NASA batiza sede com nome de primeira engenheira negra da agência

O filme Estrelas além do tempo (Hidden Figures), de 2016, baseado no livro de mesmo nome, teve grande impacto por trazer à luz a história até então desconhecida das matemáticas e engenheiras negras que trabalharam na NASA e ajudaram a fazer os cálculos matemáticos para levar astronautas para o espaço.

Mary W. Jackson trabalhou em uma unidade segregada da NASA no Centro de Pesquisa Langley, em Hampton, Virgínia (EUA). Sua formação original era matemática e física. Ela começou a trabalhar em 1951 no Comitê Nacional para Aconselhamento sobre Aeronáutica (NACA, na sigla em inglês) que, posteriormente, se tornou a agência espacial norte-americana.

No início, Jackson trabalhava como pesquisadora na área de matemática e, posteriormente, ficou conhecida como um dos “computadores humanos”, ao lado de Dorothy Vaughan, outra matemática negra, também retratada no filme Estrelas além do tempo.

Após dois anos na área de cálculos, foi sugerido que Jackson fizesse um treinamento para ser promovida de matemática para engenheira. Ela o fez; porém, como a instituição de ensino era segregada, precisou de permissão especial para participar das aulas com colegas brancos.

Jackson, então, foi promovida e, em 1958, se tornou a primeira engenheira negra da NASA. Durante o tempo na agência, ela foi co-autora de diversos artigos científicos, a maioria focado na camada limite ao redor de aviões. Em 1979, ela passou a fazer parte de um programa com o objetivo de contratar e promover a próxima geração de engenheiras, matemáticas e cientistas da agência espacial. Ela se aposentou em 1985.

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