tecnica de masquelet para defectos oseos

Técnica de Masquelet para manejo de falha óssea

O tratamento de grandes perdas ósseas após fratura de ossos longos é desafiador para o ortopedista. O transporte ósseo como uso do método de Ilizarov está associadocom complicações e grande morbidade. Uma opção de tratamento é a técnica de Masquelet, na qual é formada uma membrana ricamente vascularizada. O procedimento ocorre em dois estágios: no primeiro, um espaçador de cimento ósseo é utilizado para preencher o defeito, e, no segundo estágio, o espaçador é removido e o defeito é preenchido com enxerto ósseo.

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Técnica de Masquelet

A abordagem inicial envolve extenso desbridamento e fixação externa transarticular do joelho. Sete dias após o trauma, procede-se à fixação da fratura com uma placa bloqueada medial por meio de um acesso anterior e artrotomia parapatelar medial, e novo desbridamento com coleta de material para cultura. O defeito ósseo (9 cm) é preenchido com 40 g de cimento ortopédico com 2g de vancomicina.

As culturas sendo negativas após seis semanas, o paciente é submetido ao segundo tempo cirúrgico. O cimento é removido, e a falha óssea, preenchida com enxerto de fíbula não vascularizada ipsilateral e enxerto ósseo de crista ilíaca. Uma nova placa lateral é acrescentada para maior rigidez da construção O apoio com carga parcial inicia com quatro meses, e, em torno de um ano, a fratura se consolida.

Benefícios da técnica para manejo de falha óssea

A técnica de Masquelet envolve a formação de uma membrana vascularizada e o preenchimento do defeito com enxerto ósseo autólogo. A técnica envolve o uso de um espaçador de cimento de polimetilmetacrilato, que leva à formação da membrana que previne a reabsorção do enxerto ósseo e cria um ambiente ideal para a consolidação. Apesar de a descrição da técnica de Masquelet envolver o tratamento de falhas ósseas de até 25cm, a literatura apresenta estudos nos quais as falhas geralmente não ultrapassam 11 cm, devido à fonte limitada de enxerto ósseo autólogo de crista ilíaca. Consideramos que o enxerto de fíbula não vascularizada pode ser obtido por ortopedista sem treinamento microvascular auxiliando na utilização da técnica.

Referências:
Características da membrana induzida pela técnica de Masquelet em defeito ósseo do rádio em galinhas
Masquelet technique: myth or reality? A systematic review and meta-analysis

Saiba mais sobre manejos de lesões no trauma:

https://traumatologiaeortopedia.com.br/materia/fixador-e-reconstrucao/

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