Tipos de tração em ortopedia

Como regra geral, para fraturas do fêmur usar até 10% do peso corporal.
Para tração em quadro balcânico, elevar cama 5 cm para cada 1 Kg.

Tração cutânea
Máximo de 6Kg colocados na tração. Deve observar-se sempre a qualidade da pele.

  • Adesivo: geralmente, para casos pediátricos
  • Sem adesivo: usada em adultos, ou onde a pele é atrófica. Se a pele é de má qualidade, reduzir o peso máximo para 4,5 Kg  ou considerar tração esquelética.

Tração esquelética

  • Pino de Steinman e estribo Bohler
  • Pino de  Denham:  pino rosqueado na cortical, reduzindo seu movimento
  • Fio de Kirschner em tensor

Locais de tração:

Olécrano
Passa-se um fio de kirschner de medial para lateral perpendicularmente ao eixo logitudinal da ulna, 3 centímetros distais à ponta do olécrano
Evite nervo ulnar
Segundo e terceiro metacarpos
Um fio de Kirschner de 2 a 2,5cm distais do segundo metacarpiano, transfixando o terceiro transversalmente, para ficar em ângulo reto em relação ao eixo longitudinal do raio
Trocânter maior
Superfície lateral do fêmur, 2,5 centímetros abaixo da parte mais proeminente do trocânter maior, a meio caminho entre as superfícies anterior e posterior do fêmur
Fêmur distal
Não deve ser usado por mais de 2 a 3 semanas devido ao risco de rigidez do joelho
Lembre-se da cápsula articular lateral do joelho atinge 1,25 2 cm acima do joelho, não se esqueça da fise distal do fêmur em crianças.
Em geral, o pino deve passar junto ou ligeiramente posterior ao plano midcoronal da diáfise femoral. Também deve passar imediatamente proximal ao tubérculo adutor para evitar acoplamento dos ligamentos colaterais. O local fica próximo ao nível do pólo proximal da patela no joelho relaxado e estendido.
Deve-se flexionar o joelho ligeiramente durante a inserção para “acomodar” os tecidos moles periarticulares na posição que a articulação ficará durante o uso da tração.
O ponto fica cerca de 3cm acima da linha articular lateral (limite superior do côndilo femoral lateral), que coincide com o polo superior da patela, discretamente posterior na diáfise femoral
Tíbia proximal
Contra-indicado em caso de lesão ligamentar do joelho.
Dois centímetros distal e posterior do ponto de inserção da  tuberosidade anterior da tíbia. Passado de  lateral para medial para evitar nervo fibular comum.
Tração calcâneo
Idealmente, o pino deve ser inserido o mais posterior possível . Os tendões eos  feixes neurovasculares que passam atrás do maléolo e da articulação subtalar devem ser evitados.
Halett et al sugere um local 2 cm abaixo e atrás do maléolo lateral ou 3 cm abaixo e atrás do maléolo medial.  Tornetta et al mostra que nenhuma posição é completamente segura  quando se coloca um pino medial no calcâneo ou pino transcalcaneal, devendo ser passado o mais posterior possível, enquanto houver osso.
 
Tibia distal
Cinco centímetros acima da articulação do tornozelo e na região média na lateral do osso.

Comentários

  1. MarcioR4 Post author

    Prática muito comum até os dias de hoje, principalmente para fraturas do fêmur proximal visando alívio da dor, reduzir o risco de novas lesões aos tecidos moles locais, facilitar a redução da fratura ou qualidade da redução obtida na cirurgia. No entanto, na oitava e última edição do Rockwood, vários estudos publicados demonstram não haver benefícios conclusivos relacionados ao uso e não uso da tração cutânea pré-operatória, concluindo assim que essa técnica não é mais recomendada. Nada foi comentado na última edição do Campbell sobre esta prática.

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