Fratura de fêmur distal na criança

As fraturas do fêmur supracondilianas ou do fêmur distal na criança representam até 12% das fraturas do fêmur distal e são difíceis de tratar porque o as inserções musculares do gastrocnêmio, logo acima dos côndilos femorais, puxa o fragmento distal em uma posição de extensão, dificultando o alinhamento.

Risco de lesão fisária

A região da cartilagem de crescimento distal do fêmur constitui uma zona frágil em relação a trauma na região do joelho. Enquanto a entorse do adulto por estress em valgo, corresponde na prática a uma lesão ligamentar do ligamento lateral externo, na criança uma fratura Salter I ou II serão muito mais prováveis.

A lesão da cartilagem de crescimento poderá ocasionar deformidades por encurtamento ou desvio axial até um ano depois e, não resulta do tratamento efetuado, mas sim da própria lesão.

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito pela palpação da região da cartilagem de crescimento e pode ser confirmado pelo RX ou pela RMN.

As fraturas patológicas nessa área são comuns e uma lesão subjacente deve sempre ser procurada.

Tratamento

O tratamento das fraturas do fêmur na criança, em geral, são com imobilização gessada deve se acompanhada por osteossíntese com fios de Kirchner de urgência.

Na região metafisária do fêmur (região supracondiliana) tem dificuldade adicional por efeito não neutralizado do gastrocnêmio. Produz tendência para hiperextensão do fragmento distal. Flexão do joelho e tornozelo e ou técnicas especiais de tração são necessárias para efetuar alinhamento.

Os métodos tradicionais de imobilização e tração de pino único pode ser satisfatório em crianças pequenas. Fraturas supracondilianas na criança
podem ser tratadas com segurança e eficiência por um breve período (4 a 6 semanas) de fixação externa, seguida de um período de gesso até o calo ficar sólido e os locais dos pinos curarem. Em outros casos, a fixação interna é preferível, seja com hastes flexíveis ou parafusos (se houver comprimento metafisário suficiente) ou com fios lisos cruzados transfixando a fratura da epífise à metáfise. As hastes flexíveis podem ser colocadas de forma anterógrada, como originalmente descrito, ou retrógrada se houver osso distal satisfatório para fixação perto do local de entrada da fratura. Biomecanicamente, a inserção retrógrada é superior.

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