gesso imobilizacao

Opções ao gesso e avanços nas imobilizações ortopédicas

Durante muitos anos, pacientes vítimas de fraturas ósseas — a depender do membro — precisavam ser submetidos à técnica de imobilização com gesso. Esta técnica ainda é a prática mais utilizada nos dias atuais para garantir a recuperação de membros fraturados, como braços e pernas.

Constatada a fratura, por meio dos exames de imagem e após a limpeza cirúrgica, com a extração de corpos estranhos e tecidos desvitalizados ou necróticos (desbridamento), o médico dá início a estabilização da fratura, um passo importante para garantir a rápida recuperação do paciente. 

Nos dias atuais, há várias maneiras de imobilização, mas, por muito tempo, o gesso foi a principal forma de fazer essa imobilização. Os avanços tecnológicos trouxeram outras técnicas, novos recursos e formas de imobilizar. 

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Gesso

O sulfato de cálcio hidratado, também conhecido com gesso, é um pó branco que, após absorver água, endurece rapidamente, tornando-se fácil para moldar. Como toda técnica neste sentido, seu foco é manter as extremidades ósseas na posição correta durante o processo de recuperação. 

O gesso é um material mais em conta e, por isso, ainda é bem presente na rede pública de saúde. Sua eficácia é garantida mas, para muitos pacientes o material gera incômodo. As queixas mais comuns são de que o material esquenta , não pode molhar e, às vezes, gera coceiras em determinados pacientes, por ocasionar irritação na pele.

Gesso sintético

O Gesso Sintético permite mais liberdade, já que o paciente pode, por exemplo, tomar banho com ele além de ser substancialmente mais leve que o gesso convencional. O material já é uma realidade crescente em nosso país.

Ele tem a rigidez e durabilidade necessárias para o tratamento adequado de entorses. Quebra menos que o gesso comum e está disponível em diversas cores.

Em sua composição, temos o poliéster, que é impregnado com uma emulsão ativada de resina de poliuretano para fazer com que a pele não seja afetada pelo uso. Outro ponto positivo é que o raio-x tem grande penetração, o que facilita o acompanhamento médico. 

Plástico termomoldável

A técnica do plástico termomoldável surgiu em 2014. Seu princípio é similar ao do gesso, mas é algo bem moderno. O material é aquecido pelo médico e moldado sob a pele do paciente, na área fraturada. O ajuste é ainda mais eficaz que as outras técnicas.

O principal diferencial, neste caso, é que a composição diminui consideravelmente a possibilidade de coceiras. Ele deixa espaços arejados durante toda a área afetada, além de ser mais leve, o que deixa o paciente com mais mobilidade durante toda a recuperação. Assim como o gesso sintético, com este material também é possível tomar banho.

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