Sabe-se também que exercícios excêntricos podem ter papel importante na melhora da dor e na prevenção de futuras lesões no mesmo tendão. Por fim também é preconizado o treino do controle dos movimentos dos membros inferiores, mas estes apresentem alterações importantes. Isso também evita sobrecarga nos tendões e pode evitar lesões futuras.

Lembre-se: o acompanhamento profissional é indispensável ao tratamento, o paciente nunca deve se automedicar e deve seguir as orientações feitas pelo especialista responsável pelo seu quadro.

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Cisto de Baker e Outros Cistos no Joelho

Muitas pessoas com dor no joelho me procuram no consultório preocupadas com o surgimento de um cisto no joelho. Geralmente, são pessoas com mais de 40 anos e com um cisto na parte interna (medial) e de trás (posterior) do joelho. Mas os cistos podem aparecer em pessoas de todas as idades (crianças a idosos) e em outras regiões do joelho, seja na parte da frente (anterior) ou de trás, e na parte interna ou externa (lateral).

O que é um cisto?

O cisto no joelho é como se fosse uma pequena bolsa, de forma arredondada, que acumula líquido. Ele pode crescer e se tornar visível sem a necessidade de nenhum exame (ex.: ultrassom ou ressonância) para identificar sua presença, ou ser descoberto somente por meio de exames de imagem.

Em alguns casos, o cisto pode simplesmente sumir espontaneamente, sem que tenha sido necessário nenhuma espécie de tratamento. Já em outros, o cisto pode crescer muito e incomodar bastante. É bem comum, inclusive, alternar períodos em que o cisto está maior ou menor.

De onde surge o cisto de Baker e outros cistos?

Existem basicamente dois tipos de cisto no joelho. O primeiro é o cisto poplíteo, também conhecido como cisto de Baker. Ele é o tipo de cisto mais comum do joelho. Normalmente, localiza-se na parte de trás e interna do joelho, próximo ao músculo gastrocnêmio medial (da panturrilha) e o semimembranoso (outro músculo da perna).

O segundo tipo de cisto é aquele que se origina do menisco. Temos dois meniscos, o medial (da parte interna) e o lateral (da parte externa). O cisto meniscal comumente se origina do menisco lateral, e pode se tornar visível na parte da frente e externa do joelho.

Tanto o primeiro quanto o segundo tipo de cisto é formado por causa de outros problemas no joelho, como lesão do menisco, desgaste da articulação (i.e., artrose), lesões da cartilagem e lesões do ligamento cruzado anterior.

Preciso tratar o cisto?

Sim, mas não necessariamente o cisto per se. Nem sempre tratar diretamente o cisto é vantajoso, pois ele pode ressurgir. Assim, na maioria dos casos, o tratamento não é diretamente para o cisto, mas para as doenças que originaram o cisto (ex.: lesão de menisco, artrose, etc.).

Por outro lado, há casos em que tratamos diretamente o cisto, o que pode ser feito com injeção de medicamentos dentro do cisto, ou a remoção cirúrgica dele.

As opções devem ser avaliadas para cada paciente em sua individualidade, por isso não se deve levar por regra os relatos que ouvimos de outras pessoas. Ao contrário, deve-se buscar atendimento com o ortopedista especialista para avaliação adequada.

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Principais causas de dor no joelho
Tratamento para dor no joelho

Apofisite tibial

Síndrome de sobrecarga da população pediátrica que resulta em apofisite de tração da tuberosidade tibial.

Ela geralmente ocorre durante o estirão de crescimento da adolescência em jovens atletas que participam de esportes com extensão forçada e flexão repetidas dos joelhos. Os homens são afetados com maior frequência que as mulheres.

O diagnóstico é clínico; os pacientes geralmente apresentam dor, edema, calor e sensibilidade localizada à palpação sobre o tubérculo tibial.

O tratamento conservador é bem-sucedido na maioria dos pacientes e consiste em modificação da atividade, gelo, alongamento e exercícios de fortalecimento.

Radiografias simples do joelho são usadas para descartar outras lesões da tíbia proximal caso a dor seja unilateral e/ou intensa e persistente.

Até 10% dos pacientes podem sentir dor quando adultos devido à formação de um ossículo separado na tuberosidade tibial.

Em casos raros, quando essa condição não responde ao manejo não cirúrgico, a excisão da parte afetada da tuberosidade tibial previsivelmente alivia os sintomas.

Definição

A doença de Osgood-Schlatter é uma síndrome de sobrecarga da população pediátrica que, geralmente, afeta atletas jovens durante o estirão de crescimento da adolescência. Ela se manifesta com dor, sensibilidade à palpação e edema diretamente sobre a tuberosidade tibial. Geralmente, é uma condição autolimitada que remite após um período de modificação da atividade; a resolução definitiva ocorre quando os pacientes atingem a maturidade esquelética.

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Principais causas de dor no joelho
Tratamento para dor no joelho

Tratamento de dor no joelho

A dor no joelho pode ocorrer em função de diversos fatores. Dividimos a grosso modo em fatores mecânicos, em que existem causas anatômicas que explicam a dor, como rupturas ligamentares, meniscais; e em fatores não anatômicos, em que desequilíbrios musculares associados a sobrecargas são os causadores da dor, como as dores anteriores (femoro patelar), erradamente conhecidas como condropatia. Fatores como excesso de peso, desgaste na articulação ou prática esportiva podem estar relacionados a causa de dor. Muitas vezes as dores são apenas reações a algumas atividades simples do cotidiano.

Dor no joelho

A dor no joelho pode não ser causada por doenças subjacentes. Algumas causas comuns são atividades físicas intensas, falta de uso, lesões como entorses e distensões, sentar-se em uma área limitada ou ficar de joelhos por longos períodos.

No entanto, quando elas permanecem por mais tempo podem significar o surgimento de doenças ou mesmo a cronificação de quadros simples. As dores podem atingir pessoas de qualquer idade e são muito frequentes. A seguir descreveremos quais são as causas, os sintomas e os principais tratamentos para curar a dor no joelho.

Os tipos de dor

O funcionamento do joelho pode ser alterado na presença de lesão, desgaste ou doença. É aí que a dor aparece. Ela pode ser de dois tipos: Traumática, decorrente de queda ou batida durante atividade física; Degenerativas, como a artrose. A articulação pode doer devido a processos inflamatórios, incluídas as doenças autoimunes, como artrite reumatoide, espondiloartrite e lúpus. Além dessas situações, desgaste por uso excessivo da articulação, desalinhamento dos joelhos e sobrepeso entram na lista de causas de desconforto.

Causas variáveis

Na maior parte dos casos as dores acontecem devido a um desalinhamento da articulação, que pode ocorrer de duas formas distintas, conhecidas popularmente como “joelho pra dentro” e “joelho pra fora”. Nas duas situações o peso do corpo não se distribui de modo equilibrado, resultando no desgaste, e consequentemente na dor.

Outra causa para as dores envolve a sobrecarga física sem o preparo físico adequado. O mesmo vale para as atividades esportivas feitas sem o devido cuidado e repetidas frequentemente. Por isso é tão importante ter um acompanhamento de profissional ao realizar treinos de academia, por exemplo.

O sedentarismo também está entre as principais causas de dor no joelho por conta da falta de força nos músculos, que consequentemente não conseguem proteger as articulações.

Outra causa para o desenvolvimento da dor é o histórico de cada pessoa, ou seja, quem já passou por traumas na região têm propensão a desenvolver a dor.

Principais causas de dor no joelho >

Como acontece o tratamento acontece?

Quando uma pessoa passa por um quadro de dor no joelho ela deve buscar auxílio médico, sendo ideal a avaliação feita por ortopedistas. Além de tratar a dor momentânea, eles são capazes de identificar se a dor é sintoma ou consequência de alguma outra doença e fazer o tratamento específico.

O tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos ou infiltrações. Em alguns caso até mesmo cirurgias quando necessário. Há também medidas específicas como uso calçados específicos e orientações no esporte, indicação de repouso, uso de compressas e ate mesmo reabilitação com fisioterapia/academia. Isso na verdade varia individualmente podem ser feitos exames como ressonância ou exame 3D da marcha.

Como evitar a dor no joelho?

Para prevenir a dor é necessário manter a musculatura do corpo fortalecida, equilibrada e alongada, isto através da prática de atividades físicas com monitoramento, exemplo do pilates. Isso também ajuda a prevenir ou minimizar a obesidade, que é um fator de risco direto para a sobrecarga articular. Procurar ajuda de especialistas quando notar que o joelho não está indo bem é sempre adequado.

Viscossuplementação para tratamento de dores nos joelhos, tornozelos e quadris

Dores nos joelhos, tornozelos e quadris não é incomum. Encontrar pessoas que se queixam de desconforto nas juntas. Quando isso acontece, os incômodos geralmente são associados à terceira idade, mas nem sempre é assim. Ficar muito tempo em pé, dirigir, jogar futebol ou realizar atividades que exigem muito das articulações pode causar dores em qualquer idade.

Porém, as principais queixas ainda estão relacionadas às dores articulares, principalmente quando elas são causadas pela osteoartrite, conhecida também como artrose. Mas como conviver melhor com a doença sem sentir dores diariamente e sem precisar recorrer à cirurgia? Uma das alternativas é a viscossuplementação.

O que é a viscossuplementação?

Apesar do nome diferente, o método é simples e consiste na aplicação de injeções intra-articulares de ácido hialurônico, um agente produzido naturalmente por células da membrana sinovial, que se assemelham ao líquido articular, responsável pela mobilidade do joelho.

As injeções podem ser aplicadas uma vez no período de seis meses. O resultado após a aplicação é rápido e os efeitos podem ser sentidos por até aproximadamente um ano.

Invista na mudança de hábitos

Outras alternativas podem ser consideradas para o tratamento de dores no joelho e demais desconfortos que acometem as articulações. É o caso de métodos como fisioterapia e acupuntura, além do uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios.

Contudo, estas são medidas apenas pontuais. O tratamento para o alívio dos sintomas deve ir além, passando também pela mudança de hábitos do dia a dia, que garante maior qualidade de vida para os pacientes quando atrelada à intervenção médica correta.

A primeira dica é investir, aos poucos, em exercícios aeróbicos, como hidroginástica e pilates, que estimulam o fortalecimento muscular. Lembre-se que, ao praticar esportes e atividades físicas no geral, é preciso começar pelo aquecimento, alongando os músculos. Este primeiro passo é fundamental para diminuir a sobrecarga nas articulações durante a prática.

Outro ponto de atenção é a balança, uma vez que o sobrepeso força os joelhos e, em longo prazo, pode trazer dores, bem como dificuldades de mobilidade.

O que fazer durante uma crise de dor?

Nem sempre é possível buscar ajuda médica no momento exato de uma crise aguda de dor. Pensando nisso, reunimos dicas simples que podem amenizar o desconforto em momentos de crise. Confira:

– Aplique gelo sobre o local e descanse
– Evite subir e descer escadas
– Eleve o joelho para diminuir o inchaço
– Não faça exercícios físicos
– Não fique muito tempo na mesma posição.

Ao notar que dor, inchaço e rigidez muscular são persistentes, procure um ortopedista especialista.